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Maria Emília sobe na sexta-feira ao palco do TivoliBBVA para apresentar o seu primeiro álbum, “Casa de Fado”, definiu o fado como “um namorado, um companheiro para toda a vida”, com quem desabafa angústias e felicidades. No palco da avenida da Liberdade, Maria Emília vai ser acompanhada por Carlos Manuel Proença, na viola, Luís Guerreiro, na guitarra portuguesa, Daniel Pinto e Marino de Freitas, na viola baixo, Miguel Braga, no piano, e por um quarteto de cordas dirigido pelo violinista Luis Cunha

Neta e filha de portugueses, Maria Emília nasceu em S. Paulo, no Brasil, canta há 15 anos, e foi apresentada como “a grande aposta” da edição deste ano do festival Santa Casa Alfama, que se realizou em setembro último, naquele bairro lisboeta.

“O fado é como se fosse um namorado, um companheiro para a vida toda, com quem desabafo as minhas angústias, a minha felicidade, a ternura, e é com quem me sinto melhor”, disse Maria Emília, em entrevista à agência Lusa.

O CD “Casa de Fado” é constituído por catorze temas, entre inéditos e fados de repertórios como os de Beatriz da Conceição, que Maria Emília apontou como a sua “referência maior”, e de Amália Rodrigues, “a diva que não podia faltar”.

Questionada sobre a escolha do título, a fadista afirmou que a sua intenção foi a de “passar neste disco a emoção de se ouvir fado numa casa de fados”, refletindo, ao mesmo tempo, os quinze anos que tem trabalhado nestes espaços. “Quero que sintam que estão numa casa de fados”, afirmou.

“Casa de Fado” (Cátia Oliveira/ValterRolo/Manuel Graça Pereira) é o tema de abertura e um dos inéditos do CD, produzido pelo músico Carlos Manuel Proença, que também acompanhada a fadista à viola, ao lado de José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, e Daniel Pinto, na viola baixo, que sobem também ao palco do TivoliBBVA.

Maria Emília disse que “este é o CD que neste momento” quis fazer, “mostrar a Maria Emília fadista”, sem se escusar a interpretar outros temas. Neste álbum, recria uma canção da brasileira Elba Ramalho, “De Volta Para o Meu Aconchego”, de Nando Cordel e Dominguinhos.

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“Para me dar a conhecer ao grande público, achei que devia mostrar o que tenho feito nos últimos 15 anos, que é o fado tradicional, e vou sempre cantar fado tradicional. Mas eu sou uma cantora, e não quer dizer que não venha a cantar outros tipos de música. Hoje eu sei aquilo que quero cantar e que quero transmitir, que é o fado tradicional, mas todos os artistas devem cantar aquilo que lhes apetecer. E se hoje é assim, amanhã não sei”, cita o DN. Sobre a escolha de uma canção de Elba Ramalho, justificou como “um mimo” às suas origens.

De Beatriz da Conceição, Maria Emília gravou “Muito Embora Por Querer Bem” (Artur Ribeiro/Raul Ferrão) e “Sou Um Fado Desta Idade” (Rogério Bracinha/Ferrer Trindade), de Amália Rodrigues, “Sem Razão” (Fernando Farinha/Alberto Correia) e a grande marcha de Lisboa de 1964, “Lisboa Bonita” (Eugénia Teles/Hermenegildo de Figueiredo). "Queria cantar uma marcha, mas sem ser de um bairro, e esta canta toda a Lisboa”, disse.

À fadista Maria da Fé, Maria Emília foi pedir licença para gravar “É Mentira” (Jorge Rosa/João de Vasconcelos), “que é como mandam as regras do fado, pois foi ela a sua criadora”.

