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Marco Oliveira referiu-se ao seu novo álbum, “Amor é água que corre”, que apresenta na quarta-feira,  dia 25 de maio, às 21:00, no Museu do Fado, em Lisboa, como mais afirmativo da sua personalidade artística.

Em declarações à agência Lusa, citadas pela RTP, Marco Oliveira realçou que, além de cantar, neste álbum também toca guitarra clássica, e teve “audácia” de assumir a autoria de músicas e letras.

Entre as autorias da letra, Marco Oliveira glosa uma quadra de Tristão da Silva, “O bem do mal”, no Fado Madre de Deus, de Ricardo Rocha, e junta versos seus aos de Carlos Conde (1901-1981), em “Disfarce”, que interpreta com o veterano António Rocha, o que, para si, constitui “uma honra”, numa melodia de Filipe Pinto.

Esta parceria com António Rocha, fadista e poeta com mais de 50 anos de carreira, demonstra como Marco Oliveira se vê no fado: “Ser uma ponte entre a tradição e o que hoje fazemos e sentimos, a contemporaneidade, isto é, para mim, o fado”.

Uma das suas referências é António dos Santos (1919-1993), “que revolucionou a linguagem, e inventou a toada de Lisboa”, de quem canta “Gaivotas em terra”, um poema de Mascarenhas Barreto, e de quem também gravou “Elegia da saudade II”, com letra de sua autoria.

“O António dos Santos era uma pessoa que eu gostava de ter conhecido, e são maravilhosas as histórias que contam dele. Agrada-me o facto de ele ser uma pessoa muito humana, ter um contacto muito próximo com as pessoas, que se reunia com os amigos na sua casa de fados em Alfama”, em Lisboa.

Em termos de autorias, Marco Oliveira assina a composição de abertura do CD, "Prelúdio da despedida", a letra e música de “Canção de Fé”, e ainda de “Fado à janela”, de “Valsa da Despedida” e “Avenidas”.

Marco Oliveira assina também as composições de “Cantiga”, um poema de Cabral do Nascimento, “Novembro”, um poema de Ana Sofia Paiva, os poemas “Elegia da saudade”, na melodia do Fado saudade, de Daniel Martins, e “Desenlace”, com música de Pedro Rodrigues.

Do alinhamento faz ainda parte o clássico “Amor é água que corre”, uma criação de Alfredo Marceneiro, autor da música, para um poema de Augusto de Sousa.

“Seria muito natural ir buscar uma referência de décadas atrás, de uma história de amor, que é tema central deste disco, e este poema de Augusto de Sousa é absolutamente um marco histórico no fado”, afirmou.

Além de se acompanhar à guitarra clássica, Marco Oliveira é acompanhado pelos músicos Ricardo Parreira, na guitarra portuguesa, e João Penedo, no contrabaixo, que apontou como “essenciais” na realização deste CD, com 15 faixas, editado pela HM Música.

“Deixei de lado as versões e fui buscar à gaveta aquilo que escrevi e, neste sentido, é um disco muito íntimo, com uma grande partilha com os músicos, pois, além de escrever e interpretar os temas, é preciso fazê-los caminhar, e aí foram essenciais os amigos, além dos que acompanharam, também outros, como o Ricardo Rocha, que tem acompanhado o meu trabalho, e é um músico que admiro muito”.

O músico reconheceu que a sua composição é marcada por “um certa nostalgia” e justificou, afirmando que “tem influências de uma Lisboa quase inexistente e daí ir captar essa essência aos mais velhos, como é o caso do António Rocha”.

“Há sempre uma coisa que aprendemos com os mais velhos, e aí ir buscar essa maneira de escrever”, disse.

No Museu do Fado, o fadista irá atuar na quarta-feira, às 21:00, na esplanada, com as participações especiais do músico José Elmiro Nunes, e de António Rocha, e fará uma homenagem ao músico Martinho d’Assunção (1914-1982), de quem vai interpretar “Nostalgia”.

Marco Oliveira também interpretará guitarra clássica e é acompanhado pelos mesmos músicos com quem gravou o disco, Ricardo Parreira, na guitarra portuguesa, e João Penedo, no contrabaixo.

Durante a atuação do fadista, o trânsito será interrompido no largo do Chafariz de Dentro, em Alfama.

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