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A ordenação urbana de Lisboa e parte da sua arquitetura revela a relação que a cidade desenvolveu com a necessidade básica de água, disse o investigador Paulo Figueiredo, que em novembro publica um livro sobre esta matéria.

A obra, “Arquitetura da Água na Freguesia da Misericórdia”, é uma iniciativa editorial da Junta de Freguesia lisboeta, no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural, e escolheu a água, que “é um bem valioso, sem o qual não há vida, pela sua dimensão cultural, simbólica, espiritual e paisagística”, disse Paulo Figueiredo.

Em declarações à agência Lusa, o autor afirmou que aborda a questão da água em Lisboa, desde o abastecimento no tempo do Império Romano, passando pelo grande investimento que foi o Aqueduto das Águas Livres, no século XVIII, e que abasteceu a capital até 1967, as preocupações sanitárias no século XIX, até aos dias de hoje, com enfoque especial na Freguesia da Misericórdia.

A cidade é “marcada, desde logo, pelo seu relevo ribeirinho e por um certo número de linhas de água que desaguavam em enseadas imperfeitas”, disse Paulo Figueiredo, autor do “Dicionário de Termos Arqueológicos", cita o DN.

Referindo-se ao perímetro da freguesia, o investigador referiu que “há uma panóplia monumental riquíssima. Desde logo os chafarizes que abasteciam o Príncipe Real, Bairro Alto, Bica e S. Paulo, e as respetivas condutas que atravessam a zona do Príncipe Real, onde se encontra o denominado reservatório da patriarcal, e o Bairro Alto. Há o emblemático chafariz da rua d’O Século, os dois chafarizes no miradouro de S. Pedro de Alcântara, um que abastecia S. Bento, na rua do mesmo nome, onde existiu um arco, que se encontra atualmente na Praça de Espanha”.

Relacionado com o antigo convento de S. Bento, transformado já no século XIX em parlamento, liga-se uma das muitas histórias de Lisboa, a origem da toponímia da rua do Poço dos Negros, a 800 metros deste edifício.

“Grande parte do território pertencia ao convento, cujos frades envergavam um hábito negro, e ao abastecerem-se naquela zona, o povo referia-se à rua como a do Poço dos Negros, esta é uma possibilidade”, disse.

Na mesma freguesia, “mais a abaixo, a bica da Boavista, na rua da Boavista, uma das mais antigas, onde antes do nascer do sol as pessoas iam ali ‘lavar as vistas’, e uma placa do século XVI faz testemunho deste uso, onde está inscrito que o proprietário é obrigado a deixar usar a água gratuitamente”. Uma prática que foi caindo em desuso a partir do princípios do século XX.

O investigador adiantou que um dos edifícios referenciados é o dos Banhos de S. Paulo, “os banhos termais, cujas nascentes vinham da Praça do Comércio, onde hoje se encontram as instalações da Marinha, e algumas destas nascentes têm origem em Alfama”.

Estes banhos, “com fins terapêuticos, dermatológicos, foram utilizados como públicos até 1973/74, altura em que foram encerrados, e, atualmente, o edifício é a sede da Ordem dos Arquitetos”.

Uma das curiosidades referidas pelo investigador é a expressão “ir a banhos”.

“As pessoas iam de barco até umas barcaças fundeadas no meio do rio, frente ao Cais do Sodré, onde eram colocadas numa espécie de gaiola por segurança, pois a grande maioria não sabia nadar, e desta forma se refrescavam, no verão, no meio do rio. Iam assim a banhos”, no século XIX.

Paulo Figueiredo é autor de várias obras, entre as quais, o primeiro "Dicionário de Termos Arqueológicos" (2004), “Alvalade, o Bairro da Vanguarda” (2003), "Movimento associativo de Carnide" (2005), “Grupo Teatro Carnide” (2007), e a “Monografia da Freguesia do Sacramento” (2013).

Foto: DR

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Grupo Estoril Sol celebra o 60.º aniversário, no próximo dia 31, com um concerto por Chris De Burgh e um desfile da ‘designer’ Agatha Ruiz de la Prada, no Casino Estoril.

