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Rui Vaz afirmou que o seu novo álbum, “À Moda Portuguesa” é um tributo à cantora Florência, a celebrar 50 anos de carreira, e com a qual gravou “De Rosa ao Peito”.

O CD, produzido pelo músico Lino Lobão, é constituído por 18 temas, sendo “a primeira parte do álbum o tributo a Florência, apenas com temas do seu repertório, e, a segunda, com temas do Cancioneiro Popular Português”, disse Rui Vaz.

Do repertório de Florência Rui Vaz gravou onze temas, além da canção “De Rosa ao Peito”, também “Moda da Amora Negra”, “Ó Ai, Ó Linda”, “Senhora Mãe”, “Baila que Baila”, “Lenda de Viana”, “Noite de S. João”, “O Porto Canta” e “Cantiga do Douro", entre outros.

Em declarações à Lusa, Florência afirmou-se “emocionada com este presente, nos 50 anos de carreira”. A intérprete recordou os “grandes letristas e compositores, nomeadamente José Guimarães e Resende Dias”, que escreveram para si, cita o Notícias ao Minuto.

"Rui Vaz escolheu aqueles [temas] que foram os meus maiores êxitos, canções bonitas, melodiosas, que ficavam no ouvido”, disse à Lusa a cantora, natural do Porto. Florência destacou “a bonita e excelente voz [de Rui Vaz], à qual alia uma interpretação cuidada”.

Rui Vaz gravou com Florência “De Rosa ao Peito”, que foi a milésima produção da parceria José Guimarães e Resende Dias, “e um dos maiores êxitos da Florência, a par da 'Moda da Amora Negra’”, disse à Lusa o intérprete.

 

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O cantor afirmou que Florência é uma das suas “maiores referências”. “Na realidade foi com a Florência que aprendi a arte de bem cantar, em quem me baseei para a minha maneira de cantar, e com quem se aprende a pisar um palco. A Florência, como costumo dizer, é uma instituição, uma escola”, sublinhou Rui Vaz.

Além de Florência, Rui Vaz partilha a interpretação de “Um Adeus que Me Esqueceu” com Pedro Ferreira, de “Cantiga do Douro” com Maria do Sameiro, d'“O Porto Canta” com Catia Garcia, e com as Adufeiras de Monforte da Beira, “Senhora do Almortão”.

Sobre estas escolhas, Rui Vaz afirmou: “São pessoas que me são próximas e eu gosto de trabalhar com amigos, e de quem a Florência também gosta, e é ela quem quero homenagear”. Rui Vaz referiu-se a Florência como “uma das nossas cantoras mais brilhantes, mas injustamente esquecida, que continua com uma voz maravilhosa”.

Neste CD, editado pela Quarta Vaga, Rui Vaz é acompanhado pelos músicos Bruno Bravo, no acordeão e concertina, João Ferreira Martins, na guitarra portuguesa e na viola braguesa, Pedro Almeida, na percussão e sopros, José Almeida e Alexandre Cavalheiro, nos adufes, além das Adufeiras de Monforte.

Do repertório tradicional, Rui Vaz gravou “Cantiga de Oledo”, “Vira de Santa Marta”, “Vira dos Malmequeres” e “Tia Anica de Tavira”.

Sobre o CD Rui Vaz afirmou que “o importante é destacar a carreira brilhante de Florência, que, apesar da discrição com que a fez, alcançou sucesso internacional. Além do mais, disse, grande parte do seu repertório é hoje cantado por muita gente, desconhecendo-se que são criações suas”.

O intérprete editou no ano passado “Fado em Prelúdio”, no qual gravou inéditos e temas de outros artistas, como Amália Rodrigues e Fausto.

Rui Vaz decidiu cantar fado por volta de 2008, pois até então “não tinha o hábito de ouvir fado”. Iniciou o percurso no Algarve e, em 2010, fixou-se em Lisboa, onde fez parte dos elencos de casas de fado como Velho Pateo Santana, S.Miguel de Alfama e Esquina d’Alfama, onde atualmente canta.

A sua estreia discográfica foi em 2012, com o álbum “Recorda-te de mim”, ao qual sucedeu “Fado em Prelúdio”.

A apresentação oficial do CD “À Moda Portuguesa. Rui Vaz Canta Florência” será no Porto, “em data a anunciar, brevemente”, mas, entretanto, Rui Vaz vai cantar alguns dos temas no dia 29 de setembro, no Festival Bica de Azeite, em Monforte da Beira, na Beira Baixa.

 

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A Exposição Internacional de Lisboa, Expo’98, abriu portas há 20 anos, em maio, de 1998, a Gare do Oriente ou a Torre Vasco da Gama são exemplos de uma modernização de Lisboa, a que se começou então a asistir, acompanhada por um processo de renovação de fachadas e monumentos, e que se desenhava desde 1983.

