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O Dia Internacional dos Museus é assinalado hoje no Museu da Música, em Lisboa, por um recital da violoncelista Maria José Falcão, que vai tocar o violoncelo Stradivarius Chevillard-Rei de Portugal, acompanhada pela pianista Anne Kaasa.
O recital, às 18:00, é o segundo concerto do ciclo "Um Músico, Um Mecenas", que se iniciou no passado dia 13, com o guitarrista António Chaínho.
O violoncelo Stradivarius é datado de 1725 e está classificado como Tesouro Nacional. O instrumento pertenceu ao Rei D. Luís (1838-1889), que tocava violoncelo, e é o único instrumento com a assinatura do construtor Antonio Stradivari existente em Portugal, tendo sido também conhecido por “Violoncelo Chevillard”, por ter pertencido ao violoncelista belga Pierre Chevillard (1811-1877).
Este instrumento tem “a famosa forma ‘B’, a mais célebre entre as diferentes utilizadas por Antonio Stradivari, utilizada de 1707 a 1726, o período de ouro do construtor” de Cremona, em Itália, explicou o Museu.
Em 2014, por ocasião do Dia Mundial da Música, 01 de outubro, o violoncelo Stradivarius foi tocado pelo violoncelista russo Pavel Gomziakov, que entretanto também o utilizou na gravação dos concertos de Joseph Haydn, com a Orquestra Gulbenkian, para a editora Onyx Classics.
Anne Kaasa toca um piano de cauda Bechstein, de 1925.
O programa do recital é constituído pela Sonata n.º 6 em Lá Maior (realização da parte de piano por Alfredo Piatti), de Luigi Boccherini, Introdução e Polaca Brilhante, de Frédèric Chopin, e a Sonata em Lá Maior, de César Franck.
Maria José Falcão iniciou os estudos musicais aos seis anos, na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, em Lisboa, tem o diploma do Curso Superior do Conservatório Nacional de Lisboa tendo prosseguido o aperfeiçoamento em Paris, com o violoncelista Paul Tortelier. Por duas vezes foi distinguida com o Prémio Guilhermina Suggia.
Foi primeiro violoncelo da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional e da Orquestra Gulbenkian, de 1976 a 1990 ocupou o lugar de violoncelo solo na Orquestra de Câmara de Lausanne e, simultaneamente, foi professora de violoncelo no Conservatório de Música desta cidade suíça.
De 1990 até 2015, foi primeiro violoncelo na Orquestra Gulbenkian e professora no Conservatório Nacional de Lisboa.
A norueguesa Anne Kaasa, a residir em Portugal, foi apontada pela antiga revista francesa Le Monde de la Musique como “uma pianista que se destaca no abundante mundo de solistas pela profundidade das suas interpretações, pela fluidez do seu discurso musical e pela delicadeza do seu ‘toucher’”
Apresentou-se como solista com diversas orquestras, entre as quais a Orquestra Gulbenkian, a Sinfónica Portuguesa, a Orquestra de la Comunidad de Madrid, a Orquestra Nacional do Porto, a Filarmónica de Baden-Baden e a Orquestra de Câmara de Florença.
O próximo concerto deste ciclo realiza-se no dia 10 de junho, e é protagonizado por Helena Raposo, que toca numa tiorba Buchenberg de 1608, e pela soprano Orlanda Velez Isidro, interpretando composições de John Dowland, Henry Purcell, Giulio Caccini e Claudio Monteverdi.

Foto: RTP/FMS

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