“Em noite de gala, o Salão Preto e Prata acolhe, às 21:00, um desfile de Agatha Ruiz de la Prada, seguindo-se, pelas 21:30, um jantar dançante com a Orquestra Jorge Costa Pinto, prosseguindo a noite, a partir das 23:00, com um concerto exclusivo de Chris de Burgh e, até de madrugada, com a atuação do DJ Rodrigo d’Orey”, afirma a Estoril-Sol.

Chris de Burgh “protagonizou um dos memoráveis concertos nesta sala, que esgotou para o ouvir, a 07 de junho de 1991”, disse à Lusa fonte do grupo, cita o Observador.

Desta feita, ao palco do Preto e Prata, o músico irlandês, de 70 anos, vai apresentar o seu mais recente álbum, “A Better World”, editado em setembro de 2016.

No próximo ano, Chris De Burgh, com a sua banda, tem previsto atuações no Reino Unido, onde tocará em palcos como o Royal Albert Hall, em Londres, na Liverpool Philharmonic, ou na Birmingham Symphony Hall, e na Alemanha, onde atuará em Frankfurt, na Alte Oper, em Munique, na Philharmonie, em Bayreuth, no palco do Oberfrankenhalle, ou em Berlim, no Admiralspalast. Tem também previsto espetáculos na Holanda, com agenda marcada, entre outros, para o Carré Theatre.

A 'designer' de moda espanhola Agatha Ruiz de la Prada já expôs por duas vezes as suas peças em Portugal, em 2003, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, e, em 2016, na Casa de Santa Maria, em Cascais.

A Estoril-Sol, liderada pelo empresário José Teodoro dos Santos (1906-1971), constituiu-se em Portugal em 1958, quando o Governo português colocou a concurso a concessão da exploração de jogos de fortuna e azar da zona exclusiva do Estoril, que ganhou e passou a gerir o Casino Estoril. Atualmente, entre outras áreas de negócio, o grupo detém os casinos Lisboa e o da Póvoa, na Póvoa de Varzim, no Minho.

Sob a liderança de Teodoro dos Santos foi inaugurado, em 1968, um novo Casino Estoril, três anos depois de ter sido construído o Hotel Estoril-Sol, no Monte Estoril, no concelho de Cascais, um edifício de 21 andares e 404 quartos, que foi considerado a maior unidade hoteleira do país, na época.

Em 1984, a Estoril-Sol venceu o concurso público para explorar a zona de jogo do Estoril e, em 1987, renovou a concessão por mais 19 anos, que voltou a renovar até 2020.

A estrutura acionista maioritária da Sociedade Estoril-Sol passou a ser representada pelo empresário macaense Stanley Ho, em 1984.

Sob a nova liderança, o Casino Estoril foi renovado, com um projeto do arquiteto Fernando Jorge Correia, que teve como tema “o Preto e Prata”, e "houve uma clara aposta em áreas como a Cultura e a Arte".

Em 1997, o Casino Estoril adquiriu “o estatuto de maior Casino da Europa, que mantém, sendo visitado anualmente por mais de dois milhões de pessoas”.

Na área de negócio, ao jogo bancado e de máquinas, desde 2016 o grupo iniciou a exploração do jogo 'on-line'.

O grupo criou os prémios literários Fernando Namora, em 1988, e Revelação Agustina Bessa-Luís, em 2008, e, mais recentemente, em 2016, o Prémio Vasco Graça Moura, reservado a uma personalidade portuguesa, que se tenha notabilizado na área da Cidadania Cultural do País.

Desde 2000, sob a direção de Mário Assis Ferreira, o grupo edita a revista Egoísta, que já conquistou mais de 84 prémios nacionais e internacionais, nas áreas do jornalismo, ‘design’, edição, criatividade e publicidade, sendo “a publicação mais premiada da Europa", "patente no Museu do Louvre, em Paris, como ícone do grafismo no século XXI”.

 

 

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