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A exposição sobre o fadista Fernando Farinha, com documentação inédita, encerra na sexta-feira, no Espaço Santa Catarina (Palácio Cabral), em Lisboa, revela documentos inéditos de uma das mais fulgurantes carreiras artísticas de um homem que foi sempre "o miúdo da Bica".
A exposição "A voz mais portuguesa de Portugal" estará patente até 25 de junho no Espaço Santa Catarina (Palácio Cabral), em Lisboa, e "apresenta um conjunto de documentos sobre uma das mais fulgurantes carreiras artísticas portuguesas, alguns deles inéditos, ou até nunca vistos pelo público, como um retrato a óleo do fadista", disse à Lusa Julieta Estrela de Castro, coordenadora da mostra, que é organizada pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), a que preside, e a Fundação Manuel Simões (FMS).
"Fernando Farinha além de um enorme intérprete, genuíno, senhor de uma voz clara e dicção irrepreensíveis, foi também um inspirado poeta e compositor e, menos conhecido, um caricaturista", disse.
Na mostra "todas estas facetas estão referenciadas, além claro, de um vasto conjunto de fotografias pontuando as diferentes etapas da sua carreira e vida privada, cartazes dos dois filmes que protagonizou ["O miúdo da Bica" e "A última pega"], recortes da imprensa, capas de discos, programas de espetáculos, entre outros documentos".
A responsável salientou que "a ideia da exposição motivou um grande interesse do público em geral, e algumas das peças expostas foram emprestadas por particulares, apesar do núcleo duro ter como base o espólio do Fernando [Farinha], que foi doado à APAF pela viúva", Lucinda Farinha, entretanto já falecida.
Julieta Estrela de Castro contou que o retrato do fadista a óleo "consta da exposição, por vontade expressa de Manuel da Graça, antigo empresário do fadista, que o doou ao Museu do Fado, e autorizou a sua saída temporária".
Outro é o caso de um colecionador, o advogado Nuno Siqueira, "detentor de um espólio extraordinário e conservado em excelentes condições, que emprestou, entre outras peças, capas de discos originais, uma delas de um de 78 rotações", disse.
Por ocasião da mostra, entre outras iniciativas, a APAF publicou, gratuitamente, uma biografia do fadista, de autoria do estudioso Luís de Castro, que conheceu e conviveu com Fernando Farinha, exibiu o filme "O miúdo da Bica", seguido de um debate, que conta com a participação do realizador Diogo Varela Silva, e do investigador Daniel Gouveia, e duas sessões de fados, a primeira na inauguração e que, entre outros fadistas, apresenta Maria de Fátima, que gravou e realizou várias digressões com Fernando Farinha.

A outra sessão realizou-se no dia 22 e contou, entre outros, com as participações de Ada de Castro, Clara Cristão e Jorge Morgado, entre outros, acompanhados por Paulo Silva, na guitarra portuguesa, e Augusto Soares, na viola, que também interpretou alguns fados.

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"No fado há sempre histórias por contar e esta é uma forma de divulgar e não deixar esquecer nomes que fazem parte da história do fado, e o Farinha é um dos nomes incontornáveis, daí a Fundação ter-se associado à iniciativa, além do facto que o fadista chegou a gravar para a Estoril Discos, discográfica de que a Fundação é a guardiã do espólio", disse à Lusa a presidente da FMS, Rosa Amélia Piegudo.
Fernando Farinha (1928-1988) demonstrou "uma intuição precoce", como se lhe referiu o jornal Canção do Sul em junho de 1941, tendo ganhado um concurso fadista de talentos infantis, primeiro de muitos galardões, como "a voz mais portuguesa de Portugal", em 1957, e o de "Rei da Rádio", em 1962, todavia, como realça Luís de Castro na biografia do fadista, este "não teve meninice nem mocidade, porque passou cedo a ter a responsabilidade de chefe de família".

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Entre outras casas de fado, Fernando Farinha atuou, durante dez anos, na Adega Mesquita, em Lisboa, realizou várias digressões às comunidades portuguesa e às ex-colónias, foi "atração nacional" no teatro de revista. 

Dos seus êxitos refira-se "A rir e a brincar", "Guitarra triste", "Belos tempos", "Amor de mãe", "Menina do rés-do-chão", "Um copo mais um copo" e "Guitarras de Lisboa", entre outros.

Fotos Nacal/FMS

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