A Gare do Oriente, do arquiteto Santiago Calatrava, é uma das estruturas que fazem parte do projeto de reciclagem/renovação da zona oriental da capital, para receber a Exposição Internacional em 1998, que coincidiu com um esforço de recuperação do parque arquitetónico da cidade, cujos primeiros passos já tinham sido dados em 1983, quando se realizou a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura, e se retomou, em 1994, por ocasião da Capital Europeia da Cultura.

A "17.ª", como popularmente foi referenciada, trouxe uma especial preocupação pela recuperação de monumentos, e dar-lhes uma leitura europeia, libertando-os de uma carga historicista e nacionalista, com que eram ainda vistos, pouco menos de dez anos após o 25 de Abril de 1974.

No âmbito da 17.ª fizeram-se obras de restauro no Convento da Madre de Deus, cujo claustro foi fechado com vidro, no Mosteiro dos Jerónimos e na vizinha Torre de Belém, no Museu Nacional de Arte Antiga, que adquiriu a arquitetura interior que ainda hoje mantém, e renovado o traçado do Campo das Cebolas, onde a reconstrução da Casa dos Bicos repôs os dois pisos superiores, que tinham caído com o terramoto de 1755.

Um renovado traçado que, entretanto, já deu lugar a uma novo desenho urbano, inaugurado este ano.

Este esforço foi acompanhado pontualmente noutros espaços da cidade, que se pretendia cada vez mais europeia. Portugal veio a aderir às Comunidades Europeias três anos depois.

 

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Em 1994, quando Lisboa foi Capital Europeia da Cultura, os ensinamentos da 17.ª são recuperados e o esforço de recuperação é mais vasto, com obras em espaços emblemáticos como o Coliseu dos Recreios, sala de espetáculos histórica da cidade. A sala da Mouraria, na rua das Portas de Santo Antão, que abriu em 1890, inaugurou as obras de reabilitação com um concerto pela Sinfónica de Londres, dirigida pelo maestro Georg Solti.

A vontade de reabilitação foi acompanhada pela autarquia através da publicação de Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana, visando a preservação das características do ambiente e património arquitetónico e artístico. Neste âmbito, a câmara colocou em marcha um programa denominado Sétima Colina, que permitiu a reabilitação de fachadas exteriores de vários edifícios civis de interesse artístico.

No âmbito desta política de restauros, foi também alvo de uma intervenção o órgão Fontanes, da Igreja de S. Vicente Fora, construído em 1765.

Em 1998, com a Exposição Internacional, sob o lema “Os Oceanos, um património para o futuro”, motivou a reabilitação da zona oriental da cidade, até então vocacionada para áreas fundamentalmente económicas e, paralelamente, um esforço de reabilitação arquitetónica, mas também de restauro de vários elementos do património, como aliás acontecera quatro anos antes.

Entre eles, a fragata D. Fernando II e Glória, o último veleiro nacional que realizou a viagem entre Lisboa e Goa, e que em 1963 sofreu um incêndio, tendo desde então ficado encalhada no Mar da Palha frente a Lisboa.

 

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A reabilitação da área oriental onde funcionou a Expo’98 obrigou à descontaminação de terras e muitas das suas construções permaneceram, algumas com outros fins, outras ligeiramente alteradas, como o Casino Lisboa, que se instalou no que foi o Pavilhão do Futuro. O Oceanário e o Teatro Camões, sede da Companhia Nacional de Bailado, mantêm as funções.

Os novos e arrojados traçados arquitetónicos, dos quais o Pavilhão de Portugal, com a sua pala, de autoria de Álvaro Siza, é o mais destacado exemplo, “contaminaram” a cidade que foi assumindo traçados mais contemporâneos, paralelamente, aos tradicionais alinhamentos urbanos, que se foram reabilitando.

Farol desta renovação urbano é a Torre Vasco da Gama, de autoria dos arquitetos Nick Jacobs e Leonor Janeiro, e estruturas de Nuno Costa, que é, ainda hoje, o mais alto edifício em Portugal, com 145 metros de altura, ao qual se acoplou recentemente um hotel de autoria de Nuno Leonidas.

A cidade não só procurou mostrar-se de “cara lavada”, como assistiu a uma assinalável melhoria nos acessos, em que a Ponte Vasco da Gama é um dos exemplos, sendo ainda de destacar o alargamento da rede de metropolitano, e o rasgar de novas avenidas, nomeadamente a D. João II e a de Pádua.

A valorização da faixa ribeirinha, já mencionada em 1994, com a defesa da “abertura da Lisboa ao Tejo”, foi retomada e Lisboa ganhou mais uma marina, no denominado Parque das Nações, e a valorização de uma faixa litoral até ao estuário do rio Trancão, em Sacavém, no vizinho concelho de Loures.

Fotos: DR

 

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