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Joseia Matos Mira celebra 20 anos de carreira literária com a publicação do livro de contos “Amor ao Entardecer”, que reúne três histórias e que tem como referencial o Alentejo, região muito presente na sua obra.

Joseia Matos Mira, de 73 anos, disse à agência Lusa que se licenciou em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, “convencida de que isso [a] ajudaria a ser escritora, mas sabia que em Portugal, não se podia viver só da escrita”.

“A escrita esteve sempre comigo, sempre gostei de contar histórias, incentivada pela minha mãe, que era uma magistral contadora de histórias”, disse Joseia Matos Mira, nascida em Baleizão, no Baixo Alentejo, cita o DN.

A vontade de se tornar escritora, contou, foi aos cinco anos, quando lhe ofereceram “Os Contos de Natal”, de Hans Christian Andersen. Data desta altura a sua primeira tentativa de escrita.

“Nasci para escrever, simplesmente porque gostava de contar histórias, não pela fama ou pelo dinheiro, aliás, nunca se ganhou muito com a escrita, nem dantes nem agora”, sentenciou.

O primeiro livro, o romance “O Cavaleiro e a Serpente”, foi publicado em 1998, sobre o qual disse: “De certa maneira, é autobiográfico, pelo menos em parte”.

Anteriormente, tinha escrito em vários jornais, entre os quais o República, e revistas, e a decisão de partir para a escrita de forma sistemática e publicar, coincidiu com o período em que lecionou na Universidade de McGill, na província do Quebeque, no Canadá.

“O poeta Guy Laffon dava um curso de escrita criativa na Universidade de McGill, em Montréal, e, a dada altura, disse-me: ‘você, aqui, não está a fazer nada, vá para casa e escreva’, foi o que precisei para me convencer que de facto tinha condições para a escrita, pois era pouco autoconfiante”, contou.

Até à atualidade, Joseia Matos Mira publicou nove romances, o mais recente “E Aniceto vem à Luz…”, em novembro do ano passado, cinco livros de contos, o primeiro em 2000, “Exílios”, e dois de poesia, “Lugar Solitário” (2004) e “Trans-Lúcido” (2006).

Este ano publicou o livro de contos “Amor ao Entardecer”, que reúne dois contos que se passam no Alentejo - “Confissão”, no período de transição da monarquia para a república, e “O Lavrador”, que se desenrola nas primeiras décadas do século XX - e “Amor ao Entardecer”, que aborda a solidão da terceira idade e a realidade dos lares.

O Alentejo é uma presença constante na minha escrita, sou alentejana, mas não restrinjo o meu universo literário á região nem as temáticas são regionais. Acontecem no Alentejo, mas as personagens têm sentimentos e atitudes em que todos nos reconhecemos, e abordo temas com os quais todos nos preocupamos”, disse.

A autora afirmou que tem sempre “romances escritos na gaveta”, e prometeu um novo título no próximo ano.

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