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O ex-ministro das Finanças, Guilherme d’Oliveira Martins, destaca, na sua obra “Ao Encontro da História”, o valor do património cultural, que "devemos proteger" e não o deixar ao “desbarato”.

No “pórtico” da obra, editada pela Gradiva, Oliveira Martins afirma que “o património cultural que devemos proteger é sinal para que o que tem valor hoje e sempre não seja deixado ao desbarato”.

“Ter memória é respeitarmo-nos”, sentencia o atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, defendendo que se deve “cuidar do que recebemos” e “não deixar ao abandono”, defendendo que “as políticas públicas de cultura devem começar pelo cuidado da herança e da memória”.

Sobre a obra, publicada no Ano Europeu do Património Cultural, que se celebra, Oliveira Martins afirma que “pretende aliar a ideia de peregrinação, no sentido de demanda de outros lugares e outras gentes, através da sua história, à memória da cultura e da língua portuguesa, como língua de várias culturas e cultura de várias línguas, bem como exemplos referenciais da criatividade e da inovação”.

O autor aborda a questão do Ano Europeu, do qual é responsável nacional da programação, incumbido pelo ministro da Cultura, afirmando que esta iniciativa visa “sensibilizar para a história e os valores europeus e reforçar o sentimento da identidade europeia”, que devem ser entendidos como uma abertura “ao encontro de outras realidades”.

Oliveira Martins interroga como se pode compreender “a Europa sem diálogo entre a tradição e o progresso, sem a compreensão das raízes e sem a complementaridade entre judeus, cristãos e muçulmanos”.

Quanto ao património cultural, adverte o ex-ministro que enfrenta vários desafios, “desde a transição para a era digital até à pressão ambiental e física, sem esquecer a prevenção e o combate ao tráfico ilícito de bens culturais”.

Questões a que se pode dar resposta promovendo “a diversidade cultural", o “diálogo entre culturas e a coesão social”, segundo Oliveira Martins, que realça “o contributo económico do património cultural para os setores criativos e para o desenvolvimento”.

O autor salienta também “o papel do património cultural nas relações internacionais, desde a prevenção de conflitos à reconciliação pós-conflito e à recuperação de património destruído”.

Sublinha Oliveira Martins que, entre outras funções governamentais, foi ministro da Educação. "O património cultural não se refere apenas ao passado, mas à permanência de valores comuns, à salvaguarda das diferenças e ao respeito do que é próprio, do que se refere aos outros e do que é herança comum”.

O autor, que refere a Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o valor do Património Cultural na sociedade Contemporânea, cujos trabalhos coordenou, tendo sido assinada em faro em outubro de 2005, afirma que o património cultural abrange “o património construído e material, o imaterial e a criação contemporânea”.

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