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O festival de música Terras Sem Sombra, que decorre de fevereiro a julho, no Alentejo, visa "corrigir assimetrias no acesso à música, que é um direito inalienável", salientou o seu director geral, José António Falcão.

O responsável citou o pianista Adriano Jordão e afirmou: "Assim como temos direito a uma habitação condigna, assim como temos direito à água, à qualidade de vida, à saúde, à educação, que são direitos constitucionais, também temos direito à cultura e, como é neste caso, ao património musical de grande qualidade".

O festival, que cumpre este ano a sua 14.ª edição, abre a 17 de fevereiro, na Vidigueira, e, até junho, percorre um total de dez concelhos alentejanos.

"Pretendemos estabelecer o Alentejo como um destino privilegiado de arte e natureza, que esteja integrado nas principais rotas europeias neste âmbito", acrescentou, afirmando que, neste sentido, a Hungria, país-convidado do festival "é um exemplo".

Este ano o Terras Sem Sombra acontece em Vidigueira, Serpa, Odemira, Mértola, Ferreira do Alentejo, Elvas, Barrancos, Sines e Santiago do Cacém.

Sara Fonseca, diretora executiva do festival, afirmou que a contribuição financeira de cada município "ronda entre os 8.000 e os 10.000 euros", mas realçou os diversos apoios, nomeadamente logísticos, o que "duplica ou até triplica" essa participação, além do "constante apoio", cita o Portal Sapo.

"O apoio das autarquias é essencial", frisou José António Falcão, sem o qual, disse, o festival não seria possível, e referiu também os apoios da Direção Regional de Cultura do Alentejo, e da entidade regional de Turismo.

A embaixadora da Hungria em Lisboa Klára Breuer disse que a participação do seu país no certame representa um investimento de 20.000 euros. "A Hungria é um país musical", disse a diplomata, que considerou o Terras Sem Sombra "uma excelente oportunidade de dar a conhecer" a música e a cultura magiares.

Na edição do ano passado, em que foi Espanha o país convidado, a Hungria apresentou em Castro Verde a ópera "O Castelo do Barba Azul", de Béla Bartók.

Sobre a ligação à Hungria, o diretor geral do festival, José António Falcão, realçou "o passo de gigante" que representa a participação da Academia de Liszt, de Budapeste neste festival, assim como o Instituto de Musicologia da Hungria, e lembrou o "método Kodaly", implementado na Hungria no ensino da música.

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A programação da 14.ª edição do Terras Sem Sombra - https://festivalterrassemsombra.org/es/musica/ - é dirigida artisticamente pelo crítico musical Juan Ángel Vela del Campo, pela quarta vez consecutiva.

O Festival Terras Sem Sombra tem previstos concertos e outras iniciativas, relacionadas com a biodiversidade e com o património, em Ano Europeu do Património Cultural.

Este ano, no âmbito da biodiversidade, estão programadas ações sobre a particularidade vitivinícola na Vidigueira, cuja tradição remonta ao Império Romano, as oliveiras multisseculares de Serpa, a biogeodiversiadde do cabo Sardão, em Odemira, ou sobre uma planta que só existe no Alentejo, a "Linaria Ricardoi", em Ferreira do Alentejo.

No âmbito do património cultural, surgem iniciativas sobre soror Mariana Alcoforado, em Beja, a arte manuelina do convento de Santo António, em Serpa, a antiga vila de Noudar, em Barrancos, ou a proposta de um panteão para Vasco da Gama, no convento de N. S. das Relíquias, na Vidigueira, sendo o navegador que descobriu o caminho marítimo para a Índia, em 1498, também tema da visita patrimonial em Sines.

O concerto inaugural, de música sacra, é protagonizado pelo coro de câmara húngaro Vaszy Viktor, dirigido pelo maestro Sándor Gyüdi, que irá interpretar peças de compositores do século XIX ao atual, incluindo, entre outras, obras de compositores contemporâneos magiares como Péter Tóth, Máté Bela, e Péter Zombola.

Os três últimos concertos da programação são em junho, no dia 02, em Barrancos, intitulado "All'Orgarese", pelo Ludovice Ensemble, sob a direção de Fermando Miguel Jalôto, no dia 16, em Sines, protagonizado pelo pianista Artur Pizarro, vencedor do Prémio Vianna da Motta em 1987, que apresentará um programa constituído por obras de Liszt, Schumann e Bach, e o último, no dia 30, em Santiago do Cacém, “Fragmentos Vitais: Kurtág e a sua circunstância”.

Em maio, no dia 05, as Vozes Corsas-Barbara Furtuna apresentam “O Canto na Ilha da Liberdade”, na igreja de Santa Maria, em Beja.

O diretor artístico do Festival, Vela del Campo, disse que "o canto corso está profundamente unido ao cante alentejano".

A entrega do Prémio Internacional Terras Sem Sombra acontece, como tradicionalmente em Sines, em julho.

 

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