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Isabel Castanheira, autora de “As Caldas de Bordalo”, considera que as Caldas da Rainha deviam reconhecer Rafael Bordalo Pinheiro como seu e prestigiar a memória do artista e industrial.

Referindo-se ao seu livro, editado pela Arranha-Céus, Isabel Castanheiro afirmou: "É um passeio comigo, com o artista, e um amigo dele, que foi cronista da região oeste do século XIX, pelas Caldas da Rainha".
“Desde 1927, quando se inaugurou, no parque D. Carlos, um busto de Bordalo Pinheiro, nada mais se fez para homenagear a memória deste grande artista, que nós caldenses devíamos reconhecer como nosso”, disse a autora, antiga livreira na cidade e que, desde há muitos anos, investiga o universo “bordaliano”.
Rafael Bordalo Pinheiro chegou de comboio às Caldas da Rainha em 1884, para construir uma fábrica de cerâmica, e aqui viveu praticamente até morrer, em 1905. A cidade devia honrar este artista tão criativo”, realçou.
Na obra, a autora interroga: “Algum dia as Caldas assumirão Bordalo como artista e homem caldense?”.
Isabel Castanheira não esconde o seu fascínio por aquele que dirigiu o jornal satírico A Paródia e que foi criador da figura do “Zé Povinho”, entre outros moldes que continuam hoje a ser fabricados, como as peças para mesa inspiradas em vegetais, frutas e legumes, ou os pratos de recorte manuelino.
“Este livro é a minha homenagem a um homem que gozou a vida e os seus prazeres, que mostrou ser um adversário implacável dos seus inimigos, leal com os amigos, que amou, sofreu e chorou, e que, a respeito de tudo, soube rir e fazer rir 'a bandeiras despregadas' do ridículo, desprezou a mesquinhez e glorificou a beleza”, afirmou Castanheira.
A obra, disse a autora,citada pelo Diário Digital, “é um passeio pela cidade com Bordalo Pinheiro, e o seu amigo íntimo, que foi padrinho do seu casamento, Júlio César Machado, pelas ruas da cidade das Caldas da Rainha, reconhecendo as obras do artista e o espaço com ele relacionados”.
“São os passos de Bordalo pela cidade, mas, nesta caminhada, há também as pausas, e estas, na obra, são os comentários e crónicas que, sobre Bordalo, escreveram os seus contemporâneos”.
“As Caldas de Bordalo”, obra profusamente ilustrada a cores, com peças do artista, "fac-simile" de documentos e fotografias, é publicada pela editora Arranha-Céus e, segundo Isabel Castanheira, “evoca um memorável tempo, em que Rafael [Bordalo Pinheiro] viveu na cidade, transmitindo pequenos espaços de memória, contemporâneos ou não, evocativos dessa sua estada”.
“São pequenos e fátuos sinais, escondidos na cidade, que nos propomos descobrir. Despretensiosas lembranças, ignoradas pelo transeunte apressado, algumas delas em grave risco de desaparecimento, tal o seu estado de deterioração, devido mais ao esquecimento e à ingratidão dos homens do que à inexorável passagem destruidora do tempo”, afirmou a autora, antiga proprietária da Livraria 107, que encerrou em 2011.

 

 

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