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Capa Banqueiro 300dpi.jpg

 

A editora Guerra e Paz apresenta uma nova coleção intitulada “Livros Amarelos”, que “revela as relações comprometedoras entre textos célebres”, associando-os, dois a dois, num só volume. 

“A Guerra e Paz Editores criou o ‘paparazzo’ da história da literatura e do pensamento, chama-se ‘Livros Amarelos’ [e é] uma nova coleção, que revela as relações comprometedoras entre textos célebres”, disse à Lusa o administrador editorial, Manuel Fonseca.
O primeiro volume a sair inclui “O banqueiro anarquista", de Fernando Pessoa, e "A alma do homem sob a égide do socialismo”, de Oscar Wilde, enquanto o segundo reúne “Pessimismo nacional", de Manuel Laranjeira, e "Portugal, um povo suicida”, do espanhol Miguel de Unamuno.
“Para dar vida a contos, a romances, a poemas e a ensaios, é necessário abrir-lhes um 'buraco' por onde entrem outros textos. A melhor forma é lança-los à discussão, é pintá-los de uma cor inesperada e insólita”, disse o responsável da Guerra e Paz, cita o Notícias ao Minuto.
Títulos “célebres, muito bons, mas metidos a um canto, isso é exatamente o que esta coleção quer veementemente rejeitar, contrariar e desmentir". "Trata-se de uma coleção de textos que se erguem de um salto, afetivamente ativos”, prosseguiu.
“Estamos a falar de textos que o respeito atirou para um 'cemitério' chamado literatura, e a melhor forma de matar um texto, a melhor forma de matar a criação, é catalogá-la e engavetá-la", argumentou, com apelo à metáfora, reforçando: "Pois matemos a morte, regressemos à vida!”.
“Vamos abrir um buraco no 'cadáver' de Fernando Pessoa e vamos abrir um buraco no 'cadáver' de Miguel de Unamuno. Para quê abrir buracos em cadáveres? Para lhes insuflar vida”, disse.
“Tomemos nos braços o 'cadáver' de Pessoa, o seu ‘Banqueiro anarquista’, por exemplo. O que acontecerá se, por esse buraco, lhe insuflarmos o sopro da boca de Oscar Wilde chamado ‘A alma do homem sob a égide do socialismo’?”, questionou Manuel Fonseca.

 

Capa Portugal 300dpi.jpg

 

“Arranquemos ao túmulo, piedosamente, o cadáver do espanhol Miguel de Unamuno, pegando-lhe pelo buraco que dá pelo nome de ‘Portugal, um povo suicida’, e 'disparemos' lá para dentro o tiro que espatifou os miolos do português Manuel Laranjeira, e a que ele chamou ‘Pessimismo nacional’. Há mais vida num tiro suicida, do que numa longa existência canalha!”, rematou o responsável da Guerra e Paz, reforçando a figuração do seu discurso.
E insistiu: a nova coleção, "Livros Amarelos", é “uma viagem e uma devassa ao cemitério que é o património literário da humanidade”.
Os livros de capa amarela têm a dimensão de 15X21 centímetros, são “pintados à mão nas três faces do miolo, com um corte elíptico e alongado, que deixa ver uma faísca de vermelho ou verde ou azul, conforme a cor que as guardas do livro, debaixo da capa, vierem a ter”.
“São os 'Livros Amarelos' - amarelos por serem ‘voyeurs’, amarelos em vénia à ‘Yellow book’, a revista que, na Londres do século XIX, foi o primeiro sopro de vida desse modernismo que ainda hoje, no século XXI, se nos cola à pele -, com o grafismo de Ilídio Vasco, autor do design”.

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