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Os restos mortais do pianista Vianna da Motta são trasladados esta semana do cemitério do Alto de S. João para o dos Prazeres, em Lisboa, por iniciativa da Câmara Municipal, noticiou a Lusa, citando um neto do músico, segundo o Notícias ao Minuto.

O designer José Brandão, um dos cinco netos do pianista, disse à Lusa, que a trasladação é justificada por atualmente os descendentes não terem qualquer ligação com os proprietários do jazigo onde se encontravam os restos mortais de José Vianna da Motta, falecido há mais de 60 anos.
“O caixão com o corpo do meu avô ficou no jazigo da mulher do irmão, do qual não houve descendência, e atualmente nós não temos qualquer contacto com os proprietários [do jazigo] e aceitámos o interesse da Câmara de Lisboa, em trasladar os seus restos mortais para um jazigo no cemitério dos Prazeres”, explicou à Lusa José Brandão.
A cerimónia de trasladação do Alto de S. João paar os Prazeres “é absolutamente privada” e decorrerá “esta semana”, disse.
O corpo do pianista ficará num jazigo adquirido pela Câmara de Lisboa, no cemitério dos Prazeres, em Campo de Ourique, onde no próximo sábado, pelas 16:00, é realizada uma homenagem, à qual não estarão presentes o ministro e o secretário de Estado da Cultura, "por impossibilidade de agenda", disse à Lusa fonte oficial.
Esta homenagem conta com a participação da soprano Elvira Archer, que fará a evocação do pianista que “foi um dos maiores do seu tempo no plano internacional”, como realçou José Brandão, e de Maria José Borges, da Escola de Música do Conservatório Nacional. Na ocasião o Quarteto Lacerda interpretará o Quarteto em Sol Maior, de Vianna da Motta.
O quarteto é formado pelos músicos Alexander Stewart (primeiro violino), Regina Aires (segundo violino), Paul Wakabayashi (violeta) e Luís André Ferreira (violoncelo), e à cerimónia assistirá o pianista Artur Pizarro, que “é uma espécie de neto musical de Vianna da Motta, sendo Sequeira Costa, um filho, por ter sido um dos seus discípulos, que mais se distinguiu”.
O pianista Sequeira Costa, a viver nos Estados Unidos, não assiste à cerimónia “por razões de saúde”.
José Vianna da Motta nasceu em S. Tomé e Príncipe, em 1868, estudou e viveu na Alemanha durante 32 anos, dos 14 aos 46 anos, tendo então dirigido a classe de virtuosidade de piano no Conservatório de Genebra, e em 1917 regressou a Portugal, onde foi diretor do Conservatório Nacional de Lisboa, de 1919 a 1938.
Além de pianista exímio, aclamado pela crítica internacional, Vianna da Motta foi também compositor, sendo autor entre outras, da sinfonia "À Pátria", e das peças “Umflort, gehült in Trauern”, "Evocação dos Lusíadas" e "Cenas nas montanhas", entre outras. Foi colaborador da revista Lusitânia entre 1924 e 1927 e é autor dos livros "Nachtrag zu Studiem bei Hans von Büllow von Theodor Peiffer" (1896), "Pensamentos extraídos das obras de Luís de Camões" (1919), “Vida de Liszt" (1945) e "Música e músicos alemães" (1947).
O compositor e pianista Franz Liszt ofereceu a Vianna da Motta uma fotografia sua com a seguinte dedicatória: "A José Vianna da Motta, saudando os seus futuros sucessos”.

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