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A Academia Portuguesa da História (APH) já divulgou as obras vencedores dos seus prémios anuais, entre as quais “A Estrada e o Tempo”, de António José Chrystêllo Tavares, que vai receber o Prémio de História Joaquim Veríssimo Serrão, no valor de 2.500 euros.

Os dez galardões atribuídos pela APH são entregues em sessão extraordinária, no próximo dia 05 de dezembro à tarde, na APH, no palácio dos Lilases, em Lisboa.

“A Estrada e o Tempo” reúne as memórias do embaixador António José Chrystêllo Tavares, e recebeu o Prémio de História Joaquim Veríssimo Serrão, o de maior valor pecuniário, patrocinado pela Fundação Engenheiro António de Almeida.

Com o valor de 2.000 euros cada, os Prémios Fundação Calouste Gulbenkian distinguiram, na área de História Moderna e Contemporânea, a obra “O Duque de Loulé – Crónica de um Percurso Político (1804-1875)", de Filipe Folque de Mendoça, descendente e herdeiro do título, e o historiador Sérgio Campos de Matos, com a obra “Iberismos – Nação e Transnação Portugal e Espanha (c-1807 – c.1931)", na área História da Europa, além de Onésimo Teotónio de Almeida, professor na Universidade de Brown, nos Estados Unidos, com o volume dedicado à ciência portuguesa no período dos Descobrimentos, na área da História da Presença de Portugal no Mundo.

No valor de 2.000 euros, o Prémio Lusitânia-História de Portugal foi para o ensaio “As Imagens de Vestir da Procissão dos Terceiros: Um legado franciscano em S. Miguel, Açores, Séculos XVII a XXI”, de Duarte Nuno Chaves, do Instituto de Investigação e Formação Avançada, da Universidade dos Açores. Esta obra tem por base a dissertação de tese que apresentou, em 2016, à Universidade de Évora para a obtenção do grau de "Doutor em História da Arte".

Também no valor de 2.000 euros, o Prémio EMEL – História dos Caminhos, Percursos e Mobilidade, instituído no ano passado, distinguiu a obra “O General Conde de S. Januário (1827-1901) – Um português de exceção”, de José Luís Cardoso, professor catedrático de Pré-História e Arqueologia, na Universidade Aberta.

Januário Correia de Almeida, nobilitado pelo rei D. Luís, foi um militar, governador colonial, político e diplomata, um dos fundadores da Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1875, e presidiu à Associação de Arqueólogos Portugueses de 1896 até à sua morte.

A obra “Leiria - Cidade e Diocese. Documentos Fundacionais (1545-1918)” valeu ao historiador Saul António Gomes, o Prémio História Francisco da Gama Caeiro, no valor de 1.500 euros. Saul António Gomes é professor na Universidade de Coimbra e, no ano passado, publicou, nos Cadernos de Estudos Leirienses, "Leiria em tempos de opressão. Subsídios para o conhecimento dos seus cristãos-novos no século XVII". Em 1999 o historiador recebeu o Prémio Gulbenkian de Ciência, pela sua obra, em coautoria com Cristina Pina e Sousa, "Intimidade e Encanto. O Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Cós (Alcobaça)".

O Prémio "Pina Manique. Do Iluminismo à Revolução Liberal", no valor de 1.000 euros, distinguiu “O Palácio de Manique do Intendente – Proposta de Requalificação”, de autoria de Gonçalo Magalhães Barbosa Pereira.

O Prémio Augusto Botelho da Costa Veiga, no valor de 750 euros, vai para a biografia “Nuno Álvares Pereira. Os Três Rostos do Condestável”, de João Gouveia Monteiro, na qual o autor traça o perfil do homem que foi “guerreiro”, “senhor feudal” e “santo”. Na introdução da obra publicada pela Manuscrito, João Gouveia Monteiro afirma que, para a sua feitura, contribuíram a “Crónica do Condestável”, de autor desconhecido, as crónicas régias de Fernão Lopes, sobre D. Pedro I, D. Fernando, D. João I e D. Duarte, e a “Chronica dos Carmelitas”, de frei José de Sant’Ana, mas também a análise que fez de 170 documentos das chancelarias régias da época, que o ajudaram a reconstruir o percurso – sobretudo patrimonial – de Álvares Pereira, e 5.000 páginas “da inúmera e muito desigual bibliografia”.

João Gouveia Monteiro é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e desenvolveu investigação sobre o Campo Militar de S. Jorge, em Aljubarrota, nos arredores da Batalha (Leiria).

A obra “Orca (Fundão, Castelo Branco)”, de Joaquim Candeias da Silva, vai receber o Prémio Pedro da Cunha Serra, no valor de 500 euros, que se destina a novos títulos na área dos Estudos de Onomástica, Antroponímia ou Arabismo. Joaquim Candeias da Silva é licenciado em História pela Universidade de Coimbra, mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e doutor em Letras (História) pela mesma Faculdade com distinção e louvor.

O historiador tem-se dedicado em particular ao estudo da Arqueologia e da Epigrafia romanas, da Expansão Portuguesa, sendo autor de mais de dez títulos, entre os quais “O Fundador do ‘Estado Português da Índia’ - D. Francisco de Almeida” (1996).

A APH foi fundada em 1720, por D. João V, e restaurada em 1936, sendo atualmente presidida pela historiadora Manuela Mendonça.

Segundo o sítio da APH na Internet, esta é uma "instituição científica de utilidade pública, reunindo especialistas que se dedicam à reconstituição documental e crítica do passado, materializada na organização de eventos e publicações, nomeadamente de fontes e obras que, com o necessário rigor científico, facilitem a todos os portugueses o conhecimento da sua História".

A APH "desenvolve a sua atividade visando a permanente valorização e conhecimento do passado histórico português, com critério de isenção, mas sempre cultivando a importância da identificação de um povo com a gesta dos seus antepassados", e é um órgão consultivo do Governo em matérias da sua competência.

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