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“O Santo Rei”, do padre João Vergamota com ilustrações de Mercês Gil, algumas conjugando com fotografias de época, é uma biografia de Carlos de Habsburgo (1887-1922), o último Imperador da Áustria-Hungria, tornado beato da Igreja Católica, em 2004, pelo Santo Padre João Paulo II.

No prefácio, D. Duarte Pio de Bragança, presidente da Fundação D. Manuel II, afirma que o beato Carlos “pode ser considerado um santo português porque nasceu para o céu na [ilha da] Madeira”. Segundo o Duque de Bragança, “quando da sua morte, os seus vizinhos na paróquia de Nossa Senhora do Monte [nos arredores do Funchal] já o consideravam santo”.

Carlos de Habsburgo casou com Zita de Bourbon-Parma, que era neta do Rei D. Miguel, de Portugal, bisavô de D. Duarte de Bragança. O "parente" de Carlos, considera “importante espalhar a sua devoção”, e modo a que a Igreja Católica autentique um segundo milagre, e seja então canonizado.

A obra inclui um capítulo dedicado à biografia do monarca, em que aborda a sua ação na I Grande Guerra (1914-1918), um outro dedicado à beatificação, um ao seu vestido de batizado, que foi oferecido a um casal português que apoiou a Família Imperial durante o exílio na Madeira, outro sobre a Imperatriz Zita (1892-1989) e ainda um glossário de termos.

O vestido de batizado de Carlos foi oferecido ao casal João e Constança Siqueira Almeida, amigo da Família Imperial, que após vários anos sem terem filhos, meses depois da morte do monarca tiveram um filho, que batizaram com o nome de Miguel. "Quando a Imperatriz soube da notícia ofereceu o vestido de batizado do Imperador aos seus amigos portugueses". Sobre este episódio, relata o saverdote que "já muito doente. [Carlos de Habsvurgo] disse a D. Constança que quando fosse para o céuia pedir a Jesus que lhes desse a graça de ter um filho". Carlos morreu a 01 de abril de 1922. e "poucos meses depois D. Constança ficou finalmente grávida, e o bebé nasceu em setembro de 1923.

Carlos de Habsburgo foi o último monarca coroado do Império da Áustria-Hungria, tendo estado no trono de 1916 até 1918, quando terminou a I Grande Guerra e se desmembrou o grande território sob o seu ceptro, que incluía, além da Áustria e da Hungria, a Croácia, a Bósnia-Herzegovina, a Boémia e outros territórios. Carlos e Zita de Habsburgo tiveram oito filhos, Otto, o primogénito, morreu em 2011, aos 98 anos, e todos os outros também já morreram. O neto de Carlos, sexto filho de Otto, Carlos Tomás de Habsburgo-Lorena, nascido em 1961, que casou com Francesca Thyssen-Bornemisza, de quem se separou em 2003, é atualmente o herdeiro presuntivo da chefia da Casa de Habsburgo. Na Áustria, como na Hungria, que foi uma monarquia 'per jure' até 1944, estão proibidos todos os títulos imperais e nobliárquicos, e constitucionalmente, a Família Imperial não tem direito a quaisquer das suas propriedades, que lhe foram confiscadas. 

A obra , afirma o padre Vergamora é publicada no âmbito do centenário do armísnisticio da I Grande Guerra, que foi celebrado a 11 de novembro de 1918.  O autor escreve que o livro tem como objetivo “contar  a história deste grande Imperador, já beatificado pela Igreja” católica.

Na obra, realça Vergamota, “tudo correspondea factos históricos” e “só duas personagens foram ‘criadas’: Simão, o padeiro, e Marta, a cozinheira”, que remetem para “dois grandes amigos de Jesus: Simão, que foi apóstolo, e Marta, irmã de  Maria e de Lázaro”, que “foram testemunhas da ressureição de Jesus”.

Carlos de Habsburgo ostentou os títulpos de Imperador da Áustria, Rei da Hungria, Rei da Boémia, da Dalmácia, Croácia, Eslovémnia, Galícia, Lodoméria e Ilíria e ainda de Jerusalém, entre outros, como o de Grão-Duque da Toscânia e de Cracóvia, Duque de Lorena e Salzburgo, da Estíria, Caríntia, Carníola e Bucovina, Grão-Príncipe da Transilvânia, Marquês da Morávia; Duque da Alta e da Baixa Silésia, de Modena, Parma e Placência, de Guastalla, de Auschwitz, Zator e Teschen, Friul, Ragusa e Zara, Conde de Habsburgo e Tirol, de Ciburgo, Gorízia e Gradisca; Príncipe de Trento e Brixen; Marquês da Alta e da Baixa Lusácia e da Ístria; Conde de Hohenems, Feldkirch, Bregenz, Sonnenberg, e ainda os de Senhor de Triste, de Cattaro, e da Marca Wendia e  Grão Voivoda da Sérvia.

“Ao colocar aqui duas personagens. Com estes nomes bíblicos, quisemos que elas  servissem para testemunharessa mesma féaos jovens leitores”, escreve João Vergamota.

Carlos d’Áustria é, segundo o autor, “um bom exemplo para todos nós”, quer como Imperador, esposo e pai.

 

 

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