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Deolinda de Jesus apresenta na quinta-feira no Fórum Luísa Todi, em Setúbal, o seu novo álbum, “Travo de Sal”, vinte anos depois da sua estreia discográfica.

“Sou de uma família de fadistas, comecei a cantar aos 16 anos, e logo com espetáculos com nomes de referência como o Rodrigo e o Vasco Rafael”, disse Deolinda de Jesus, que se definiu como “uma fadista tradicional, e agora totalmente dedicada ao fado”.

“Vindo de uma família fadista, eu bebi muito fado na linha [do Estoril] em casas como o Picadeiro, do António Chainho, Forte D. Rodrigo, do Rodrigo, ou o Kopus Bar”, disse a intérprete de “Pedaços de Vida”

Referindo-se ao CD “O Travo de Sal”, a fadista disse que tem a expectativa que a torne conhecida a nível nacional”. “Com este CD, quero dizer ‘eu estou cá’; com ele, pretendo que conheçam o meu trabalho e a minha voz”, cita o Notícias ao Minuto.

O álbum é, maioritariamente, constituído por temas do repertório fadista, como “Nada é Pobre Quando é Povo” de Vasco de Lima Couto e António Chainho, uma criação de Rodrigo, “O que é que eu digo à Saudade” de José Luís Gordo, Mário Rainho e José Fintes Rocha, de Maria da Fé, ou “Fado Varina”, de José Carlos Ary dos Santos e Moniz Pereira, do repertório de  Carlos do Carmo, entre outros.

“São temas que eu gosto, e faço a minha interpretação e como que me aproprio das palavras dos poetas, pois cada um sente de sua forma, e daí ter ido buscar estes e outros fados, por exemplo, o repertório do Rodrigo sendo tão rico, é pouco procurado, e eu canto esse tema desde os meus 18 anos, e como está muito atual, decidi gravar”, disse a fadista de 58 anos.

“Canto porque me dizem alguma coisa e só assim os conseguimos torná-los «nossos’”, enfatizou.

Citando um dos poemas inéditos que gravou, “Eu sinto o fado no peito”, de Alexandrina Pereira, Deolinda de Jesus afirmou: “O fado desliza em mim/Canto-o cá ao meu jeito/A minha forma de o sentir”.

A fadista gravou este poema na melodia do Fado Três Bairros, de Casimiro Ramos.

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Entre os inéditos, conta-se ainda “Um Travo de Sal”, que o poeta Orlando Curto, ex-presidente da Câmara de Setúbal, lhe ofereceu para incluir no seu primeiro CD, “Estilos”, “o que não veio a acontecer, e veio agora dar título a este CD, com música de Carlos Heitor da Fonseca, e dá título ao CD”.

Outros inéditos são “As Tuas Mãos são Outono”, e “de Alexandrina Pereira, que gravou na melodia tradicional do Fado Alfacinha, de Jaime Santos, e também desta poetisa, “Um Aroma de Saudade”, com música de Heitor Fonseca, que assina também a música e a letra de “A Noite, o Fado e eu”.

Deolinda de Jesus apresenta este CD na quinta-feira à noite, no palco setubalense, num espetáculo que conta com a participação dos fadistas António José Proença, António Pinto Basto, Filipe Duarte, Miguel Camões, Miguel Ramos, Nuno Aguiar e Quim Gouveia, que serão acompanhados pelos músicos Múcio de Sá, na guitarra portuguesa, Carlos Fonseca, na viola, e Miguel Silva, na viola baixo.

O CD foi gravado no estúdio da Casa da Cultura de Setúbal, e o alinhamento inclui “Rosa Vermelha” (Ary dos Santos/Alain Oulman), uma criação de Amália Rodrigues e “Prece”, de Pedro Homem de Mello, musicado por Rui Veloso.

Da “pop com um arranjo fadista do Múcio de Sá e Carlos Fonseca”, Deolinda de Jesus gravou “Travessa do Poço dos Negros” (João Gil/Luís Represas).

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