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Ricardo Ribeiro estreia-se em nome próprio no Coliseu dos Recreios, hoje, dia 30 de abril, um espetáculo que promete ser “autêntico e verdadeiro” que definiu à Lusa, como “uma viagem pela música e a poesia”, segundo o Notícias ao Minuto.

O seu mais recente álbum "Hoje é assim, amanhã não sei” é base do alinhamento do concerto, mas o fadista afirmou que irá “passar em revista os álbuns anteriores, e não faltarão temas como ‘A porta do coração’, ‘A fama de Alfama’ ou o ‘Fado do Alentejo’ e algumas surpresas”.
O fadista pisa o palco do Coliseu 20 anos depois de o ter pisado pela primeira vez, como candidato júnior à Grande Noite do Fado de Lisboa.
Desde então “foi um percurso de aprendizagem que continua hoje”, referiu o fadista que não escondeu “o nervosismo” de ir subir “a uma das principais salas do país, que é uma referência” e da qual guarda “gratas recordações”.
“No Coliseu vi muitos daqueles que são os meus ídolos e referências musicais, tanto nacionais como estrangeiros”, disse Ricardo Ribeiro que assume como uma das suas principais referências, o fadista Fernando Maurício (1933-2003).
Pisar o palco do Coliseu em nome próprio “é uma etapa na carreira, que passa a ter um outro enquadramento artístico”. “Dá uma outra respiração e acresce a responsabilidade doravante”, rematou.
Ricardo Ribeiro referiu que a reação do público ao CD “Hoje é assim, amanhã não sei”, saído em abril último, “tem sido de grande ternura e carinho e tem mostrado que gostam muito”.
No álbum, editado pela Warner Music, há uma “crítica atenta e mordaz ao quotidiano”, reconheceu o fadista, que referiu os temas “Nos dias de hoje”, com letra e música de Tozé Brito, “Portugal”, que interpreta no Fado de João Maria dos Anjos, um poema de Mário Raínho, autor que canta desde sempre, e também o “Soneto de mal amar”, de José Carlos Ary dos Santos, musicado por João Paulo Esteves da Silva, que o acompanha ao piano.
Quanto às melodias tradicionais, além do Fado de João Maria dos Anjos, Ricardo Ribeiro canta no Fado Licas, de Armando Machado, “Nos gestos, nos sentidos”, de Vital D’Assunção, e reivindicou o estatuto de melodia tradicional - “porque se pode cantar em qualquer decassílabo sáfico [com a acentuação tónica em todas as sílabas pares]” - para o fado da autoria do guitarrista Manuel Mendes, falecido em 2009, no qual canta “Último poema”, de Vasco de Lima Couto.
Entre as escolhas, inclui-se “Chanson d’autonne”, de Paul Verlaine, também musicado por Esteves da Silva, uma recriação de “Malaventurado”, de Bernardim Ribeiro, com música de Alain Oulman, que foi buscar ao repertório de Amália Rodrigues, e uma composição de sua autoria, para o poema de Joaquim Pedro Gonçalves, “Canção das águas claras” ou a “Serenata do adeus”, letra e música de Vinícius de Moraes, que interpreta apenas acompanhado à viola, por Carlos Manuel Proença e, ao trompete, por Diogo Duque, e ainda um tema em espanhol, "Voy".
Ricardo Ribeiro, vencedor por duas vezes da Grande Noite do Fado de Lisboa, em juniores e seniores, e com dois prémios Amália, Revelação e Melhor Fadista, é acompanhado no Coliseu pelos músicos José Manuel Neto, na guitarra portuguesa,
Carlos Manuel Proença, na viola, e que produziu o álbum, Daniel Pinto, na viola baixo, João Paulo Esteves da Silva, ao piano, Ricardo Dias, no acordeão Diogo Duque, no trompete, e ainda Artur Caldeira e Daniel Paredes, na guitarra clássica.

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