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O romance “O cassador de muros”, de Ana Filomena Amaral, publicado em outubro do ano passado, vai ser traduzido em cinco línguas, no âmbito do projeto europeu “Participação dos refugiados na vida social”.

O projeto integra cinco países da União Europeia e vai ser coordenado pela Turquia, disse à Lusa a escritora, adiantando que o seu romance vai ser traduzido para turco, neerlandês, italiano, inglês e norueguês, seguno o Notícias ao Minuto.
A iniciativa “Participação dos refugiados na vida social” visa abordar questões relacionadas com pessoas que são obrigadas a abandonar o seu país e a deixar as suas casas devido às guerras, crenças religiosas, orientação sexual, ideias políticas, etnia, ou racismo, explicou a escritora.
Nas vésperas da apresentação do romance, em outubro do ano passado, a autora afirmou que este “alerta para os muros que existem e matam, diariamente, milhares de seres inocentes, muros que roubaram o futuro de gerações e gerações".
O projeto de tradução do romance para cinco idiomas surpreendeu a escritora, que ficou “muito contente sobretudo por ser enquadrado num projeto relacionado com refugiados e assim poder cumprir alguns dos objetivos deste livro que é contribuir para a denúncia das tragédias humanas que se vivem nos países onde os muros, [e] as guerras”.

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Ana Filomena Amaral


“A violação dos direitos humanos existem, tanto mais que, novos muros se erguem, contra as minhas expectativas já que estamos perante um recuo civilizacional sem precedentes”, sublinhou
“Queremos recuar à Idade Média, já não digo mais, e viver em castelos muralhados para nos defendermos dos nossos inimigos? E o que fazemos a tanto avanço tecnológico e científico, procuramos a imortalidade e recuamos nos valores humanistas que nos definem, como dizia Stephen Hawking, não são os robots que devemos temer mas o capitalismo, e agora digo eu, que nos conduziu a uma visão do mundo em que o individualismo, o egoísmo, a ganância e a cobiça prevalecem”, afirmou Ana Filomena Amaral.
“O que fazer com esta desdignificação, desumanização, materialização da vida?! Penso que é cada vez mais necessária uma literatura de intervenção, que combata a ignorância que permite e gera a tirania e a ditadura, uma literatura comprometida com a sociedade em que vivemos, não inócua, mas combativa, lutando por causas, pugnando por um mundo melhor para todos, servindo os outros para, como dizia Maria de Lourdes Pintasilgo ‘cuidar o futuro’”, rematou.
Alberto, um jornalista que assistiu à queda do Muro de Berlim há 25 anos, e que foi tema do romance de estreia da autora, "Uma porta abria-se a fogo" é o protagonista de “O cassador de muros”.
"Cansado da profissão, decide então, tornar-se um 'cassador de muros', dos muros espalhados pelo mundo no sentido de os neutralizar, acabar com eles, e percorre os cinco continentes".
Com este projeto de tradução “pretende-se contribuir para uma melhor compreensão dos direitos legais, de saúde, educação, habitação, através de atividades sociais, culturais e artísticas. Será [assim] destacada a cultura da diáspora de refugiados”, explicou a autora.

Foto: C.P./FMS

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