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Luís Gomes, de 32 anos, vencedor do Prémio do Público no certame Operalia em 2018, é um dos selecionados para o Concurso Mundial de Canto da BBC em Cardiff, no País de Gales. O tenor português, que na edição do ano passado do concurso internacional de canto lírico Operalia, realizado em Lisboa, obteve ainda o Prémio Zarzuela, ‘ex-aequo’ com Pavel Petrov, está entre os 20 concorrentes.

Os concorrentes, com idades entre os 18 e os 32 anos, foram selecionados após três rondas eliminatórias e vão enfrentar, a partir de 15 de junho próximo, quatro apresentações, das quais sairão cinco finalistas.

Os cinco finalistas, um vencedor por cada eliminatória e um selecionado pelo júri entre os 20, apresentam-se na finalíssima, que se realiza a 22 de junho no St. David’s Hall, na capital galesa. O vencedor recebe um prémio pecuniário no valor de 20.000 libras esterlinas.

Com o tenor português, atualmente a residir em Londres, onde concluiu os seus estudos na Guildhall School of Music and Drama, concorrem também as sopranos Camila Titinger, do Brasil, Adriana González, da Guatemala, Lauren Fagan, da Austrália, e Sooyeon Lee, da Coreia do Sul. Da lista dos 20 candidatos fazem ainda parte os tenores Mingjie Lei, da China, Owen Metsileng, da África do Sul, e Roman Arndt, da Rússia.

Outros candidatos são as meio-sopranos Guadalupe Barrientos (Argentina), Yulia Mennibaeva e Karina Kherunts (Rússia), Lena Belkina (Ucrânia), Katie Bray (Inglaterra) e Angharad Lyddon (País de Gales), e ainda os norte-americanos Richard Ollarsaba (baixo-barítono) e Patrick Guetti (baixo), assim como os barítonos Jorge Espino (México), Badral Chuluunbaatar (Mongólia), Andrei Kymach (Ucrânia) e Leonardo Lee (Coreia do Sul).

Os concorrentes podem também candidatar-se, paralelamente, ao BBC Cardiff Singer, no qual interpretam “lied” acompanhados ao piano. Esta competição, também distribuída por quatro eliminatórias, realiza-se no Dora Stoutzker Hall, no Royal Welsh College of Music and Drama, sendo escolhidos cinco finalistas que se apresentam, também no St David's Hall. O vencedor recebe um prémio pecuniário de 10.000 libras esterlinas.

O Concurso Mundial de Canto de Cardiff tem a direção artística de David Jackson e o patrocínio da soprano Kiri Te Kanawa, entregando também um Prémio do Público, no valor de 2.500 libras. Este ano, o Prémio do Público é dedicado à memória do barítono russo Dmitri Hvorostovsky (1967-2017), que venceu o I Concurso Mundial de Canto de Cardiff da BBC.

O concurso idealizado em 1987 pelo produtor J. Mervyn Williams (1935-2008) realiza-se de dois em dois anos, na capital galesa. Em 2017, a vencedora do Concurso Mundial de Canto da BBC de Cardiff foi a meio-soprano escocesa Catriona Morrison, e a vencedora do Concurso de Canto de Cardiff foi a soprano inglesa Louise Alder, que conquistou também o Prémio do Público.

Entre os vencedores das diferentes edições estão os cantores líricos Karita Mattila, Bryn Terfel, Anja Harteros e Jamie Barton, entre outros.

Foto: DR

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SolA.jpg"Sol do Apocalípse"

O “Sol do Apocalipse”, peça inédita em Portugal, abre, no domingo, a Procissão da Penitência, em Mafra, sendo a única altura do ano em que pode ser admirada, assim como a recém-restaurada imagem de S. Francisco de Assis.

