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A obra “Bispos e Arcebispos de Lisboa", dirigida por João Luís Inglês Fontes, elenca todos os prelados que dirigiram a diocese da capital desde Potâmio, no século IV, até D. João de Sousa, no século XVIII, quando foi criado o Patriarcado, em 1716.

A edição desta obra, coordenada por António Camões Gouveia, Maria Filomena Andrade e Mário Farelo, foi anunciada há dois anos, quando se celebrou o tricentenário da criação do Patriarcado, pelo atual Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, que assina o prefácio, no qual realça tratar-se de um trabalho científico, “com pleno respeito pelas fontes [documentais] disponíveis”.

O prelado realça que uma diocese “contém vivências e convivências dificilmente documentadas, por serem de natureza religiosa, anímica e espiritual”, todavia “a documentação guardou o que era preciso guardar de mais prático e imediato, para garantir direitos, delimitar espaços e gerir o quotidiano”.

Sua Eminência sublinha que “a vida vivida não se resume na vida narrada”. Assim, para D. Manuel Clemente, “Bispos e Arcebispos de Lisboa" revela que “uma Igreja se define entre o testemunho e o apuramento doutrinal”, e considera significativo que as “memórias mais antigas guardem a tradição verosímil dos ‘mártires de Lisboa’ [Veríssimo, Máxima e Júlia] na perseguição [do Imperador romano] Diocleciano”, no início do século IV.

O diretor do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa (CEHR), Paulo de Oliveira Fontes, realça, no texto de apresentação que se segue ao prefácio, que esta obra é “fruto de um paciente e persistente, embora por vezes pouco visível, trabalho de reflexão”, que juntou mais de 40 investigadores nacionais e estrangeiros.

O diretor e os coordenadores da obra, num texto conjunto, põem em evidência "a informação original e inovadora" compilada, "a quantidade e a qualidade dos dados compulsados e trabalhados", que permitiu "renovar a cronologia dos episcopados, o que se conhecia sobre as origens e a formação dos bispos ou sobre a sua efetiva relação com a diocese".

Esta obra revela dados e factos desconhecidos da história da diocese olisiponense, com o contributo de "referências documentais dispersas ou vestígios arqueológicos", como por exemplo no tocante ao período que antecedeu a restauração da diocese, em 1147, que leva a suspeitar, segundo os coordenadores, de "uma realidade bem mais viva e diversificada".

A obra abre com um capítulo sobre os bispos de Lisboa desde a época romana, na Península Ibérica, até à sua restauração, em 1147, com a conquista da cidade às forças muçulmanas por D. Afonso Henriques.

Neste capítulo inicial, é referenciada a diocese de Lisboa na época romana, do século III ao V, em que se destaca a figura do bispo Potâmio, o primeiro que se conhece de Lisboa, do qual há notícia segura dada pelos presbíteros luciferianos de Roma. Segundo estes, o prelado professou a fé trinitária proclamada no primeiro concílio de Niceia, em 325, que reconhece a mesma natureza em Jesus e seu Pai.

São também citados, neste capítulo, os prelados do período visigodo, de 476 até ao ano 714, quando as tropas muçulmanas avançaram sobre a Península Ibérica, e, finalmente, enumerados os “sinais de vitalidade” sob o domínio árabe, de 714 a 1147.

O segundo capítulo lista os 28 prelados que lideraram o bispado lisboeta, de Gilberto de Hastings (1147-1165) a D. Martinho Anes de Zamora (1379-1385), e inclui um texto sobre o episcopado neste período, que vai desde a fundação do reino até às tensões político-dinásticas e sociais da revolução de 1383-1385.

O capítulo seguinte refere-se ao período em que Lisboa subiu à categoria de arcebispado, de 1385 até 1716, listando os 19 arcebispos, de D. João Anes Escudeiro a D. João de Sousa.

Esta obra, com a chancela dos Livros Horizonte, resulta da parceria científica entre o CEHR da Universidade Católica Portuguesa e a Fundação da Ciência e Tecnologia,e inclui ainda um capítulo dedicado à heráldica dos bispos e arcebispos de Lisboa, e outro ao ‘corpus’ iconográfico.

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