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Um português a residir no Canadá pretende criar uma "aldeia global virtual" das comunidades portuguesas espalhadas nos vários cantos do mundo, um projeto que envolve a colocação de 25 murais dedicados à fadista Amália Rodrigues.

"O objetivo é de criar uma comunidade virtual entre as comunidades portuguesas no mundo para comunicarmos virtualmente. Para partilharmos a nossa cultura", afirmou à Lusa o empresário e escritor Herman Alves, 62 anos, radicado no Canadá há 50 anos.  

Natural de Porto de Mós (Leiria) e a residir em Montreal, no Quebeque, Herman Alves lançou o projeto da colocação de 25 murais de Amália Rodrigues em várias cidades com grande representatividade da comunidade portuguesa.

"Esperamos organizar na altura do Natal um concerto virtual, junto dos murais, com a contribuição de cada cidade", sublinhou.   

Ontem, o artista Paulo Carreira vai começou a pintar o mural da diva do fado junto ao Parque de Portugal, em Montreal, próximo da residência do músico canadiano Leonard Cohen, e que terá a sua inauguração no centenário do aniversário de Amália Rodrigues, no dia 23 de julho.

Além de Montreal, Porto de Mós já dispõe de um mural da fadista, na Praça Arménio Marques, inaugurado no dia 29 de maio, e as próximas cidades a receber as respetivas obras serão Toronto (Canadá), Fall River e New Bradford (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina) e Praia (Cabo Verde).   

No entanto, o empresário também destaca outra vertente cultural da iniciativa, através do fado, interpretado por artistas das comunidades locais e em língua oficial desses mesmos países.

"O plano é fazer 25 murais com 25 canções para depois lançarmos dois álbuns, por artistas locais. Por exemplo em Cabo Verde será interpretada por José Perdigão em crioulo. Cada mural terá a sua canção, em inglês e em francês", explicou.

Após o Canadá, o próximo mural a ser pintado será em Paris, pela artista luso-francesa Nathalie Afonso, obra que será acompanhada pela canção "Amália Aux Milles Reflets" interpretada por Marta Raposo, artista luso-canadiana a residir em Montreal.

Dentro de dois anos, o promotor espera ter murais de Amália nos vários cantos do mundo, como em Goa (Índia), Macau (China), em Timor-Leste, noutras antigas colónias portuguesas e em países onde existem grandes comunidades portuguesas.

Este ano assinala-se o centenário do nascimento de Amália Rodrigues. 

A fadista tem uma ligação especial com a comunidade portuguesa no Canadá: o município de Toronto, em 1986, proclamou o 06 de outubro como o Dia de Amália, naquela cidade, curiosamente o mesmo dia em que a fadista viria a falecer, em 1999. 

O Governo canadiano calcula que existem no Canadá cerca de 480 mil portugueses, e na área metropolitana de Montreal há cerca de 50 mil portugueses.

 

Fonte: Agência Lusa

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Carminho escreve biografia de Amália Rodrigues, Amália, Já sei quem és, um livro infantil que assinala os 100 anos do seu nascimento e presta homenagem à grande diva do fado. Uma história de vida fascinante, com vários detalhes pouco conhecidos do grande público, e escrita em sextilhas, uma das formas poéticas próprias do fado. 
 
O livro, que está a partir de hoje em pré-venda online, chega às livrarias nacionais a 23 de junho numa edição da Nuvem de Letras (chancela da Penguin Random House), em parceria com o Museu do Fado/EGEAC. 
  
«Assim que fui desafiada pela Joana Gonçalves, editora da Penguin Random House, para me aventurar a escrever uma biografia da Amália, mergulhei uma vez mais na fantástica história desta figura maior. Li a mesma história, mas voltei a descobrir novos pormenores, pequenos tesouros que me deram a primeira grande realização pessoal deste livro: a de conhecer Amália cada vez mais profundamente.»

