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O 50.º aniversário da estreia da fadista Ana Rosmaninho (1950-1991) é assinalado com a edição de um CD, constituído por 21 temas, entre os quais “Eu Nasci Amanhã”, “De Mim Para Ninguém” e “No Jardim de Palhavã”.

O CD, maioritariamente constituído por melodias de fado tradicional, como os fados “Pedro Rodrigues”, “Laranjeira”, “Tango”, “Das Horas”, “Georgino de Sextilhas”, “Puxavante”, “Alexandrino de Joaquim Campos” ou “Tia Dolores”, inclui poemas de Vasco de Lima Couto, Carlos Conde, Henrique Rego, Artur Ribeiro, João Dias, António Calem e Rogério Coito, entre outros.

“Dotada de uma voz muito bonita e melodiosa, cheia e vibrante, de magnífica dicção e de uma forte originalidade artística, Ana Rosmaninho interpretava com garra o fado tradicional, imprimindo-lhe acentuado cariz sentimental, em estilo assaz personalizado, com notável intensidade expressiva e uma riqueza de variação melódica, articulando o texto de poemas genuinamente interventivos em prol de uma sociedade mais racional, igualitária e justa”, afirma José Silva Vitorino, um dos responsáveis pela antologia editada em CD, com a chancela do Lagar da Música, o outro é o músico Vital d’Assunção.

O álbum “Recordar Ana Rosmaninho” inclui quatro textos, sob fundo instrumental, declamados por Vital d’Assunção, referindo a sua singularidade artística que a destacou no meio fadista, tendo partilhado o palco com Alfredo Marceneiro e Amália Rodrigues, entre outros.

 

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O CD abre com um desses textos, “Requiem para Ana”, no qual a fadista “irreverente”, é apresentada como “diva de sentimentos e paixões”, dotada de uma “voz de cotovia”, que fez um “percurso selvagem”.

Outros trechos são “Prelúdio Marginal”, “Cai a Noite Sobre a Vida”, “Variações em Sol” e “Fado Recordado”.

Duas desgarradas, “Meu Tempo da Juventude”, com Alfredo Marceneiro, e “Ó Pardal, ó Cotovia”, com Nuno de Aguiar, fazem parte do alinhamento do CD, que fecha com “Ai, Minha Mãe… Que Cansaço”.

Do repertório de Amália, Ana Rosmaninho gravou “Saudades do Brasil em Portugal”, de Vinicius de Moraes, e de Carlos Ramos, “Meu Bairro Alto”, de Carlos Simões Neves e Francisco Carvalhinho, temas incluídos nesta antologia.

Referindo-se a Ana Rosmaninho, que se estreou aos 17 anos, na casa de fados A Viela, em Lisboa, José Vitorino realça que “uma das suas características (pouco usual no fado), por regra, fazia uma ligeira paragem nos primeiros versos da última estrofe”.

O percurso da fadista passou pelo teatro da revista, onde se estreou, também aos 17 anos, no então Teatro Monumental, em Lisboa, foi “cabeça de cartaz” do Casino Estoril e, desde fevereiro de 1981, artista residente da casa de fados A Tipóia, em Lisboa.

Sobre a fadista, precocemente falecida aos 40 anos, vítima de cancro, José Vitorino afirma que “era serena, culta, inteligente e talentosa, posicionando-se (sem favor) entre as primeiras intérpretes do fado, com inegável experiência, fruto de vários anos de intensa atividade”.

O editor não deixa de referir que “amigos e admiradores lhe auguravam uma pujante carreira” e reconheciam-lhe qualidades humanas – “uma criatura maravilhosa e amiga do seu amigo”.

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