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A Adoração dos Magos.png

A Santa Casa da Misericórdia do Porto publicou "A adoração dos Magos", sobre a tela homónima de Vieira Lusitano, de autoria de Nuno Resende, recentemente adquirida por esta instituiição.

No prefácio da obra, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP), António Tavares, escreve: “Entendemos que as funções dos Museus não são apenas as de conservar e expor, para fruição pública, os objetos que constituem o seu património natural, cultural ou artístico”. "Parece-nos que o estudo, a investigação e a interpretação das peças do espólio bem como a publicação dos resultados obtidos, são tarefas complementares e indispensáveis à utilidade social, cultural educativa de um museu”.

Pintura a óleo sobre tela, "A adoração dos Magos" (133x139 cm) “constitui um interessante documento sobre as vicissitudes do património nacional ao longo dos séculos XIX e XX”, afirma Francisco Ribeiro da Silva, membro da mesa da SCMP, com o pelouro do Culto e da Cultura, referindo que é proveniente do acervo do comandante Ernesto Vilhena, colocada a leilão em 2014, na Quinta de Sant’Ana, em Mafra, nos arredores de Lisboa, tendo sido arrematada “com o intuito de integrar e valorizar o património museológico da SCMP”.

Nuno Resende afirma que o tema da adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus “constitui um tópico bastante difundido na produção pictórica portuguesa” desde Vasco Fernandes (Grão Vasco), pintor ativo entre 1475 e 1542, tendo este quadro de Vieira Lusitano chamado cedo à atenção da crítica historiográfica, tratando-se de “uma pintura que não representa, apenas, um momento teológico, mas incorpora a esse tempo bíblico uma possível narrativa”.

 

 

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Roteiro sadino de José Afonso

por FMSimoes, em 15.04.19

jose-afonso.jpg

Mais de 40 locais “icónicos” aos quais José Afonso esteve ligado, em Setúbal, estão inventariados para a elaboração do roteiro “Os Lugares do Zeca na Geografia da Cidade”. A informação foi avançada por Albérico Afonso, investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), a quem a Associação José Afonso (AJA) pediu que elaborasse um “roteiro cívico com alguns dos locais mais icónicos” a que o cantor esteve ligado, na cidade de Setúbal.

A iniciativa, ainda sem data de edição, faz parte das iniciativas que assinalam os 90 anos de nascimento de José Afonso (Aveiro, 02 de agosto de 1929) e o 45.º aniversário do 25 de Abril de 1974, sem dissociar estas datas dos anos que o cantor viveu “intensamente” em Setúbal, desde 1967 até à morte, em 23 de fevereiro de 1987.

Para João Madeira, da AJA, o roteiro “é, porventura, a iniciativa mais importante das [comemorações], porque suscetível de deixar um lastro material mais evidente”. É também o projeto que a associação gostaria de ver concluído até 02 de agosto próximo, quado José Afonso faria 90 anos.

Entre os locais já inventariados para o roteiro estão o então Liceu Nacional de Setúbal, para onde José Afonso foi nomeado como professor, em 1967, e onde lecionou apenas durante um período, tendo sido depois expulso face à “influência das elites locais e da imprensa do regime”, referiu Albérico Afonso, doutorado em História Contemporânea, nascido em Setúbal e professor da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

Há mesmo um documento das forças da ditadura, no qual se refere que o “doutor José Afonso é uma figura da máxima inconveniência, notório colaborador da traição à pátria, no abandono das nossas províncias ultramarinas, na destruição moral dos combatentes”, sublinhou o investigador, acrescentando, a propósito, que “o resto foi feito pelos pais de alguns alunos e alunas que consideravam o Zeca uma figura prejudicial, como professor dos seus filhos”.

As primeiras instalações, na avenida 05 de outubro, do Círculo Cultural de Setúbal, de que José Afonso foi um dos fundadores, em 1969, e que teve uma “importância muito grande na cidade de Setúbal”, pois era “uma espécie de espaço frentista de oposição à ditadura”, é, segundo Albérico Afonso, outro dos locais inventariados.

“O Zeca era uma referência para todos os jovens que aí estavam”, pois o Círculo Cultural – que em 1975 viria a funcionar no edifício onde entretanto se erigiu a Casa da Cultura de Setúbal – formava jovens sem acesso ao ensino básico e preparatório, e onde ensinava “português, francês, inglês, todas as disciplinas”, frisou o investigador.

O edifício onde funcionaram o departamento e os calabouços da polícia política da ditadura - a Polícia Internacional de Defesa do Estado/Direção Geral de Segurança (PIDE/DGS) -, no Bairro Salgado, onde José Afonso esteve detido várias vezes, o Clube Naval, onde o cantor foi um dos oradores no primeiro comício do 1.º de Maio de 1974, são outros locais já inventariados, disse o investigador à agência Lusa.

O primeiro comício do Partido Popular Democrático (PPD) em Setúbal, também foi realizado no Clube Naval, em 07 de março de 1975, tendo culminado em confrontos, dando origem à canção de José Afonso “Foi na cidade do Sado”.

O Clube de Campismo é outro local referenciado, organismo ligado ao PCP, acolheu o primeiro concerto de José Afonso na cidade, em 1968. Neste concerto compareceu também o jovem ator Mário Viegas, que veio de Santarém, de propósito para assistir e dizer poesia, observou Albérico Afonso.

O roteiro incluirá também espaços menos formais, como tascas, o extinto café Tamar, na avenida 05 de outubro, e o ainda existente café Benjamim, que estão “para sempre ligados a José Afonso", referiu o historiador. Além da edição do roteiro em livro, que incluirá georreferenciação e, possivelmente, 'QR codes', para informações adicionais, no futuro toda esta informação poderá vir a ser disponibilizada numa 'app', para dispositivos móveis, acrescentou o investigador, sublinhando que estas possibilidades estão a ser estudadas no Politécnico de Setúbal.

José Afonso Cerqueira dos Santos nasceu em 02 de agosto de 1929, em Aveiro, e morreu em Setúbal, em 23 de fevereiro de 1987, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

Foto:DR

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