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Uma peça com cerca de 2.500 anos, proveniente de um povoado pré-romano em Espanha, é apresentada, pela primeira vez, fora daquele país no Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa.

Trata-se da Pátera de Titúlcia, um prato cerimonial datado entre a segunda metade do século IV e o século III antes de Cristo, proveniente do povoado pré-romano de Carpetano de Titúlcia, município na província e comunidade autónoma de Madrid, que faz parte do espólio do Museu Arqueológico Regional da Comunidade de Madrid, em Alcalá de Henares, a cerca de 35 quilómetros da capital espanhola.

A Pátera de Titúlcia é “uma das mais extraordinárias peças da proto-história da Península Ibérica”, que veio à luz do dia durante as escavações, em 2009, “numa área que pode ser interpretada como um santuário, tendo sido aí ocultada, presumivelmente entre 147–139 aantes de Cristo, antes da destruição do edifício”, segundo nota do MNA, divulgda pela impresa.

A dimensão e a forma desta peça, que permite ser usada apenas com uma mão, leva a supor que se “destinava a libações em rituais cerimoniais de grande significado social e simbólico”, referindo que “banquetes e bebidas alcoólicas restritas às elites configuram um sinal de distinção e estatuto social elevado”.

A taça com a representação de “um animal fantástico, um ser híbrido, leão/lobo, ornamentado com serpentes, vem confirmar a grande influência cultural do Oriente, comprovada pela introdução de uma iconografia plenamente assumida pelo mundo indígena peninsular”, está patente, até 29 de setembro, na Sala dos Tesouros da Arqueologia Portuguesa, no MNA, localizado na ala poente do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O MNA esclarece que os seres híbridos são comuns na mitologia grega antiga e abundam as representações de leões como animais míticos de raiz plenamente orientalizante, “que começará a ser substituída pela do lobo, mais representativa da nova ordem social que se instala a partir do século IV e III antes de Cristo, quando se inicia a progressiva substituição das monarquias hereditárias sagradas, de caráter familiar e clientelar, pelas novas aristocracias guerreiras”.

O museu espanhol, por seu turno, tem patente a exposição “Un brindis por el príncipe”, que inclui 20 peças do MNA, entre elas, nove classificadas como “tesouro nacional”.

 

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Os ministérios da Cultura e das Finanças criaram um grupo de trabalho para preparar as comemorações do centenário do nascimento da de Amália Rodrigues, presidido pelo musicólogo Rui Vieira Nery, segundo despacho publicado em Diário da República.

Além do também professor da Universidade Nova de Lisboa, o grupo de trabalho vai ser constituído pela diretora do Museu do Fado, Sara Pereira, pela etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco e, em representação  do Ministério da Cultura, pela técnica especialista Rita Jerónimo.

O despacho, assinado em 15 de março pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, e duas semanas depois pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, indica que este grupo tem por objetivo “elaborar uma proposta de programa oficial das comemorações de dimensão nacional e internacional, acompanhada de plano de atividades, cronograma e orçamento, para apresentar ao membro do Governo responsável pela área da cultura até 06 de outubro de 2019”.

O grupo de trabalho deverá ainda “associar às comemorações os organismos das áreas da cultura e da comunicação social, sob direção, superintendência e tutela do membro do Governo responsável pela área da cultura, assim como outras entidades relevantes na área do fado, da música e da cultura em geral”, relacionando também outros eventos ou comemorações.

O documento - publicado no dia em que foi apresentado o projeto “Amar Amália”, que assinala os 20 anos da morte da fadista - refere que o grupo de trabalho deverá “promover a cooperação das entidades nacionais com organismos a nível internacional” e “incentivar a participação de outras entidades, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, incluindo representantes da comunidade académica e científica no programa das comemorações”.

Como recorda o despacho, “Amália Rodrigues é uma referência incontornável da cultura portuguesa” que “marcou a História do Fado pela autenticidade e inovação, desde o interesse pela poesia que a levou à interpretação de grandes poetas portugueses, como à introdução de novas posturas e indumentárias que viriam a transformar-se em verdadeiras convenções performativas”.

“A excecionalidade de Amália deve-se às suas interpretações no teatro e no cinema, pelas inúmeras gravações discográficas e por uma carreira repleta de êxitos e de tournées um pouco por todo o mundo”, pode ler-se no texto.

Amália da Piedade Rebordão Rodrigues nasceu em Lisboa no dia 23 de julho de 1920 e morreu em 06 de outubro de 1999, estando sepultada no Panteão Nacional desde 08 de julho de 2001.

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