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O novo álbum do fadista Duarte, “Sem dor nem piedade”, que o intérprete apresenta como “fados para uma relação acabada em quatro atos”, é editado hoje.

O álbum é constituído exclusivamente por poemas de autoria de Duarte, com exceção de “Sete esperanças, sete dias”, de Manuel Andrade, que o fadista interpreta na melodia tradicional do Fado Cravo, de Alfredo Marceneiro.
As melodias tradicionais são aliás, o traço comum deste álbum, o terceiro da carreira de Duarte. Exceções às melodias tradicionais, contam-se, “Vai de roda”, música de Duarte, que com Carlos Manuel Proença fez a composição para "Rosas”, dupla que assina a melodia de “Quadras dum dia sozinho”, e ainda Tozé Brito, que compôs a música para “Gaiata dos beijos doces”.
O CD abre e encerra com a declamação de um poema pelo ator Albano Jerónimo, abrindo com “Não é mãe” e encerrando os quatro atos, em que divide o trabalho discográfico, com “Pois é, está bem”.
O primeiro fado do primeiro ato, “Desassossego”, que interpreta no fado Tamanquinhas, de Carlos Neves, o fadista, de 27 anos, traça o mote do álbum, afirmando que “foi sempre um desassossego/inquietação delirante/um labirinto de enredos”.
Faz parte deste ato “Fado escorpião”, que canta no fado Meia-Noite, de Filipe Pinto, um dos poucos temas que o fadista antecipou em atuações, nomeadamente durante a temporada de sete espetáculos que realizou em dezembro último, no Vingtième Théâtre, em Paris.

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No fado com que abre o segundo ato, “Sextilhas dum dia sozinho”, que canta no Fado Tia Dolores, de José António Sabrosa, Duarte afirma: “Estou farto dos pós-modernos/das relações desprendidas/ das certezas formatadas”. Neste mesmo fado, atesta: “Há tanta gente sem casa/e tanta casa sem gente”.
Em declarações à Lusa, citadas pelo Notícias ao Minuto, o fadista afirmou que “levou tempo a decidir dar este passo, depois de ter batido à porta de várias discográficas, sem sucesso, por não querer fazer concessões, em termos do conceito do projeto”.
“Na arte não há espaço para facilitações, tem de se a aceitar tal como ela nos surge em criação e reflexão. Não se fazem concessões”, afirmou.
A produção musical do CD é de Carlos Manuel Proença, detentor de um Prémio Amália, e que já produziu, entre outros, os álbuns de Maria Amélia Proença, Pedro Moutinho e Luísa Rocha.
Duarte é acompanhado por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, Daniel Pinto, na viola baixo, e ainda Tomás Pimentel e Diogo Pedro, no fliscorne, Xavier Ribeiro e Diogo Costa, no trombone, Ricardo Dias, no acordeão, e Vicky Marques, nas percussões.
Duarte, natural de Évora, fez parte da Tuna Académica da Universidade local, de 1998 a 2003. Em 2004, com 23 anos, editou o primeiro álbum, “Fados meus”, e em 2006 recebeu o Prémio Amália Revelação. Nesse mesmo ano editou o tema “Dizem que o meu fado é triste”, que faz parte do CD antológico “Fados do Porto”, inserido na coleção celebrativa “100 anos do fado”. Em 2009 revelou o segundo álbum, "Aquelas coisas da gente”.
Antes da temporada em Paris, em outubro último, cumpriu uma digressão por cinco palcos no Estado norte-americano de Massachusetts, que incluiu ‘workshops’ sobre fados em algumas universidades.
Atualmente canta, regularmente, no restaurante típico Senhor Vinho, em Lisboa, da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo.

Fotos: Vachier/FMS

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