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José Luís Gordo é homenageado no sábado no Cineteatro D. João V, na Damaia, nos arredores de Lisboa, por cantadores de cante alentejano e fadistas.
O grupo Os Alentejanos da Damaia “presta com este espetáculo uma homenagem ao poeta José Luis Gordo, que se notabilizou como letrista de vários fados”, afirma em comunicado o cineteatro, segundo o Notícias ao Minuto.
José Luís Gordo, 69 anos, natural de Vila de Frades, no Baixo Alentejo, é autor de cerca de 300 poemas, segundo dados do Museu do Fado.
No espetáculo, no sábado às 16:00 além d’Os Alentejanos da Damaia, grupo coral com 40 anos de atividade, participam o grupo coral da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, o tocador de viola campaniça Pedro Mestre, os fadistas Vanessa Alves e António Pinto Bastos, e a cantora Rita Gordo.
O primeiro poema que José Luís Gordo escreveu para fado foi "Há tanta amargura, tanta", para a fadista Beatriz Ferreira, que foi mais tarde gravado por Maria da Fé, com quem casou, e a intérprete de sucessos de sua autora como "Cantarei até que a voz me doa", "Senhora d'Aires", "Sete gritos", ou "Meu Portugal, meu amor".
Durante muitos anos assinou como Luís Alcaria, como afirmou numa entrevista à Lusa. "O apelido Gordo não era propriamente o melhor dos nomes para um artista. Achava eu, e como lá para os meus lados há a serra de Alcaria, achei que fazia sentido ser conhecido por Luís Alcaria", contou.
Na ocasião, o jovem poeta fazia também cinema e teatro, mais tarde, e "porque ninguém deve ter vergonha do seu nome", passou a assinar José Luís Gordo.
Entre os temas mais conhecidos de José Luís Gordo conta-se "Até que a voz me doa", com música de José Fontes Rocha, criado por Maria da Fé.
O poeta publicou em 2004, com ilustrações de Eduardo Cruzeiro e de Avelino do Carmo, “Poemas do meu fado”, uma antologia que reúne parte da sua poesia, com poemas gravados e outros inéditos. Na introdução desta antologia afirma-se que José Luís Gordo é um “jogral de Lisboa”.
Em 2013 publicou, com o guitarrista e compositor Arménio de Melo, “40 fados”, em que cada poema seu tem uma melodia própria.
Em 1999 foi homenageado pela Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa, atual Museu do Fado, em 2012 foi homenageado por mais de 40 anos de fado, no Teatro S. Luiz em Lisboa no espetáculo "O fado e as palavras" e recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa, em agosto último pela câmara de Cascais.
Fernando Maurício, Ada de Castro, Carlos Zel, Filipe Duarte, Mariza, Camané, Aldina Duarte, Carlos Macedo, Celeste Rodrigues, Lina Maria Alves, Maria Jô-jô, José Manuel Osório, Maria Armanda, Marina Mota, Nuno de Aguiar, Vasco Rafael, Fernando Machado Soares, Paulo Saraiva, Maria Dilar, Manuel Azevedo Coutinho, Odete Santos, Tina Santos, João Chora, Raquel Tavares e Cristina Branco são alguns dos nomes que gravaram poemas seus.

Foto: DR/FMS

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