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Rodrigo atua no Centro Cultural de Belém

por FMSimoes, em 18.02.15

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Rodrigo, criador de êxitos como “Cais do Sodré”, atua na sexta-feira, dia 20 de fevereiro às 21:00, no Centro Cultural de Belém (CCB), no âmbito do programa “Há fado no cais”, numa coprodução com o Museu do Fado.

O fadista convidou, para partilharem o palco do grande auditório, os fadistas Carminho e Ricardo Ribeiro, que foram também seus convidados no espetáculo celebrativo dos 50 anos de carreira, realizado em novembro de 2010, emq ue participou também Argentina Santos, que não subirá ao palco do CCB.
Os três fadistas serão acompanhados pelos músicos Fernando Silva, na guitarra portuguesa, Jaime Santos, na viola, e José Elmiro Nunes, na viola baixo.
Segundo o Notícias ao Minuto, falando sobre a sua carreira de mais de meio século, Rodrigo afirmou sentir-se “um cantador de fados, mas também um cantador de histórias”, e mostrou-se preocupado com a importância de não se esquecerem as raízes.
Ao longo da carreira, o criador de “Coentros e rabanetes” editou 40 álbuns, dos quais destacou “A última tourada real em Salvaterra”, “Só para quem gosta de fado”, “Pérolas, asas e raízes”, "Histórias, baladas e lendas”, “Marés de saudade” e, precisamente, celebrando o cinquentenário artístico, “Rodrigo – Cantador de Histórias”.
No palco de Belém, Rodrigo interpretará alguns fados desse álbum, nomeadamente “Na noite em que te vi”, “Rosa viúva”, “Fado recordado”, “Três relíquias velhinhas” e “É tão bom ser pequenino”, entre outros.
Rodrigo começou a carreira “por mero acaso", quando entrou certa noite na casa de fados A Cesária, no bairro lisboeta de Alcântara. Hoje afirmou: “É o que mais amo”.
Anteriormente, ainda sem ter completado 18 anos, Rodrigo integrou o conjunto de música latino-americana Cinco Réis.
“Na véspera de partir para França, fui com amigos dar uma volta pelas capelinhas, como se dizia na época, e fomos parar à Cesária. Desafiaram-me para cantar e cantei um fado que estava muito em voga na altura, que era do Carlos Ramos, que eu muito apreciava, ‘A biografia do fado’”, disse.
“Depois de cantar, fiquei muito surpreendido comigo mesmo e virou paixão, como se tivesse levado uma martelada. Nunca mais pensei noutra coisa”, explicou.
Gravou pouco tempo depois o primeiro disco, “A última tourada real”, um tema de Maria Manuel Cid, na música do Fado Freira de Casimiro Ramos.
Desde então Rodrigo tem vivido “um amor condicional ao fado” que lhe tem permitido coisas que “nem sonhara”.
“Por exemplo, fui convidado da Rainha Isabel II para um beberete no iate Britannia. De que outra forma, que não pelo fado, eu teria esse convite?”, declarou.

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Atuação de Rodrigo na década de 1970. Na foto além do fadista, podem ver-se o guitarrista José Pracana, o fadista Alfredo

Marceneiro, à direira, e ao fundo à esquerda, o seu neto Vítor Duarte "Marceneiro". 


Rodrigo afirmou que “o segredo do fado é senti-lo e respeitar as suas raízes”. “Não há fado novo, o fado é sempre o mesmo, novos são os que aparecem”, defendeu.
“O fado é o mesmo, eu também já fui o fado novo, não porque fosse melhor ou pior, era diferente. Porque o fado continua o mesmo”, afirmou Rodrigo, recordando o papel social do fado como “alerta e crítica social”, que hoje se esquece.
Quanto a poetas, João Dias é o seu favorito, autor, entre outros fados, de “A última fragata”, “Cantar do amor negado” ou “Esta solidão de monge”. Cognominado "o poeta maldito", de quem foi amigo, Rodrigo recordou que “Epigrama” foi “a primeira letra dele” que interpretou.
Rodrigo, de 73 anos, afirmou à Lusa que gosta essencialmente da poesia descritiva. “O que me interessa é contar bem uma história, e que me permita dar-lhe força para quem me escuta”, explicou.
“Se for uma história bem contada, bem posta em verso, para que eu poder dar-lhe a força que gosto de dar aos poemas para os passar a quem os escuta, eu gosto. Os fadistas são atores, já lá dizia Alfredo Marceneiro”, rematou.

Fotos: musicaportuguesa.com/FMS

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