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O novo álbum de Cristina Branco, “Branco”, revela um crescimento na música e “uma libertação”, até porque sente "necessidade" de se libertar "de uma certa carga", disse a cantora.

Em declarações à agência Lusa, citadas pelo Observador, Cristina Branco afirmou que o CD reflete o “correr dos anos e a experiência” que foi adquirindo e, não tendo nenhum fado no seu alinhamento, a intérprete afirmou que se sente agora “muito mais fadista" e mais atenta ao lado lúdico da música.

Este CD tem uma leitura mais desprendida, muito mais leve do que eu e a minha geração [encaramos a música]”, disse a cantora, referindo que reflete o que tem sentido, “à medida em que o tempo vai passando”, e acrescentou: “Preciso de me libertar de alguma carga, é importante, eu nasci para a música de uma forma mais séria”.

O álbum é constituído por 12 temas, entre eles “Armadilha”, de Sérgio Godinho, um dos autores favoritos da cantora. Filipe Sambado, André Henriques, Filho da Mãe, Kalaf Epalanga, Mário Laginha, Luís Figueiredo e Luís Severo são outros dos autores e compositores que interpretam e que a ensinam a ser mais livre, afirmou.

Questionada sobre a ausência formal do fado no alinhamento, Cristina Branco retorquiu: “O fado está cada vez mais presente naquilo em que eu acredito na música, só que eu não preciso do fado, não preciso de o cantar para eu, de alguma maneira, me encontrar com essa matriz”.

“[A matriz] está lá e está mais viva que nunca. Acho que à medida que vou crescendo, vou percebendo melhor o fado, vou entrando com mais facilidade dentro dele, e eu preciso dele, a cada momento, a cada concerto”, acrescentou.

Quanto ao CD, no qual inclui, entre outros, o tema “Afinal, o que é que vês em mim?”, dos ex-Ornatos Violeta Nuno Prata e Peixe, Cristina Branco sentenciou: “O fado está lá, a aprendizagem está lá, mas eu prefiro cantar de outra maneira”.

“Não estaria a ser honesta nem comigo nem com os meus colegas do fado se mantivesse essa tentativa de pôr o fado onde ele não pode existir”, sublinhou.

Todavia, a intérprete reconheceu que do ponto vista formal, tendo em conta a estrutura tradicional, neste CD não há nenhum fado e até a guitarra portuguesa, por Bernardo Couto, “assume outro tipo de sonoridades”.

Referindo-se à guitarra portuguesa, Cristina Branco questionou: “Dado o seu potencial, por que mantê-la naquelas quatro paredes [o fado], quando tem tanto para dar?”

Além de Bernardo Couto, acompanham a cantora os músicos Bernardo Moreira, no contrabaixo, Luís Figueiredo, no piano, na guitarra “Rhodes”, no teclado eletrónico e nas percussões. A produção foi de Pedro Trigueiro.

“Branco”, na opinião da sua intérprete, é “um CD incrivelmente social, fala de homens e de mulheres, de personalidades, de uma forma desnudada, não há meias tintas, fala da atualidade, fala do hoje e do agora, fala daquelas pessoas de uma maneira crua, sem preconceitos”.

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