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O investigador Pedro Martins aborda na obra “Uma Vida de Herói” a faceta poética e de dramaturgo do historiador Jaime Cortesão (1884-1960), que aponta como “homem audaz”O livro “Uma Vida de Herói. Morte e Transfiguração de Jaime Cortesão”, de Pedro Martins, editado pela Zéfiro, é, como se lê no prefácio de António Cândido Franco, “uma cerrada e prodigiosa interpretação de parte da obra de Jaime Cortesão e que fica desde já a ser, pela inteligência, finura e teimosia com que cinge as letras”, um contributo essencial para melhor se compreender esta sua faceta literária.

Cândido Franco, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, aponta a obra de Pedro Martins como “um marco assinalável de progressão nos estudos sobre a poesia e o teatro” do historiador, autor, entre outros títulos, de ”Os Fatores Democráticos na Formação de Portugal” (1930).

O investigador realça que só com o ensaio de Pedro Martins se começam “a vislumbrar as verdadeiras dimensões duma obra poética e dramática que sem a simbologia iniciática ficava amputada dum espírito essencial que em muito contribui para a sua altura e o seu desmedido valor”.

Cortesão, historiador, designadamente da expansão marítima portuguesa, foi autor, entre outros, de “A Política de Sigilo nos Descobrimentos nos Tempos do Infante D. Henrique e de D. João II” (1960) e “A História dos Descobrimentos Portugueses” (1960-62), em dois volumes. Estreou-se editorialmente com o poema “A Morte da Águia” (1910) e além de poesia escreveu peças de teatro, designadamente, “Adão e Eva” (1921).

Na opinião de António Cândido Franco, “Cortesão é um dos grandes escritores do século XX” e “este livro de Pedro Martins contribui como nenhum outro para lhe restituir a aura de grandeza e de luz que ele tem”, especialmente “numa era sombria de morte e esquecimento” de Jaime Cortesão, que, como cidadão, opôs-se ao regime ditatorial do Estado Novo e apoiou, em 1957, a campanha presidencial do general Humberto Delgado.

Aliás, nesta altura, Cortesão foi eleito presidente da então Sociedade Portuguesa de Escritores e, anteriormente, com Leonardo Coimbra, tinha fundado a revista Nova Silva (1907) e, com Teixeira de Pascoes, A Águia (1910), tendo iniciado dois anos depois a publicação da Renascença Portuguesa.

Apontado por Pedro Martins como “homem de ação”, o ensaísta afirma que Jaime Cortesão “como autor sempre procede da contemplação para ação”. “Homem audaz, intrépido e tenaz”, Cortesão é descrito por Pedro Martins da seguinte forma: “Barbi-ruivo como Camões, com este partilhará ainda a feição aventurosa de uma natureza guerreira e cavaleiresca que lhe dita o sentido e o destino de toda uma vida”, cita o Observador.

A obra de Pedro Martins aborda os diferentes escritos de Cortesão nas áreas do teatro e da poesia, para realçar que a sua escrita é “iniciática” e carregada de simbolismos, e que deve ser lida nesta perspetiva.

 

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