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Os ensaios realizados pelos músicos de Coimbra Jorge Tuna, na guitarra portuguesa, e Durval Moreirinhas, na viola, editados em CD, revelam “uma conversa entre dois amigos” e fecham um ciclo de mais de 50 anos de parceria.

Os ensaios foram realizados em casa de Jorge Tuna, em Sintra, no intuito de vir gravar um disco, o que não aconteceu, pelo facto da morte de Durval Moreirinhas, em junho do ano passado, aos 80 anos.

“Este CD começa por ser uma espécie de conversa entre mim e o Durval, sempre com a ideia de virem a ser peças já suficientemente trabalhadas para ser editado um CD, mas infelizmente ele morreu”, disse o músico que adiantou ter “muitas composições novas” e que conta editar num novo álbum “a seu tempo”.

“Nós tocávamos juntos há décadas, desde a juventude, e começámos a trilhar o nosso caminho, logo que o Carlos Paredes decidiu tocar com Fernando Alvim”, disse à agência Lusa Jorge Tuna, ressalvando que o conjunto tradicional de música de Coimbra é constituído por duas guitarras portuguesas e duas violas.

O talento dos dois músicos foi reconhecido em 2006, quando receberam o Prémio Amália Rodrigues/Música de Coimbra.

O álbum “Ensaios”, editado pela Seven Muses, apresenta 15 composições, todas de autoria de Jorge Tuna, das quais, “Nos jardins de Monserrate”, “À Beira do Lago” e “Monserrate ao Luar” constituem o “Tríptico de Monserrate”, uma homenagem musical aos jardins e palácio homónimo, nas proximidades de Sintra.

O historiador e músico de Coimbra Armando de Carvalho Homem, no texto que acompanha a edição do CD, realça que a “música de Jorge Tuna é abrangente”, chamando à atenção para o facto de que “os tons das peças abrangem praticamente toda a escala [musical]”.

O historiador e músico destaca que a dupla Jorge Tuna/Durval Moreirinhas foi “única, pela extensíssima duração e produção e pela invulgar qualidade musical”.

O CD abre com “Dança das Águas” e inclui peças como “Há Nevoeiro na Ponte”, “Coisas que Nunca Direi”, “Chopinianamente” e “Apaixonadamente”, entre outras.

Jorge Tuna destacou o “meritório trabalho” de sonoplastia de Paulo Feijão e João Lopes, que permitiu a edição em CD, já que o som foi gravado em ambiente caseiro.

O músico e compositor referiu que sempre procurou “criar algo novo e diferente” daquilo que já fazia, considerando que na atualidade, “os jovens intérpretes não criam uma marca identitária”.

Professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e cardiologista, Jorge Tuna é “um guitarrista notável desde os tempos da universidade”, afirma a Fundação Amália Rodrigues (FAR), num texto editado a quando da atribuição do Prémio Amália Rodrigues, qualificando a dupla Tuna/Moreirinhas como “um dos conjuntos míticos da música coimbrã”.

O mesmo texto realça a habitual “exímia execução” de Jorge Tuna, que cedo chamou a atenção.

À Lusa, Tuna recordou a estreia com Adriano Correia de Oliveira (1942-1982) nos palcos norte-americanos, em 1962, e já neste século atuou, com Moreirinhas, em Itália, no âmbito do Festival Sete Sóis Sete Luas.

Segundo a FAR, Jorge Tuna “é o guitarrista que mais guitarradas de Coimbra gravou”.

Durval Moreirinhas, citado pela FAR, afirmou que Jorge Tuna “foi o único guitarrista a criar um estilo próprio”, e o guitarrista e musicólogo Pedro Caldeira Cabral, por seu turno, sentenciou que a guitarra de Tuna tem “uma sonoridade cristalina e isenta de ruídos mecânicos”.

“[Este CD] é dedicado à memória de Durval Moreirinhas, com quem tive a felicidade de traduzir em música a amizade fraterna que nos uniu desde a juventude", rematou Jorge Tuna.

 

 

 

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