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Uma biografia do toureiro Manuel dos Santos (1925-1973), que na década de 1950 atuou na Indonésia para mais de 88.000 pessoas, é publicada, de autoria do seu filho, Manuel Jorge Díez dos Santos.
“Manuel dos Santos - O homem e o toureiro” traça o percurso de “um homem nascido num modesto pátio lisboeta que veio a tornar-se um ídolo e a levar além-fronteiras o nome de Portugal e da Golegã, sua terra adotiva”, disse à Lusa fonte editorial, cita o Diário Digital.
Sobre o toureiro afirmou o escritor Alves Redol (1911-1969): "Comecei por admirá-lo nas arenas, pela galhardia, arte e pundonor do seu toureio. A vida aproximou-nos e hoje admiro também o homem, talvez porque vimos ambos da mesma gente, humilde, corajosa e pura".
A obra, com a chancela da Edições Castelão, é amplamente ilustrada com recortes de jornais da época e por fotografias do toureiro, que a 03 de junho de 1951 foi preso por ter matado um touro na praça do Campo Pequeno, em Lisboa. A lei portuguesa não previa, na época, exceção à proibição da morte dos touros na arena.
Manuel dos Santos “começou a ganhar a vida como aprendiz de barbeiro, mas ousou sonhar e, pela sua arte, valor e sangue derramado, atingiu, como toureiro, um lugar cimeiro a nível nacional e internacional”, segundo fonte editorial.
Manuel dos Santos iniciou a carreira como novilheiro, em junho de 1947, na praça de Badajoz. A alternativa de matador de toiros aconteceu na Cidade do México, em dezembro de 1947, tendo tido como padrinho Fermín Espinosa “Armillita”. Na ocasião ficou ferido na arena, ao partir um fémur, e voltou a tomar alternativa como matador na Real Maestranza, em Sevilha, no sul de Espanha, em agosto do ano seguinte, sendo apadrinhado Manuel Jiménez Morebo “Chicuelo”.
Tendo atuado em Portugal e no estrangeiro, o matador de touros protagonizou o filme “Sol e toiros”, de John Bucks, estreado em 1949, em que contracenou com Leonor Maia, Anna Paula, Érico Braga e Costinha, entre outros, e ainda as fadistas Amália Rodrigues e Fernanda Batista, que interpretou em sua homenagem o “Fado toureiro”.
“Foi o principal empresário tauromáquico do seu tempo e também um ganadeiro de sucesso”, segundo a mesma fonte. Em 1953, depois de algumas complicações de saúde, retirou-se das lides.
Regressou mais tarde, na década de 1960, para atuar com menor frequência, sobretudo em corridas de beneficência. Dirigiu a sociedade gestora do Campo Pequeno.
Morreu num acidente de automóvel, em 1973, aos 48 anos.
“Conservou sempre a simpatia, generosidade, humildade e respeito pelo público que contribuíram para fazer dele uma das figuras mais populares e admiradas em Portugal, nos meados do século XX. Despertou ódios e paixões e marcou uma época”, rematou a mesma fonte.

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