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As coordenadoras da obra “Casamentos da Família Real Portuguesa”, realçam que os casamentos régios “além da sua dimensão privada, tinham também como objetivo estabelecer novas alianças ou reforçar as existentes”.

A obra “Casamentos da Família Real Portuguesa”, publicada pelo Círculo de Leitores, é coordenada pelas historiadoras Ana Maria S. A. Rodrigues, Manuela Santos Silva e Ana Leal de Faria, e reflete a investigação de uma equipa de 20 historiadores.

A publicação desta obra foi iniciada no ano passado, quando saíram os dois primeiros volumes, dedicados à diplomacia e ao cerimonial que estes “tratados/casamentos” envolvem, e o terceiro volume inclui o matrimónio de Dom Duarte Nuno de Bragança, com Dona Maria Francisca de Orleães e Bragança, em 1942.

O casamento de D. Duarte Nuno com D. Maria Francisca foi pensado "para selar a paz entre os dois ramos da família Bragança, desavindos há mais de um século", como refere Paulo Drumond Braga, autor do texto sobre esta união.

Além deste casamento, após a proclamação da República, também o último Rei de Portugal, D. Manuel II, casou, já no exílio, em 1913, com D. Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen, mas “não deu a ambicionada descendência que possibilitaria a sucessão dinástica e a restauração da monarquia”, devido à “morte prematura” do soberano, em 1932.

Referindo-se a este terceiro volume, as coordenadoras realçam que, tal como nos anteriores, houve a preocupação, por parte dos autores dos diferentes textos, de ligar a história política externa e da diplomacia à história da família e das emoções, dos estudos sobre as mulheres e aos estudos da corte, assim como de “análise dos processos negociais à ponderação da conjuntura política ou das características pessoais dos protagonistas que proporcionaram ou impediram a concretização dos planos matrimoniais desejados”.

O casamento real era fundamental para a continuidade dinástica, e além das suas conjeturas diplomáticas, adquiria uma forte valorização social para a comunidade nacional.

“Desde os primórdios da nossa monarquia o modelo de Família Real se funde com o da família ideal de uma sociedade cristã que, através dos descendentes, prolonga os seus valores até à eternidade”, afirmam as coordenadoras, realçando “o cuidado com as escolhas dos cônjuges” que os sucessivos monarcas tiveram, quer com os filhos legítimos, quer com os ilegítimos.

Se os projetos bem-sucedidos de casamentos reais “esclarecem as opções da política externa portuguesa”, os planos fracassados permitem “compreender os problemas e as dificuldades que o país enfrentou em certos períodos da sua história.

Como exemplo, refira-se “o fracasso dos esponsais de D. Maria II com seu tio D. Miguel”. D. Miguel I protagonizou a oposição absolutista aos liberais, que o seu irmão, D. Pedro IV, representava.

No âmbito dos casamentos da Família Real, um dos casos destacados pelos autores é o da “vitória da vontade pessoal” da irmã de D. João II, a Princesa D. Joana, “que recusou diversas propostas de casamento”, num artigo de Leonardo Carvalho-Gonçalves.

O quarto, e último volume de “Casamentos da Família Real Portuguesa”, também sobre os êxitos e fracassos, é publicado em outubro, segundo a editora.

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