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Dias Comuns IX- Derrota Pairante.jpg

 

O novo volume do diário do escritor José Gomes Ferreira (1900-1985), “Dias Comuns – Derrota Pairante”, abarcando o período de 01 de fevereiro a 20 de setembro de 1970, é publicado no próximo dia 31, anunciou a editora.

As Publicações D. Quixote, que chancelam a edição, perspetivam dar continuidade à publicações dos volumes inéditos do diário do autor d’”O Mundo Desabitado”.

O diário “Dias Comuns”, de José Gomes Ferreira, começou a ser publicado em 1990, cinco anos após a morte do escritor, tendo a editora chegado a acordo com os herdeiros do autor, para a sua publicação, cita o Porto Canal.

O nono volume, “Derrota Pairante”, diz respeito a um tempo em que o escritor foi convidado para presidente da futura Associação Portuguesa de Escritores, que coincidiu com a morte de Oliveira Salazar, quando o Governo era liderado por Marcello Caetano.

“Um livro que revela muitíssimo da vida do autor e da sua obra. Mas também pensamentos mais íntimos, histórias e momentos do panorama literário e político da época”, adianta a editora em comunicado enviado à agência Lusa, cita o Porto Canal.

Para a editora do grupo LeYa, “os diários de José Gomes Ferreira são dos mais importantes e carismáticos livros deste poeta e ficcionista, um dos nomes de referência da literatura portuguesa do século XX, autor, entre outras obras, do famoso livro ‘As Aventuras de João Sem Medo’, que faz parte do Plano Nacional de Leitura, e foi lido por muitas gerações ao longo do tempo”.

Esta é uma obra “essencial para melhor compreender a vida social, política e cultural lisboeta do final dos anos 1960, início dos anos 1970”, segundo a mesma fonte.

Natural do Porto, José Gomes Ferreira veio viver para a capital aos quatro anos. Licenciou-se em Direito, foi cônsul de Portugal em Kristiansund, na Noruega, de 1926 a 1929. Esta vivência reflete-se no seu livro de contos “Tempo Escandinavo”, publicado em 1969.

Regressado a Lisboa, dedicou-se ao jornalismo e à tradução de filmes, tendo colaborado em vários jornais e revistas. Fez parte do grupo literário do Novo Cancioneiro, próximo da estética literária da corrente neorrealista.

Opositor à ditadura, em 1931 iniciou a carreira como “poeta militante, militante da poesia total”, “misto de cavaleiro andante, profeta, jogral, vate, bardo, jornalista, comentador à guitarra de grandes e horríveis crimes”, como escreveu.

Autor de obras como “Lírios do Monte”, “Relatório de Sombras - ou a Memória das Palavras”, “Revolução Necessária” e “O sabor das Trevas - Romance-alegoria”, recebeu o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, em 1961, pelo livro “Poesia III”, e o Prémio da Casa da Imprensa, em 1965, pela obra “A Memória das Palavras - ou o gosto de falar de mim”.

Além dos livros, Gomes Ferreira gravou quatro discos em que declama poesia sua. O último data de 1973 e intitula-se “Parece impossível, mas sou uma Nuvem". No mesmo ano foi também publicado um álbum com uma entrevista ao "Colecionador de Absurdos".

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