Do alinhamento do CD, entre os inéditos, conta-se “Queira Deus”, de Linda Leonardo, que gravou na melodia do Fado Cravo, de Alfredo Marceneiro, e também, de Linda Leonardo, “Foi Deus que Quis Assim”, que interpreta no Fado Alvito, de Jaime SantosIgualmente inédito é “Perfeito Pecado”, de Mário Rainho, que Maria Emília interpreta no Fado Cunha e Silva, de Armando Machado"Fui eu que pedi ao Mário [Rainho] que fizesse um poema, onde eu expressasse o que sinto e o meu amor ao fado”, contou à Lusa. “Agora”, de Nuno Miguel Guedes, que gravou no Fado Menor, é outro dos inéditos do disco. A fechar o CD, canta “Minha Paz”, que tem letra e música de Edu Krieger. “Gravei o que gosto, sem imposições. Este disco é a minha verdade”, disse Maria Emília.

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Nova edição de "Contos Eróticos do Velho Testamento", de Deana Barroqueiro, na qual revê e reúne os seus contos editados anteriormente em dois volumes, foi editado pela Planeta. Numa "Carta ao Leitor", a escritora afirma que esta é uma "nova edição, revista e coligida num único volume", de duas das suas obras preferidas, os "Contos Eróticos do Velho Testamento" e os "Novos Contos Eróticos do Velho Testamento", editados, respetivamente, em 2003 e 2004, e que foram reeditados em forma de romance em 2010, "Romance da Bíblia. Tentação da Serpente".

Deana Barroqueiro recorda na sua "Carta ao Leitor", que, quando saíram as primeiras edições dos contos eróticos, este era "um tema ainda tabu e capaz de ferir algumas suscetibilidades em muitos quadrantes deste mundo". Todavia, realça, "a conceção da mulher como intelectual e moralmente inferior ao homem (a quem por isso mesmo deve obediência e sujeição) remonta a alguns milénios, a um dos livros mais lidos do mundo a Bíblia e, em particular, ao Velho Testamento, onde foram beber o cristianismo, o islamismo e o judaísmo".

"Através dos séculos até aos nossos dias, as três religiões alimentaram e impuseram à mulher esse modelo", escreve a autora, que propõe, através desta obra, um "outro tipo de olhar [sobre] estas personagens sacralizadas e, durante milénios, intocáveis, como nunca antes foram vistas e escrutinadas: através do olhar implacável das suas mulheres".

Por outro lado, prossegue Deana Barroqueiro, "não era possível ignorar, mesmo que o quisesse fazer, a componente erótica fortíssima que percorre, de modo gritante" as histórias do Velho Testamento.

A componente erótica nas narrativas do Velho Testamento é, aliás, apontada pela autora como "persistente" e "obsessiva".

A presente edição recupera o prefácio da poetisa Maria Teresa Horta aos "Novos Contos Eróticos do Velho Testamento", no qual realça a escrita "bela, fulgurante e criativa" de Deana Barroqueiro, que tem um traço "carnal, visceral [e] feminino".

"O livro de Deana Barroqueiro traz consigo a visão da mulher. Lúcido olhar, que ao longo dos séculos tem faltado à visitação deste universo da Bíblia: o Velho Testamento moralista, repleto de anciãos preguiçosos, libidinosos e lascivos, de brutamontes ignorantes e violadores", escreve Maria Teresa Horta.

Segundo a poetisa, nesta obra de Deana Barroqueiro "terminam as idealizações masculinas, os embustes. E começamos a examinar de forma diferente, atenta e precisa as figuras femininas uma por uma: Sara e Ester, Lia e Raquel, Jael e Pesechet, Dalila e Susana".

Deana Barroqueiro "não só derruba o hipócrita e gravoso preconceito que tem vindo a ‘segundizar’ a sexualidade feminina, apostando na sua frigidez, como fica surda ao apelo masculino, recorrente ao longo de todo o Velho Testamento, de se manter escondida a inacreditável fragilidade dos homens, não lhe dando visibilidade", afirma Maria Teresa Hora.

A poetisa realça ainda a narrativa de Barroqueiro, "toda ela tecida por sensualidade e cintilações, audaciosamente eróticas" que "exibe com evidente alegria essa ardência jubilosa, junto à qual a sexualidade dos homens parece ridícula, grosseira e primária".

Nos contos de Barroqueiro, Maria Teresa Horta salienta também "a beleza trabalhada, cinzelada, com um bom gosto literário inusitado" que afirma mesmo ser "raro na ficção portuguesa".

 

 

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