 

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«A segunda alegria deste livro é a de poder dar a conhecer Amália aos mais pequenos e convidá-los a seguirmos juntos nesta admiração pela grande voz portuguesa. Inspirada no universo fadista que me rodeia desde que nasci, propus-me contar a história em sextilhas, uma das formas poéticas usadas no fado tradicional.» Carminho

 

AMÁLIA JÁ SEI QUEM ÉS 
Texto de Carminho, Ilustrações de Tiago Albuquerque
Edição Nuvem de Letras | Penguin Random House Portugal
40 páginas; Capa dura
PVP c/IVA 12,90€
Lançamento a 23 de junho | Já em pré-venda
 

Sinopse:

Amália, Já sei quem és, biografia infantil de Amália Rodrigues, escrita por Carminho, conta a história da diva do fado, que começou a cantar quando era pequena e acabou aclamada como «a voz de Portugal», inspirando ainda hoje muitos cantores por esse mundo fora. Conhece a sua história e deixa-te levar pelas maravilhosas ilustrações de Tiago Albuquerque aos principais lugares que marcaram a sua vida.

 

Fonte: Ruela Music (Texto e Fotos)

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A instalação “Pharmácia Amália”, de Teresa Gentil, foi inaugurada na quinta-feira (13/02), no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, e propõe uma reflexão sobre a carreira "única" da fadista e o seu significado.

“Procurei falar de Amália Rodrigues numa perspetiva que tivesse a ver com as emoções espoletadas pela música que ela cantou, e aliar isso à cura através da música”, disse à agência Lusa a compositora Teresa Gentil.

Celebrando o centenário do nascimento da fadista e poeta, “são esperados os cristalizados discursos sobre 'a sua genialidade', que era inata, 'que não sabia nada disto...'”, e esta instalação, que inclui outras atividades, é “um pausa reflexiva, afirmando que é uma intérprete absolutamente incrível", afirmou Teresa Gentil.

Houve, porém, "um conjunto de condições que fez com que ela [Amália] tivesse sido tão extraordinária", prosseguiu a compositora. "A maioria delas dependem dela própria: o ter começado a cantar muito nova, e ter uma escola de fado antes de se tornar profissional, e depois a prática diária ‘perfomativa’ nos retiros de fado, como outros fadistas. Mas ela destacou-se pelas suas qualidades, nomeadamente vocais, também pelo gosto estético, tendo sido elevada à categoria de diva”.

A escolha do título, “Pharmácia Amália”, foi “no sentido de haver uma série de exemplos ou temas musicais que nos ajudam a ficar num determinado estado emocional e, consequentemente, físico e psicológico, mas que ajudam a nossa saúde, [têm propriedade] de curar”, explicou.

“Há temas musicais que nos ajudam a ficar num determinado estado emocional ou físico, emoções, mais ou menos negativas, que podemos tratar ou potenciar através da música”, prosseguiu.

Apontando Amália Rodrigues (1920-1999) como “uma figura perplexa” e “fundamental” num “conjunto de personalidades que moldaram o país tal como ele é hoje”, Teresa Gentil defendeu a “pertinência” desta instalação, “pelo momento histórico que vivemos”.

“Estamos a falar de nacionalismos, radicalização de esquerdas e direitas, o mundo é diferente do que era há três, quatro anos”, e continuou: “É pertinente tomar o pulso à situação atual e Amália é uma figura pertinente nesta análise. Foi uma pessoa que passou por dois regimes, foi até acusada de colaborar com a ditadura e, na democracia, [após o 25 de Abril de 1974] foi condecorada pelo Estado, e podemos observar as ‘nuances’ da personalidade artística dela, ou seja, cantou o regime [do Estado Novo], mas a partir da década de 1960 cantou também os poetas opositores ao regime e, portanto, merece uma reflexão”.

“As pessoas não são branco ou negro", acrescentou. "Uma pessoa é um todo e passa por diversas fases. Na realidade, Amália era uma pessoa muito livre, que tinha cabeça para pensar, sabia exatamente o que achava sobre as coisas, que não queria expressar as suas opiniões políticas, até para se salvaguardar, que ajudava quem precisasse. Ela dizia que só os burgueses e intelectuais podiam pensar em revoluções, e o resto das pessoas queria era paz, sossego, uma vida honrada e em segurança”.

Amália “tinha uma profunda admiração por Oliveira Salazar como uma figura paternal, que ia salvar a Pátria, devido ao ambiente conturbado que viveu, mas é, de facto, uma figura muito complexa, e por isso muito interessante”.

Teresa Gentil, que está a fazer um doutoramento sobre Amália Rodrigues, na Universidade Nova de Lisboa, sob orientação da etnomusicóloga Salwa Castel-Branco, defendeu que, para si, “os documentos que Amália deixou foram as canções que foi gravando e que refletem essa personalidade complexa, que tinha muitas perspetivas sobre as coisas”.

