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“Cavaquinho Cantado”, de Daniel Pereira, é o vencedor por unanimidade do Prémio Carlos Paredes deste ano, no valor de 2.500 euros, anunciou a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, promotora do galardão.

“Esta foi uma decisão unânime do júri, que sublinhou a excelência interpretativa e a criatividade das obras tocadas”, afirma a edilidade ribatejana em comunicado, no qual refere que esta edição contou com 26 candidaturas.

O júri decidiu entregar uma menção especial ao disco “A Dança dos Pássaros”, pela Orquestra do Hot Clube de Portugal, exclusivamente composto por peças de António Pinho Vargas.

“Cavaquinho Cantado” é “um disco de continuidade para a valorização nacional e internacional do cavaquinho e de todo o trabalho realizado em torno deste tetracórdio por Júlio Pereira". "Espera-se que a atribuição do Prémio Carlos Paredes a este trabalho seja também um contributo para que os músicos desta geração e das seguintes deem a atenção merecida a este instrumento nacional, que, para além de Portugal, pode ser encontrado em diversos pontos do mundo como o Brasil, Indonésia, Cabo Verde e Havai”, lê-se na mesma nota, segundo o DN.

Daniel Pereira iniciou-se cedo na área dos instrumentos tradicionais e dos cordofones. "O seu percurso a solo surgiu em resposta a um desafio vindo da Galiza e, com o convite de Júlio Pereira, para fazer um trabalho discográfico que aliasse o canto com o cavaquinho”.

“É a partir de todas estas experiências e vivências, que surge ‘Cavaquinho Cantado’”, remata a autarquia vila-franquense.

O júri da edição deste ano foi composto pelo poeta e escritor José Jorge Letria, em representação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, pelo compositor e músico Pedro Campos, pelo crítico musical Ruben de Carvalho, e pelo músico Carlos Alberto Moniz, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores.

O júri, refere a câmara ribatejana, “destacou a diversidade dos trabalhos a concurso, com vários tipos de instrumentos estilos musicais e linguagens, o fado, música mais avançada, criativa e tecnológica, o que significa que o legado de Carlos Paredes está representado na obra gravada do próprio e nas grandes interpretações que os jovens músicos fazem da sua obra”.

Ao longo de 16 edições, o Prémio Carlos Paredes distinguiu músicos como Rão Kyao e Carminho (2013), Pedro Caldeira Cabral (2014), LST – Lisboa String Trio (2015), Pedro Mestre (2016), Ricardo Ribeiro e Artemsax (2017).

O Prémio será entregue em data a anunciar, segundo a autarquia.

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