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 Alina Vaz 

O Teatro Experimental do Porto (TEP), a celebrar 63 anos, homenageia os atores Alina Vaz, Cecília Guimarães e Luís Alberto, o ator, cenógrafo e figurinista Fernando Filipe e, a título póstumo, o ator Mário Jacques.

Os homenageados são distinguidos com o título de “sócio honorário”, pelo “brilhantismo das suas carreiras, pelo trabalho desenvolvido no TEP e no contexto do teatro português”, explicou à Lusa Júlio Gago, atual presidente da mesa da assembleia-geral do teatro, do qual foi diretor e presidente durante 24 anos, até março de 2015.
A homenagem acontece no próximo dia 18, às 16:00, no salão nobre do Teatro Nacional de S. João do Porto, palco onde o TEP apresenta, a partir de quinta-feira, “Nunca mates o mandarim”, adaptação de Rui Pina Coelho, da novela de Eça de Queirós, com encenação de Gonçalo Amorim.
“Habitualmente o TEP só homenageia pessoas vivas, que foram de facto relevantes, e com a distância histórica suficiente para se avaliar o seu contributo inestimável, como os dos homenageados este ano”, disse Júlio Gago à agência Lusa. Mário Jacques morreu em janeiro do ano passado, mas já estava decidido "atribuir-lhe o título de sócio honorário, que será entregue aos seus familiares”.
Júlio Gago lembrou ainda que “Cecília Guimarães e Luís Alberto chegaram a trabalhar no TEP, com o encenador António Pedro".

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 Cecília Guimarães 


Cecília Guimarães iniciou carreira no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa, e estreou-se no cinema, em “O primo Basílio”, de António Lopes Ribeiro, em 1959, ano em que também chegou à televisão, à rádio e que, a convite de António Pedro, fez parte do elenco de “O crime da aldeia velha”, de Bernardo Santareno, no TEP.
Em 1994 protagonizou “A paixão do jardineiro”, de Jean-Pierre Sarrazac, na encenação de Fernando Mora Ramos, para o TEP.
Alina Vaz estreou-se nos palcos ainda estudante no Conservatório Nacional e, à sua formação, juntou um estágio com o encenador inglês Peter Brook. Fez parte do Teatro do Povo, de Francisco Ribeiro (Ribeirinho), do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Experimental de Cascais, da Companhia da Estufa Fria, da Comuna, da Seiva Trupe e do Teatro Monumental, a par do trabalho em televisão e cinema.
No TEP, na temporada 1965/1966, destacou-se em peças como "Auto da feira" e "Auto da Barca do inferno", de Gil Vicente, com encenação de Carlos Avilez, "A grande cólera de Philippe Hotz", de Max Frisch, e "O assassino de Macário", de Camilo Castelo Branco, por João Guedes, ou "A maluquinha de arroios", de André Brun, que também protagonizou, no filme de Henrique de Campos.
Com "Auto da Índia", encenado por Xosé Blanco Gil, pelo Teatro Ibérico, recebeu o Prémio de Melhor Atriz, no Festival Cervantino, no México.

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 Luís Alberto 


Luís Alberto entrou no TEP em 1962, tendo feito espetáculos para itinerância, no início, seguindo-se "papéis exemplares", segundo o TEP, como em "Falar verdade a mentir”, de Garrett. Contracenou com Alina Vaz em “O cavalinho azul” e “A Maluquinha de Arroios”.
“A sua maior interpretação na companhia foi como protagonista de ‘O tempo e a ira”, de John Osborn”, disse Júlio Gago.
Fernando Filipe foi ator, aderecista, contra-regra, cenógrafo e figurinista. Além do ensino, a sua atividade estendeu-se ao cinema e televisão, também como ator.
Mário Jacques iniciou a carreira no TEP, em 1960, depois de uma curta passagem pelo Grupo de Teatro Moderno, no Porto. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou em Estrasburgo e com os encenadores franceses Roger Planchon e Georges Wilson.
Entre outras peças, entrou em “Conhece a via láctea”, de Karl Wittlinger, talvez “a sua mais notável interpretação na companhia”, segundo Júlio Gago. Em 1978, no TEP, encenou uma versão polémica, na época, de “Frei Luís de Sousa”, de Garrett.
A atuação em “Quem tem medo de Virgina Woolf”, de Edward Albee, valeu-lhe o Prémio de Interpretação Masculina Palmira Bastos/António Silva.

Foto: A.P./Sapo.pt//FMS

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