Quando lhe foi proposto o projeto pelo CCB, Teresa Gentil contou: “Não imaginava uma exposição de painéis, mas antes uma instalação, e à volta dela vários jogos, desenhei um percurso que termina com um poemário, que é uma farmácia de poemas, onde se escolhem poema como mezinhas”,

Faz parte também da instalação três “cabinas terapêuticas”. “Cada uma com um tema para uma determinada patologia, por exemplo o stress, e as pessoas depois de ouvirem o tema, saem livres de stress e com outra disposição”.

Em cada uma destas cabinas há um texto de autoria de Teresa Gentil, explicando o fado escolhido, "como se fosse uma bula".

 

 

Os temas selecionados são todos compostos por Alain Oulman e fazem parte do álbum “Com que Voz” (1970), que apontou como “um álbum seminal”. São eles “Formiga Bossa Nova", um poema de Alexandre O’Neil, “Maria Lisboa”, poema de David Mourão-Ferreira, fado no qual Gentil salientou que “Amália canta parecendo uma varina rápida e decidida”, e como pronúncia as palavras, “por exemplo, quando diz ‘gata’ parece que se está a espreguiçar”.

O terceiro poema, de José Carlos Ary dos Santos, é “Meu Limão de Amargura”, “para desgostos de amor e problemas de coração, que tem a ver com a perda”, referiu, acrescentando: “Quando estamos tristes, procuramos canções mais tristes porque assim não nos sentimos tão sós, pois há alguém a partilhar essa dor”.

As visitas à instalação são dinamizadas por jovens atores que vestem personagens, entre eles um farmacêutico, e uma apresentadora da Rádio Rodrigues, que "aborda as questões de género e fala do Estado Novo”.

Outras iniciativas são “Chá na Pharmácia – Conversas com música”, registando o gosto de Amália por chá e nas quias participarão Teresa Gentil e Frederico Santiago, que tem recuperado a obra discográfica da fadista; a "Oficina de História Amália", com Bernardo Salgado, que “[nos] conduz pela história de Portugal”, e dois espetáculos musicais.

A estas juntam-se ainda “Assim deveria eu ser”, a partir de “Formiga Bossa Nova”, uma encomenda do CCB/Fábrica das Artes a Catarina Moura, com as vozes e instrumentos de Celina da Piedade, Sara Vidal e Ricardo Silva, e ilustrações e animação de Catia Vidinhas, e "Sou Filha das Ervas – Cantigas para o Coração”, um espetáculo pelo e grupo A Monda Teatro-Música, criado a partir de canções originais de Amélia Muge, com poemas escritos por Amália Rodrigues.

“Pharmácia Amália” está no espaço Fábrica das Artes do CCB a partir de 13 de Fevereiro até 03 de abril.

(NL // MAG - Lusa)

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O pavilhão de Portugal na Expo Dubai 2020, evento que se inicia em 20 de outubro, vai mostrar a arte do azulejo e a calçada portuguesa, tendo uma programação dedicada à lusofonia, desde a morna ao fado.

Estes são algumas das linhas base sobre a futura presença portuguesa na Expo Dubai, que se prolongará por 173 dias e que, na sua parte final, nos primeiros meses de 2021, coincidirá com uma altura em que Portugal já assumirá a presidência da União Europeia.

"O pavilhão de Portugal é um convite para uma viagem pelo país, durante a qual se salienta a nossa capacidade de acolhimento, de inclusão e a nossa modernidade, a par de um legado histórico de respeito", afirmou o comissário-geral na exposição, Celso Guedes de Carvalho, numa sessão que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa, e que contou a com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

Celso Guedes de Carvalho referiu que o pavilhão de Portugal terá no piso superior um restaurante, assim como um terraço (um roof top) para espaço de "diplomacia económica", e que apresentará uma programação na qual se procurará mostrar o caráter universal do país, com uma aposta na música lusófona, como o fado, a morna ou o samba.

Até ao final da exposição, Portugal terá entre outros eventos especiais uma semana dedicada à água e, em conjunto com a Espanha, uma semana dedicada à inovação.

"É importante que o país seja redescoberto pelo mundo", justificou o comissário-geral de Portugal na Expo Dubai 2020, adiantando que a participação portuguesa nesta exposição universal começou a ser preparada já há um ano e meio.