A procissão, promovida pela Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra (RVISSM), realiza-se no quarto domingo da Quaresma, do calendário católico, no próximo dia 31, que “é enriquecida com diversos objetos artístico-religiosos verdadeiramente notáveis”, dos quais se “destaca o denominado ‘Sol do Apocalipse’, uma peça de latão dourado, da oficina de António Rodrigues do Leão, de 1740”, segundo a irmandade.

Sobre a peça, a RVISSM, afirma que, “a par de outras, só pode ser vista um dia por ano na Basílica de Mafra”, pois a irmandade “não dispõe de condições para expor o seu precioso espólio”.

 O “Sol do Apocalipse” abre a procissão ladeado por dois "anjos" com velas, e precedido pela “Cruz de Penitência”, uma cruz que D. João V mandou vir de Roma em 1740 e que ainda hoje é transportada por um só homem, “e que se presume seja a maior cruz de penitência do mundo em uso regular”, segundo a RVISSM.

A procissão “respeita as normas estabelecidas por frei Matias da Conceição, que foi quem idealizou a procissão em 1740, que, à época, era bibliotecário do Convento de Mafra”. Nos anos em que a chuva não permite a saída da procissão, esta decorre dentro da Basílica de Nossa Senhora e Santo António.

A conceção do “Sol do Apocalipse” foi idealizada pelo religioso franciscano, pretendendo “agradar o gosto do soberano, que tinha um particular interesse pela liturgia arménia”.  “Atendendo a esta particularidade, pode considerar-se que esta peça é uma peculiaridade nacional, que não poderá ser encontrada em outras procissões de matriz católica no resto do mundo”, sublinhou a irmandade.

Incorpora também a procissão uma imagem de S. Francisco de Assis, do escultor Manuel Dias, que foi recentemente alvo de uma intervenção de conservação e restauro em Lisboa; foi “a primeira vez, desde 1740”, que a imagem saiu de Mafra desde que foi esculpida, indicou a mesma fonte.

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S. Francisco de Assis, de Manuel Dias

A imagem de S. Francisco de Assis é “considerada uma das melhores representações escultóricas do santo para aquele período cronológico”. Segundo o conservador-restaurador André Varela Remígio, “a escultura de São Francisco de Assis recebendo as chagas do andor de Cristo de Montalverne da Procissão da Ordem Terceira de São Francisco, executada pelo importante escultor Manuel Dias em 1740, apresentava-se em muito mau estado de preservação, devido à sua utilização nas procissões ao longo dos anos, e várias intervenções posteriores, algumas de muito má qualidade”.

“O tratamento de conservação e restauro efetuado pelo ateliê Santo André - Conservação e Restauro de Bens Culturais teve como objetivo estabilizar a escultura em termos químicos e físicos, bem como restituir a dignidade que está escultura merece”, afirmou à Lusa Va rela Remígio, cita o DN. O conservador acrescentou que foram “refeitos elementos em falta, aperfeiçoados outros acrescentados posteriormente, removidos repintes e as lacunas de policromia integradas cromaticamente, entre várias outras operações”.

A criação da RVISSM remonta ao século XVI e tem sede na Igreja de Santo André de Mafra. A primeira referência documental à RVISSM data de 14 de março de 1597 e dá conta de uma “verba do testamento de Jorge Rodrigues” de 1.1000 reais para dar à “Confraria do Santo Sacramento”. O mais antigo documento da irmandade é o “Compromisso de 5 de junho de 1725”.

Em 1835, após a extinção das ordens religiosas, a sede da RVISSM passou para a Basílica de Nossa Senhora e Santo António, em Mafra, tendo sido instalada no antigo corredor dos noviços, a convite de SM a Rainha D. Maria II. Em 1866 recebeu do então governo civil o espólio da extinta Venerável Irmandade de Penitência da Ordem Terceira de São Francisco e, mais tarde, recebeu também o da extinta Irmandade do Senhor dos Passos de Mafra. Em 1953, após o regresso da procissão das Sete Dores de Nossa Senhora, foi entregue à irmandade “o espólio e a responsabilidade pela organização anual da procissão”.

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