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O Mosteiro da Batalha abre portas a quatro escritores com o ciclo de conferências "Sensação de plenitude", que, em maio, dá a conhecer Afonso Lopes Vieira, Miguel Torga, Almada Negreiros e José Saramago.

As conferências repartem-se pelos dias 05 e 19 de maio e, segundo a coordenadora científica, o desejo é proporcionar "uma abordagem da literatura fora dos meios exclusivamente académicos e acessível a todos, dada a sua gratuidade", naquele que se antevê como "um momento marcante da vida cultural do mosteiro".

Segundo Rita Mendes, serão dois sábados "de conhecimento, de literatura e de arte", para que "o público se deixe encantar pelas conferências, pelos textos lidos e interpretados por Frédéric da Cruz Pires e Carlos Alberto Silva, e pela música inspirada nos textos, nos autores e na sua época".

Em destaque está a literatura do século XX, com Afonso Lopes Vieira, um autor da região de Leiria, mas também Almada Negreiros, "artista plural e escritor completíssimo", que tem um laço que o liga ao Mosteiro da Batalha, a revelar durante as conferências, promete a coordenadora científica.

Miguel Torga e José Saramago foram selecionados por serem "nomes maiores da literatura portuguesa e inscritos nos programas escolares ministeriais". O título das conferências, "Sensação de plenitude", foi retirado de uma obra de Torga.

Segundo o diretor do Mosteiro da Batalha, é forte a relação entre o monumento e a literatura.

"O mosteiro foi universidade a partir de meados do século XVI. Nele lecionou  Frei [São] Bartolomeu dos Mártires e frei Luís de Sousa; nele estudou, como aluno externo, Francisco Rodrigues Lobo. Nos Reis, Rainhas e Príncipes aqui sepultados, a ‘Ínclita Geração', incidirá a ‘Mensagem’, de Fernando Pessoa. Damião de Góis, aqui passou um ano, em circunstâncias infelizes, é certo, numa espécie de exílio interno; e o mosteiro foi inspirador para Afonso Lopes Vieira e também para Almada Negreiros, que defendeu a tese que os ‘Painéis de S. Vicente' teriam sido encomendados para a Capela do Fundador", explicou Joaquim Ruivo.

Além disso, ao longo dos séculos, diversos escritores e artistas por ali passaram, guardando "uma impressão indelével e marcante", como são os casos de William Beckford e James Murphy.

Joaquim Ruivo defende também que o Mosteiro da Batalha interpela "a pensar a arte e a literatura sempre na sua relação com a modernidade e contemporaneidade".

As conferências "Sensação de plenitude" são mais uma iniciativa literária que acontece num espaço onde estão sepultados reis e príncipes, porque importa "não esquecer que os escritores e poetas é que são verdadeiramente os ‘grandes heróis'", sublinha Joaquim Ruivo.

"Deles recolhemos sensibilidade, sabedoria, compreensão dos tempos, humanismo, humanidade, resiliência e identidade - tudo o que justifica, também, a nossa relação com o património", afirma.

Dia 05 de maio, as conferências abordam Afonso Lopes Vieira, por Cristina Nobre, e Miguel Torga, por Clara Crabbé Rocha - filha do escritor. No segundo dia de conferências, 19 de maio, Simão Palmeirim fala de Almada Negreiros e Sérgio Machado Letria dedica a sua intervenção a José Saramago.

Foto: NACAL/FMS

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