O comissariado nacional espera que, ao longo do evento, o pavilhão de Portugal, que terá um piso de entrada em calçada portuguesa e partes de paredes decoradas com azulejos, seja visitado por dois milhões de pessoas - número que foi atingido na última exposição universal em que o país participou, em Xangai, República Popular da China, em 2010.

 

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Num breve discurso, o presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Luís Castro Henriques, considerou que a Expo Dubai 2020, que deverá receber cerca de 25 milhões de visitantes, "é a montra perfeita para promover Portugal numa região do mundo com grande potencial de crescimento".

O secretário de Estado para a Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, completou que este evento "é uma enorme oportunidade para Portugal partilhar a sua visão sobre a resposta a problemas à escala global", falando então na "sustentabilidade e na mobilidade".

"Julga-se que esta será a maior exposição universal de sempre. Esta é também uma oportunidade para captarmos investimento direto estrangeiro e posicionar as nossas empresas. Queremos competir no mercado internacional pela tecnologia, pela inovação e pelo valor acrescentado", declarou Eurico Brilhante Dias, apontando, depois, que Portugal apresenta taxas de crescimento nos mercados da península arábica na ordem dos 10 por cento.

Eurico Brilhante Dias advertiu, no entanto, que presença portuguesa no Dubai "não se esgotará na sua dimensão económica".

"Daremos particular destaque às nossas dimensões científica, tecnológica e cultural. Queremos mostrar aquilo que somos capazes de gerar", afirmou.

O pavilhão de Portugal para a Expo Dubai 2020 começou a ser construído pela empresa Casais em dezembro passado e a obra deverá estar concluída no final de agosto. O investimento - incluindo a conceção do edifício, a construção, a sua manutenção e operação - deverá atingir os 21 milhões de euros.

(PMF // JPS - Lusa)

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Consulte a página de Argentina Santos do site da Fundação:

www.fmsimoes.com/argentinasantos

 

A fadista Argentina Santos, que hoje morreu aos 95 anos, despediu-se dos palcos em abril de 2015, colocando fim a uma carreira iniciada "por mero acaso" na sua Parreirinha de Alfama, em Lisboa, durante a qual pisou palcos internacionais.

 

A intérprete de 'Chico da Mouraria' foi homenageada no espetáculo 'Gosto da Parreirinha', que foi a sua despedida oficial dos palcos, levado à cena no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O estilo interpretativo de Argentina Santos caracterizava-se "por uma expressividade intensa" que construía "através da ornamentação, da acentuação, da introdução de suspensões longas nas palavras-chave que [preenchia] com melismas cantados em pianíssimo, sobretudo no registo agudo", lê-se na "Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX" (2010).

Nascida a 6 de fevereiro de 1924 no bairro lisboeta da Mouraria, foi na vizinha Alfama que Maria Argentina Pinto dos Santos, de seu nome completo, fez vida e carreira, nomeadamente à frente da casa de fados Parreirinha de Alfama, onde uma vez, na década de 1950, numa tertúlia, lhe pediram para cantar e entrou numa desgarrada "por mero acaso", como contou numa entrevista à agência Lusa.

A Parreirinha de Alfama, onde Argentina Santos era cozinheira, oficialmente, não apresentava fados, mas aconteciam tertúlias, nomeadamente com a participação do fadista Filipe Pinto, e certa vez uns jornalistas fizeram referência aos bons petiscos que ali se serviam e ao fado se cantava.

Esta referência obrigou a fadista a tornar a Parreirinha, que servia refeições aos fragateiros [homens que trabalhavam nas fragatas], um espaço de fado, que inaugurou com o fadista Alberto Costa (1898-1987).

Apesar de vários discos gravados, de ter protagonizado o espetáculo 'Cabelo Branco é Saudade' (2005), de Ricardo Pais, com o qual atuou em vários palcos europeus, e de ter participado no Festival de Edimburgo, numa das entrevistas à Lusa a fadista afirmou que gostava mais de cozinhar do que cantar.

O investigador de fado Luís de Castro, que foi cliente "mais de 50 anos d'A Parreirinha", e amigo da fadista, realçou à Lusa a "excelente gastronomia portuguesa à qual ela dava sempre um toque especial".

Ao seu nome ficam associados fados como 'Chico da Mouraria', 'A Minha Pronúncia', 'As Duas Santas', 'Juras', 'Chafariz d'El Rei', 'Lisboa, Casta Princesa', 'Passeio Fadista', 'Praga', 'História de Uma Velhinha', 'Coração Não Batas Tanto' ou 'As Minhas Horas'.

