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O historiador Anísio Franco propõe na obra “Caminhar por Lisboa”, sete percursos para conhecer a capital, que aponta como uma “metrópole de ruas labirínticas, velhas como a História”.

Os sete percursos lisboetas sugeridos por Anísio Franco, atual conservador no Museu Nacional de Arte Antiga (MNNA), em Lisboa são: do Castelo ao Intendente, do Marquês de Pombal ao Cais do Sodré, da Torre de Belém ao Museu da Eletricidade, da Ribeira das Naus ao Parque das Nações, do Parque Mayer ao Rossio, do MNAA a S. Paulo, e, do Chafariz d’el Rei à Senhora do Monte.
Percursos que resultam da experiência do autor “feita de afetos, de memórias, [e] de histórias que se cruzam entre si”, escreve.
“Uns perfazem os caminhos do natural desenvolvimento da cidade, outros são apostos que dão especial prazer quando levo alguém a descobri-los”, afirma Anísio Franco, referindo que são “as histórias que nos contam as ruas e as suas personagens que nelas vivem” que os une.
A narrativa é num tom coloquial e ao longo do texto existem destaques sobre determinadas matérias, seja as origens do fado, o pintor Albrecht Dürer de quem o MNAA expõe uma tela representando S. Jerónimo, ou “uma estranha história de famílias” entre os Pereira Jardim e os Bordalo Pinheiro.
Num dos passeios sugeridos, por Alfama, Anísio Franco chama à atenção para o visitante: “Sigamos pela rua dos Caminhos de Ferro. O prédio com o n.º 21 é uma bela casa do final do século XVIII, com a fachada coberta de azulejos. Aqui viveu Joaquim Machado de Castro, enquanto preparava a fundição da estátua equestre de D. José [que se encontra na Praça do Comércio]. Depois, por volta de 1792, esta casa foi sede da fábrica de cerâmica, e a fachada serviu de uma espécie de mostruário das suas produções”.
Sobre a Praça de Comércio atesta que é “uma das mais belas praças da Europa, o ponto alto da reconstrução pombalina”, projeto liderado pelo ministro do rei D. José, o marquês de Pombal, depois da destruição da capital pelo terramoto, seguido de um maremoto, em 1755.
“A baixa pombalina é dos programas urbanísticos mais importantes do mundo do século XVIII, contudo, estranhamente, não se encontra classificado como Património da Humanidade”, afirma o historiador.
O projeto da baixa pombalina foi concebido pelo arquiteto Eugénio dos Santos, e a Praça do Comércio veio substituir o antigo Terreiro do Paço, onde se situava o palácio real, e o novo topónimo adequa-se “às funções que lhe foram destinadas: juntar os ministérios e a bolsa de comércio em torno da figura do rei”.
“Voltando costas ao Tejo, deparamo-nos com o belíssimo Arco do triunfo da rua Augusta, cuja construção foi iniciada em 1775 [quando foi inaugurada a estátua de D. José, que contava 61 anos], mas que só foi concluída 100 anos depois”.
A obra inclui ainda um conjunto de informações práticas como telefones dos monumentos, igrejas, museus e outras instituições, horários de abertura ao público e “onde comer e beber”, com os preços médios de refeição.

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