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"Rostos de Timor" em Alcochete

por FMSimoes, em 15.09.14

 

 

O fotógrafo António Cotrim apresenta em Alcochete, ampliada, aquela que foi a sua primeira exposição individual, “Rostos de Timor”A mostra, patente na Biblioteca Municipal de Alcochete, é composta por 24 fotografias. A primeira versão desta exposição foi apresentada em Lisboa, no Centro Nacional de Cultura, em outubro de 2011, esteve, entretanto, exposta, entre outros espaços, na galeria do café Santa Cruz, em Coimbra, na galeria Municipal de Vila Nova de Ourém, e em julho último no Museu de Arte Sacra de Fátima.

A “marca de sofrimento e ao mesmo tempo de esperança” que o fotojornalista AntónioCotrim encontrou nos rostos que fotografou em 2007 em Timor-Leste fez surgir a ideia de realizar esta exposição, como afirmou o fotógrafo à imprensa em 2011.

A exposição inicial “Rostos de Timor” era constituída por doze fotografias a cor, de rostos de timorenses que António Cotrim captou durante uma reportagem da Agência Lusa na região de Baucau. Atualmente são 24 fotografias e aos rostos captados em Baucau, juntam-se os de Dilí.

António Cotrim começou a trabalhar na área da comunicação social em 1974 tendo passado pelas agências noticiosas Lusitânia, ANOP, Notícias de Portugal e, atualmente, Lusa. Colaborou também com o semanário Tal & Qual e com o desportivo O Record.

Referindo-se à reportagem feita em 2007 afirmou: “O que mais me marcou em Timor foi o povo que, após longos anos de sofrimento, enfrenta o dia a dia com um sorriso nos lábios, e marcou-me imenso a alegria do povo de Lorosae por ouvir e falar português”.

No texto que acompanha a exposição lê-se: “As fotografias de António Cotrim revelam a capacidade de fixar uma imagem que emociona, que nos afeta e comove. Um rosto que surge definido e luminoso na sagacidade de quem captou o instante”.

O fotógrafo foi já distinguido com duas menções honrosas, uma do Clube Português de Imprensa, na categoria de fotorreportagem, em 2001, e outra do Prémio Europeu de Fotografia Fujifilm, na categoria de desporto, em 2004.

A mesma nota refere que o “talento e trabalho” de António Cotrim têm sido “reconhecidos com a publicação de fotografias de sua autoria em vários livros, folhetos, catálogos e postais, sem contar com as inúmeras edições em jornais e revistas, tanto nacionais como internacionais”.

Quanto à experiência profissional de Timor-Leste, o fotógrafo afirmou que guarda “com gratidão” a memória “de um povo que, nada tendo, não hesita dar o coração para acolher quem o visita”.

Foto: Sapo/FMS

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