Uma exposição realizada no Museu do Fado, em fevereiro de 2010, tomou como título 'Argentina Santos - Não sei se Canto se Rezo'.

Na ocasião, Carlos do Carmo, amigo de longa data da fadista, afirmou à Lusa: "Há um contraste no canto da Argentina Santos entre o pregão e a reza. Em dois, três versos existe um pregão que só é de Lisboa, e depois, em absoluto contraste logo a seguir, existe um recolhimento, uma contenção, que parece uma reza".

Luís de Castro afirmou, por seu turno, que o cantar de Argentina Santos era "um autêntico pregão de Lisboa", e realçou "os característicos pianinhos" como "uma mais-valia sua, suspensões em que, em vez de elevar a voz, baixa o tom mantendo a melodia e causando uma atmosfera emocional única".

A mãe de Carlos do Carmo, Lucília do Carmo, foi uma das muitas fadistas que atuou na Parreirinha de Alfama, assim como Berta Cardoso, Celeste Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Mariana Silva, Lina Maria Alves e Beatriz da Conceição.

Luís de Castro, fazendo notar o seu empenho empresarial, confidenciou: "a Argentina nunca tinha apenas um artista vedeta no seu elenco, mas sempre dois ou três, além dela própria".

O estudioso de fado recordou ainda que a Parreirinha "foi uma rampa de lançamento de muitos artistas", e citou os nomes de António Mourão, Fernanda Maria, Maria da Fé e Maria Armanda.

"Além da grande fadista de referência, é uma enorme mulher que triunfou sem pisar ninguém", sublinhou por seu turno Carlos do Carmo.

Até à década de 1990, a fadista circunscreveu as suas atuações, essencialmente, à sua casa de fados, "embora fosse a muitas matinés fadistas no Café Luso", referiu Luís de Castro.

 

 

A sua estreia discográfica data de 1958, através do editor Manuel Simões (1917-2008), da etiqueta Estoril, o seu primeiro álbum saiu em 1978,'Chafariz d'El Rei' (Riso & Ritmo), o último álbum foi editado em 2002 pela CNM, de Nuno Rodrigues. Em 2009 participou no álbum de Filipa Cardoso, com quem gravou 'Fado da Herança', e nesse ano, Argentina Santos sofreu um acidente vascular cerebral, o que a levou a afastar-se dos palcos.

O Museu do Fado escreveu que, ao confinar grande parte do seu percurso à Parreirinha de Alfama, Argentina Santos "fez também da sua casa uma autêntica oficina de fados, cenário de afetos e palco da cumplicidade criativa de poetas, músicos e fadistas".

Em 1994 pela mão do encenador Ricardo Pais com o espetáculo 'Raízes e Paixões' começou a pisar outros palcos, como o do Teatro Nacional S. João, no Porto, Queen Elizabeth Hall, em Londres, ou o da Cité de la Musique, em Paris. Com Ricardo Pais, voltou a participar no espetáculo encenado de fado, 'Cabelo Branco é Saudade' (2005).

Em 1995, Argentina Santos, com o fadista Carlos Zel (1950-2002) e o guitarrista Pedro Caldeira Cabral, participou no Festival de Edimburgo.

Em termos internacionais, Argentina Santos cantou no Brasil, em S. Luís do Maranhão, em 1995, a convite do músico Pedro Caldeira Cabral, e em S. Paulo, em 1999, na Casa de Portugal, com Carlos do Carmo, deslocou-se também à Grécia, França, Holanda, Reino Unido, Espanha e Itália, onde foi tornada patrona da Academia do Fado em Racanati, e foi homenageada em Ascona.

A criadora de 'Vida Vivida' recebeu, em 2005, o Prémio Amália Carreira, e a sua casa de fados, nesse mesmo ano, foi distinguida com o troféu para Casas de Fado/Casa da Imprensa entregue na Grande Noite do Fado de Lisboa, no Teatro S. Luiz, onde no dia 02 de julho de 2010, numa homenagem recebeu a Medalha de Ouro da cidade de Lisboa.

O Museu do Fado homenageou a fadista em novembro de 1999, tendo na altura recebido uma medalha de louvor da Câmara de Lisboa, e a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado distinguiu-a com um diploma de Sócia de Mérito.

Em 2013 a fadista foi condecorada pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, com a comenda da Ordem do Infante.

 

Fonte: Notícias ao Minuto / Lusa



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