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No sábado, dia 09 de agosto, Michele Benuzzi toca o cravo Antunes, instrumento do século XVIII, um dos ex-libris da coleção do Museu da Música, em Lisboa, classificado como “tesouro nacional”.
O recital, às 18:00, com entrada livre, é o quarto do ciclo com instrumentos históricos “Um Músico, Um Mecenas”, que se realiza no Museu da Música, instalado junto da estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos, em Lisboa.
“O virtuoso cravista italiano Michele Benuzzi apresenta ‘Mediterranean Soul’, um concerto em que serão interpretadas sonatas de compositores ibéricos e italianos do século XVIII, contemporâneos do instrumento, como Josep Gallés, Domenico Scarlatti, Giovanni Benedetto Platti e Carlos Seixas”, afirma em comunicado o Museu da Música.
O Museu salienta, na mesma nota, que o cravo Antunes é “internacionalmente reconhecido por ser um dos mais fiéis exemplares da construção de cravos ibéricos”, com o qual Benuzzi irá gravar um álbum, em outubro próximo.
Michele Benuzzi estudou cravo com Ottavio Dantone no Royal College of Music, em Londres, tendo também estudado musicologia na Universidade de Pavia.
O músico italiano participou em várias “master classes”, designadamente orientadas por Lars Ulrik Mortensen, Andreas Staier, Andrea Marcon, Bob van Asperen, Ketil Haugsand, Jaques Ogg, Jan Whillelm Jansen, Christine Whiffen e Luigi Ferdinando Tagliavini.
Benuzzi foi bolseiro da Institución Fernando el Católico de Saragoça, onde estudou repertório ibérico do século XVIII com José-Luis González Uriol, músico que gravou no cravo Antunes, em 2002, concertos de Carlos Seixas com os Segréis de Lisboa
Em 2003, classificou-se em 3.º lugar no Concurso internacional de Yamanashi, no Japão, e tem-se apresentado em recitais a solo ou integrado em agrupamentos de câmara.
O cravo Antunes foi construído por Joaquim José Antunes, em 1758, e, como explicou à Lusa uma fonte do Museu, “é testemunho único da extremada técnica de construção portuguesa de setecentos, onde se reconhece uma forte e bem estabelecida tradição de artesanato musical com orientações próprias".
O cravo, enquanto instrumento musical, pertence a uma família que inclui a espineta e o virginal, que começou a surgir na Europa em finais do século XV, e conheceu grande expansão nos séculos XVII e XVIII, quando era instrumento comum nos salões da nobreza.
O cravo é um instrumento de cordas com um teclado, tal como o piano, mas enquanto neste último o som é obtido com o martelar das cordas (com martelos), no cravo o som resulta de pinçar ou beliscar as cordas (com lamelas).
Um dos restauros do cravo Antunes foi em 2008, quando foram substituídos os plectrus (as lamelas com que as cordas são beliscadas), que são feitos de penas de ave, como explicou na ocasião à Lusa um responsável do Museu.
O som do cravo Antunes está gravado em vários discos, nomeadamente de Cremilde Rosado Fernandes que, em 1991, gravou peças de Carlos Seixas e Domenico Scarlatti. Ana Mafalda de Castro também gravou em 1998, para a EMI Classics, "Música Portuguesa para Tecla - Séculos XVI e XVII”.
José Carlos Antunes gravou, no mesmo cravo, a Integral para Tecla de Carlos Seixas.

Foto: Museu da Música/FMS

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