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O cantor de fado de Coimbra João Farinha editou o seu primeiro álbum em nome próprio, “Sim”, no qual gravou poemas de Antero de Quental e Miguel Torga, entre outros.

O CD celebra 20 anos de carreira do músico, que fez parte de diferentes agrupamentos da música coimbrã, e que assina a letra e música de alguns temas, nomeadamente “Luz” e “Não Sei”.

João Farinha é acompanhado pelos músicos Luís Barroso e Hugo Gamboias, na guitarra portuguesa, Luís Carlos Santos, na viola, Luís Pedro Madeira, baixo e piano, e pelo quarteto de cordas Opus Quatro.

O CD “Sim” inclui temas como "Adeus", de Eugénio de Andrade, com música assinada por Farinha, em colaboração com Ricardo Dias, e "Enigma", de José Rebola, que canta na melodia do Fado Corrido de Coimbra.

Questionado sobre o CD, para o qual também compôs músicas inéditas, designadamente para o poema “Penélope”, de David Mourão-Ferreira, com que abre, para “Teus Olhos Têm Uma Cor”, de Florbela Espanca, ou “Maria”, de Antero de Quental, o músico afirmou que não procurou deliberadamente qualquer renovação da canção coimbrã, mas realçou que a utilização de um quarteto de cordas, “que o valoriza muitíssimo”, e abrindo-se a influências musicais, nomeadamente da ‘world music’.

Sobre as influências, o músico disse que era “muito eclético” nas suas audições musicais, e referiu que, no passado, alguns nomes históricos como Luiz Goes, também refletiram outras músicas, nomeadamente da música francesa.

No CD, “utilizei composições que fui fazendo ao longo destes 20 anos", disse o fadista. E acrescentou: "Procuro sobretudo fazer música. Se existe ou não renovação no fado de Coimbra, o tempo o dirá, e só se pode dizer, se os mais novos pegarem nestes temas e os começaram a cantar”, disse à agência Lusa o músico.

Farinha afirmou que “há sim uma tentativa de abrir os temas para que alcancem um público mais vasto". "Não nos podemos deixar prender na redoma do classicismo do fado de Coimbra, e abrimo-nos com novos instrumentos, com o quarteto de cordas, com piano, e com novos arranjos, precisamente procurando um toque de modernidade”.

O músico assume que este CD, que “almejava concretizar há muito”, "percorre os novos caminhos para o fado de Coimbra” que ensaia há alguns anos, propondo novos instrumentos, abordagens e sonoridades”.

Uma coisa é certa, é fado de Coimbra, está nele a alma coimbrã, na escolha das palavras, com a omnipresença do amor e também as mágoas, a saudade e a força que só se encontra numa sementeira de amigos e partilha”, rematou.

 

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