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Filipe Quaresma

 

A Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção do maestro Pedro Neves, estreia no próximo fim de semana, em Almada, o Concerto para violoncelo e orquestra, de Luís Tinoco, sendo solista o violoncelista Filipe Quaresma.
A peça é uma encomenda do Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), que escolheu, no ano passado, Luís Tinoco como “compositor residente do teatro, durante dois anos [2016/2018]”.
A peça de Tinoco faz parte de um programa que inclui a abertura da ópera cómica “L‘hôtellerie portugaise”, de Luigi Cherubini, e a Sinfonia n.º 3 em lá menor, de Felix Mendelssohn, que é apresentado no sábado, dia 17 de fevereiro, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, e no domingo, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
“O concerto está dividido em três andamentos, num total de 24 minutos, e é dedicado a Filipe Quaresma, meu amigo e colega quando ambos estudámos em Londres, no final dos anos 1990”, disse à agência Lusa Luís Tinoco, que realçou ser esta “a primeira peça escrita no âmbito” da sua “atividade de compositor residente do S. Carlos”.
“O próximo projeto em que irei trabalhar neste contexto será música de cena, composta a partir de um texto de Jacinto Lucas Pires, com estreia prevista para 2018”, adiantou.
Referindo-se ao Concerto para violoncelo e orquestra, Luís Tinoco afirmou: "Como o título o sugere, não existe uma ideia extramusical associada a este concerto, ao contrário de outras peças que tenho composto, e cujos títulos sugerem uma relação com elementos retirados de textos ou das artes visuais”.
“Sem contar com os meus três ciclos de canções orquestrais, para soprano e orquestra, esta é a minha quarta experiência de composição para um instrumento solista e orquestra sinfónica”, acrescentou.
Tinoco compôs “Concerto de Trompa” (2013), “Shadow Play”, para “erhu” (violino chinês) e orquestra (2011) e “Díptico para Piano e Orquestra” (2005).
O Concerto para Violoncelo e Orquestra, é, na opinião do musicólogo Bruno Caseirão, uma “obra de maturidade de Luís Tinoco” que transmite a quem escuta “um lirismo e nostalgia na escrita do instrumento solista [o violoncelo], a par com uma enorme exigência" para com este, "a qual contamina toda obra", sobretudo a orquestração.
Caseirão realça que esta, “filtrada, procura o ambiente, mesmo que momentâneo, de música de câmara, principalmente como forma de realçar o violoncelo e a relação próxima que este desenvolve com a harpa, o piano e as percussões”.
“A obra – prossegue Caseirão - reflete a clara preferência do compositor por instrumentos de registo médio-baixo, em geral, e pelo timbre e vocalidade do violoncelo, em particular”.
“Esta ‘identificação’ com o instrumento estende-se ao dedicatário do concerto, amigo e ‘cúmplice’ de longos anos, Filipe Quaresma”, realça o musicólogo.
“Embora o compositor nos tenha habituado a uma relação visual com o som, lembremo-nos, por exemplo, de ‘Incipit’, procurando salientar a sua dimensão de organismo vivo, não predeterminando a priori estruturas, formas e andamentos, neste concerto, sem que haja um virtuosismo ‘pirotécnico’ excessivo, assume-se claramente a dimensão solista do violoncelo, com destaque sem ser exuberante”, afirma Bruno Caseirão, num texto sobre a obra, divulgado pela agência Lusa.
Referindo-se aos três andamentos em que se estrutura a composição, Caseirão chama a atenção para o facto de cada um ter "personalidade independente, embora não estanque", apresentando "elementos que são transversais, nomeadamente através do tema principal, caracterizado por um intervalo de terceira descendente, presente logo de início no gesto do violoncelo, ou da importância de determinadas notas, como o lá e o ré, em torno das quais se desenrola uma espécie de caleidoscópio, como que sugerindo um gesto formal de coesão, de reencontro e revisitação de espaços ao longo do concerto”.
O musicólogo chama ainda a atenção para o “procedimento muito interessante empregue pelo compositor”, que é “o de ligar o 2.º e 3.º andamentos, quase como uma figura de estilo, através do qual, como forma de destacar o contraste do início do 3.º andamento, o momento mais rítmico e enérgico do concerto, se interliga não o que é musicalmente próximo e sim aquilo que é contrastante”.

Foto: TNSC/FMS

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