Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




1507-1 (1).jpg

 

O álbum “Menino-prodígio” valeu a José Cid o Prémio Pedro Osório, anunciou a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), que atribui o galardão em memória do músico falecido em 2012, que pertenceu aos seus corpos gerentes.
O Prémio de Música Pedro Osório é “atribuído ao cantor, compositor e músico José Cid, pelo disco ‘Menino Prodígio’, editado em 2015, e também pelo grande êxito da sua carreira em palco e em estúdio”, afirma em comunicado a SPA, noticiou a RTP. O prémio é anunciado na véspera de José Cid completar 74 anos.
O galardão, criado após o falecimento de Pedro Osório, em 2012, “distingue anualmente um nome e uma obra relevantes na vida musical portuguesa”, e tem o valor pecuniário de 2.000 euros.
O álbum “Menino-prodígio” foi editado no dia 06 de abril do ano passado e, em março desse ano, antecipando a apresentação, em declarações à Lusa, José Cid, fundador do Quarteto 1111, em 1967, definiu-o como “roqueiro, de combate e interventivo”.
“É um álbum que entra na área da objeção de consciência, mas levada para o rock, e isso é muito o que o [Quarteto] 1111 fez, com dezenas de canções censuradas pelo regime [de ditadura, anterior ao 25 de Abril de 1974], e uma delas é a ‘Blá!, blá!, blá!’, que inclui neste disco”, disse o músico.
O CD foi gravado ao longo de 2014, nos estúdios da ACid Records, em sistema totalmente analógico, e conta com 13 faixas, sendo 12 canções inéditas, entre as quais “Rock rural”, composta por Cid na década de 1960, que foi gravada ao vivo no Campo Pequeno, em Lisboa, e uma versão de “Don´t wanna miss a thing”, dos Aerosmith.
Das 13 canções, aquela de que José Cid disse gostar mais é “De mentirosos está o mundo cheio”, tendo citado duas outras, que qualificou como “mais ligeiras” - “O andar de Marilyn”, uma homenagem à atriz norte-americana que “enlouqueceu” a geração do músico no filme “Cataratas do Niágara” e, de “cariz autobiográfico”, a que dá título ao álbum, “Menino-prodígio”.
Sobre este tema, Cid afirmou: “O menino-prodígio morreu!/ E o seu epitáfio sou eu…”.
À Lusa o músico explicou: “’Menino-prodígio’ é um termo que fui gerindo ao longo da minha existência, era uma coisa que me chamavam os amigos dos meus pais, quando era pequeno, e eu não percebia. Eu, aos três, quatro anos, já cantava e tocava piano”.
“Achei que era uma boa ideia para um tema, que é um bocadinho autobiográfico”, disse, referindo que o “menino-prodígio” morreu em 1957, quando formou a banda Babies. Dez anos mais tarde, o músico formou o Quarteto 1111, outro dos seus diversos projetos.
“O tema de que mais gosto é ‘De mentirosos está o cemitério cheio’. Sinto que fui muito feliz a escrevê-lo”, disse, referindo, em seguida, que recuperou dois temas de 1971, “Blá! Blá! Blá!” e “Monstros sagrados”.

 

 

O Prémio Pedro Osório distinguiu anteriormente Pedro Abrunhosa, Rão Kyao, Jorge Palma e Janita Salomé.
O prémio será entregue “em sessão a realizar na sede da SPA, em data a anunciar”, segundo a cooperativa de autores.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Visitas

Flag Counter