Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




o_rio_triste.jpg

A Editorial Caminho reeditou “O Rio Triste”, romance de Fernando Namora (1919-1989), um autor “atual, que tem muito para dizer às pessoas e que não está ‘morto’", disse o editor Zeferino Coelho.

A publicação de "O Rio Triste” insere-se num projeto de reedição de obras de Fernando Namora, iniciado no ano passado com “Retalhos da Vida de um Médico”, romance que foi adaptado à televisão.
Zeferino Coelho realçou que a 1.ª edição desta reedição já se esgotou, “estando agora a ser reimpressa”. Quanto a números, o editor disse que saíram 500 exemplares, “o que já é significativo no contexto atual”, e que a reedição será também de 500 exemplares.
O editor, que defendeu a excelência da arte de escrita de Fernando Namora, citou o escritor Mário Cláudio que, recentemente, afirmou num artigo que “ao contrário do que se insinuou no tempo em vida de Namora, este de facto é um grande escritor, de grande qualidade literária”.
Referindo-se a “O Rio Triste”, Zeferino Coelho afirmou tratar-se de “um romance que é ao mesmo tempo uma reflexão sobre a incapacidade de escrever um romance nos tempos modernos e é uma temática muito atual”.
“Um livro escrito em finais dos anos 1970, inícios dos anos 1980, mas esta reflexão, contando uma história, muito bem contada, do desaparecimento de um homem nos anos 1970/1980 em Lisboa, tem uma intriga muito bem construída, que se lê com imenso agrado”, disse.
O romance é publicado com um prefácio do escritor e catedrático de Literatura David Mourão-Ferreira, autor de fados como "Maria Lisboa" ou "Águias", que afirma, a dado passo: “Talvez ‘O Rio Triste’ seja o mais polifonicamente ambicioso e o mais arrebatadoramente conseguido de quantos romances Fernando Namora escreveu”.
O posfácio ficou a cargo de Fernando Baptista, professor no Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa.
Até ao final o ano, a Editorial Caminho, do Grupo Leya, conta editar um outro título de Namora, “Domingo à Tarde”, obra que foi adaptada ao cinema, em 1966, por António Macedo.
Fernando Namora, médico de profissão, fez parte de chamada “Geração de 40”, com autores como João José Cochofel, Mário Dionísio e Carlos de Oliveira. Literariamente estreou-se em 1937 com “Relevos”, um livro de poesia, e no ano seguinte publicou o primeiro romance, “As Sete partidas do Mundo”.
Zeferino Coelho realçou que “no seu tempo de plena atividade, era o autor português que tinha mais livros traduzidos no estrangeiro, do Japão aos Estados Unidos, era um escritor com grande êxito”.
O editor sublinhou que “a boa literatura fica sempre válida e o Fernando Namora é um excelente escritor. Ele dá um belíssimo retrato do que foi o século XX português, em muitos aspetos”, disse o editor, que adiantou que no próximo ano será publicado “Fogo numa Noite Escura”, que é “um belíssimo retrato da geração dos anos 1940 em Coimbra, que foi tão importante para todos nós” e da qual o autor fez parte.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Visitas

Flag Counter