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O CD "The Blue Voice of the Water" inclui as obras orquestrais de Luís Tinoco “Before Spring", “O Sotaque Azul das Águas" ("The Blue Voice of the Water"), "Frisland” e o Concerto para violoncelo, que o compositor dedica ao violoncelista Filipe Quaresma, que participou na gravação.

Em declarações à agência Lusa, Luís Tinoco afirmou que, “hoje em dia, apesar de muitos considerarem que o CD está a perder espaço, nomeadamente para as plataformas digitais, fixar música que é tocada num registo áudio, e que depois possa ser disponibilizada no mercado digital, ou em cópia física do disco, é um meio precioso e essencial para que as composições não se percam nas poucas apresentações públicas que podem ter”, cita o DN.

Todas estas obras de Tinoco foram gravadas em distintas salas de concerto e por diferentes orquestras, a Sinfónica Portuguesa, a Sinfónica do Porto/Casa da Música, a Seattle Symphony e a Orquestra Gulbenkian, dirigidas respetivamente pelos maestros Pedro Neves, Martin André, Ludovic Morlot e Susanna Mälkki.

Sobre o CD, o compositor realçou à Lusa o trabalho do engenheiro de som Hugo Romano Guimarães, na masterização final, para que não se notassem as diferenças acústicas entre as distintas salas em que ocorreram as gravações.

Tinoco referiu que muitas das suas composições se relacionam com o oceano e expressam “um horizonte longínquo e infinito que nunca conseguimos agarrar, as sonoridades da cor que mudam com cambiantes diferentes, há uma relação com as artes visuais, cores, espaços… e a própria música tem sonoridades aquáticas, pela forma como a percussão é utilizada”.

“O oceano faz parte da minha vida e as coisas não são descartáveis do que fazemos no nosso dia-a-dia, ou quando escrevo música”, acrescentou.

Luís Tinoco disse que “não é muito fácil uma peça ser tocada e depois voltar a ser tocada mais vezes, pois as orquestras têm peças de vários séculos que incluem nos seus repertórios, e têm de continuar a estrear".

"As programações não dilatam e não temos muitas mais orquestras, o que acaba por acontecer é que as peças têm duas, três apresentações e depois evaporam-se”. Neste sentido, disse o compositor, “os discos podem ser ouvidos pelos programadores das salas e proporem essas peças nas suas temporadas”.

“Para os compositores - prosseguiu Tinoco -, é de facto uma forma de fixar a peça num suporte que permita a qualquer pessoa, em qualquer momento, ouvir e evitar que o momento da sua audição [ao vivo] tenha sido efémero”.

Luís Tinoco não editava nenhum CD de obras suas desde 2013, quando saiu “Round Time”, pela Naxos.

Atualmente o compositor está a trabalhar numa outra gravação de peças suas, pelo grupo Drumming, que celebra 20 anos de existência, em 2019, altura em que sairá um CD comemorativo.

No âmbito da sua residência artística no Teatro Nacional de S. Carlos, além do 'workshop' a novos compositores, que está a orientar, Luís Tinoco tem previsto a estreia de uma peça orquestral, ainda sem título, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, em novembro próximo, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

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