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Lenita Gentil tem um novo álbum, “diversificado”, tendo gravado temas que nunca projetara fazer, como “Tia Macheta”, criação de Berta CardosoO álbum intitulado “Lenita” é produzido pelo músico Jorge Fernando, que também a acompanha à viola, e no qual recria alguns temas dos repertórios de fadistas que são referências suas, como Amália Rodrigues, Lucília do Carmo ou Berta Cardoso, ao lado de inéditos como “Mais Nada do Que Nada”, de autoria de Jorge Fernando, e “Lágrima”, de Roque Ferreira.

Entre os músicos com quem gravou, Lenita Gentil é acompanhda por Bruno Chaveiro, na guitarra portuguesa, e  conta ainda com as participações de Jorge Fernando, na viola, do guitarrista Custódio Castelo, na interpretação de “Rosa Caída” (Joaquim Borges/Joaquim Campos), e do violinista António Barbosa, que a acompanha em “Rasga o Passado”, um poema de Sidónio Muralha.

Do grupo de músicos com quem gravou fazem ainda parte Marino de Freitas, na viola baixo, e Pedro Jóia, na guitarra clássica, com quem gravou “Gracias a la Vida”, de Violeta Parra, o único tema em espanhol deste CD.

“Este é um álbum muito diversificado, um álbum de fado, mas diferente, pois de fado para fado há sentimentos diferentes e diversos, aliás, como é próprio do fado que expressa os mais distintos sentimentos e estados de alma”, disse Lenita Gentil, que começou a cantar aos 16 anos, aos microfones dos Emissores do Norte Reunidos.

A intérprete destacou o papel de Jorge Fernando como produtor e acompanhador, e referiu que gravou “temas que não imaginaria como ‘Tia Macheta’”.

“Tia Macheta”, de Linhares Barbosa e Manuel Soares, é uma criação de Berta Cardoso, uma figura de referência na história do fado.

Quanto ao disco, a intérprete disse que reflete a sua carreira, de quase 50 anos, e também a sua própria maneira de estar: “o fado é isso mesmo, é como somos e daí ser sempre tão diferente”.

Do repertório de Lucília do Carmo, Lenita Gentil gravou “Foi na Travessa da Palha” (Gabriel de Oliveira/Frederico de Brito), do de Ada de Castro “Rosa Caída”, do de Maria Valejo “Gota Abandonada” (Mª. de Lurdes de Carvalho/Martinho d’Assunção) e de Amália, entre outros, “Cuidei que Tinha Morrido” (Pedro Homem de Mello/Alain Oulman).

Para Lenita Gentil “não há quaisquer preconceitos” em recriar temas dos repertórios de outros intérpretes, pois, argumentou, “cada um imprime ao tema o seu carisma, a sua vivência, e interpreta-o hoje, à luz das suas próprias circunstâncias”.

“Flor de Verde Pino” (Afonso Lopes Vieira/Carlos Gonçalves) é um dos ‘singles’ do álbum, que totaliza 11 faixas.

Lenita Gentil, que lidera atualmente o elenco da casa de fados O Faia, em Lisboa, participou em vários festivais nacionais e internacionais, venceu, entre outros, o da Costa Verde e o de Aranda del Duero.

O Museu do Fado destaca “a versatilidade” como “uma das características que marcam a sua carreira e que passa não só pelo fado, como também pela música ligeira, marchas populares e o repertório hispano-americano”. Lenita Gentil fez teatro e conta com uma participação no cinema, no filme “Os Toiros de Mary Foster” (1972), de Henrique Campos. Entre os vários galardões que recebeu, conta-se o Prémio de Melhor Cançonetista em 1967, pela Casa da Imprensa, o Prémio Amália Rodrigues/Melhor Disco de Fado, em 2006, e a Medalha de Ouro de Lisboa, em 2012.

 

 

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“Páginas Esquecidas”, de Agostinho da Silva, resgata textos que o autor publicou entre 1939 e 1944, de caráter pedagógico, e que o levaram a ser preso pela polícia política da ditadura, em 1943.

“Os textos aqui reunidos são os que deram a conhecer Agostinho da Silva aos portugueses naquela época, e os que o levaram a ser preso no Aljube [em Lisboa], em junho de 1943, pela polícia política [PIDE], e [por que] ele se autoexila, no Brasil, um ano depois”, afirmou à agência Lusa o investigador António Cândido Franco, cita o DN.

“Aquilo que está presente neste livro diz respeito a um período relativamente curto da vida de Agostinho da Silva, de 1939 a 1944, que foi, todavia, crucial na vida dele, e é o momento em que vai de Portugal para o Brasil, em 1944”, cita o DN.

Sobre os textos, agora publicados, António Cândido Franco afirmou que “se pode dizer que são semi-inéditos, pois tinham sido apenas publicados em folheto, que na altura foi muito popular, mas que não teve reedições”. “Não são [textos] políticos ou de grande perigo social, nada disso", disse à Lusa. "São [textos] banais, são sobre o cristianismo, o sol, a lua, Beethoven, van Gogh, ou escritores como Dostoievski”.

“Aparentemente são textos muitos banais, mas representavam um tipo de pedagogia, que se manifestou perigosa para um tipo de regime que, evidentemente, não estava disposto, a aceitar que o ensino se fizesse fora do âmbito que ele controlava e dominava. É pois um caso muito curioso de alguém que é preso por escrever textos sobre van Gogh ou Beethoven”, afirmou o investigador.

Os textos de "Páginas Esqueciads" não sendo inéditos, “são uma matéria muito nova”, pois estiveram “esquecidos” durante 80 anos, realçou à Lusa o investigador António Cândido Franco, do Instituto de História Contemporânea, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A obra, com fixação de texto, seleção, introdução e notas da investigadora Helena Briosa e Mota, recupera um conjunto de publicações editadas, “Os Cadernos”, de Agostinho da Silva, que ficaram por reeditar, apesar das muitas outras reedições e edições que houve do autor, incluindo “uma obra próxima daquilo que se chama 'Obra Completa', mas estes textos nunca foram integrados”, disse o investigador da Universidade Nova.

António Cândido Franco realçou o trabalho de investigação e estudo de Helena Briosa e Mota, da Universidade de Trás-os-Montes, que qualificou como “muito meticuloso e rigoroso, e ao mesmo tempo apaixonado, de grande dedicação, um bom exemplo de como editar Agostinho da Silva”. “Um excelente contributo” para um melhor conhecimento da sua obra, defendeu.

António Cândido Franco, autor de uma biografia de Agostinho da Silva, “O Estranhíssimo Colosso” (2015), reconhece que o filósofo está um pouco arredado do público em geral, num tempo “em que aquilo que se lê são coisas muito imediatas”, e questiona, “quem terá lido uma linha ou um sermão do padre António Vieira?”.

“Vivemos uma época e uma sociedade que não ajudam a que pessoas da craveira, da qualidade, da profundidade e da reflexão de um Agostinho da Silva possam passar por ser populares, o que não quer dizer que, ainda hoje, a maioria das pessoas não tenha consciência que de facto, quando se fala de Agostinho da Silva, falamos de um pilar da cultura portuguesa”, disse.

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