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A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) está a realizar visitas guiadas à Quinta Alegre, na charneca do Lumiar, em Lisboa. As visitas aquele que foi solar de veraneio dos marqueses do Alegrete, são orientadas por Isabel Guedes, e surgem depois de mais de um ano de obras de restauro do palácio e do jardim de traça romântica.

As visitas gratuitas à Quinta Alegre são todas as quintas-feiras, a partir das 10:30, ou em grupos organizados, durante os dias da semana, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 16:30.

 

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Paralelamente, está patente a exposição “Quinta Alegre – De Pessoas para Pessoas”, que dá “a conhecer as referidas fases deste grande projeto de reabilitação, assim como uma breve história da quinta, as valências e os conceitos que integram e explicam esta obra emblemática”, segundo informação da instituição de solidariedade social.
A SCML tem ainda outros projetos para esta quinta, designadamente, “serão criadas três unidades: a Unidade Social, na zona do palácio do Marquês de Alegrete e do Jardim Romântico; a Unidade Assistida, para pessoas seniores com uma ocupação e para reformados da Santa Casa; e a Unidade Residencial, para pessoas que precisem de uma residência provisória”, segundo a mesma fonte.
A Unidade Assistida, com capacidade para 60 pessoas, “acolherá os reformados da Santa Casa”, e a Unidade Residencial para jovens, a última a ser construída, inclui áreas lúdicas e culturais, abertas à comunidade, segundo a SCML.

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A Quinta Alegre, classificada como Imóvel de Interesse Público, foi adquirida pela SCML em 1983. A origem da quinta remonta ao século XVIII quando foi estabelecida por D. Manuel Telles da Silva (1641-1709), 1.º Marquês do Alegrete e 2.º Conde de Vilar Maior, que ali mandou construir um palácio e um jardim.

Segundo informação da Direção-Geral do Património (DGPC), este é um palácio de dois pisos, “tardo-barroco de planta longitudinal retangular”, construído frente a um campo de amoreiras, e decorado por “silhares de azulejos pombalinos, com a técnica do esponjado, e neoclássicos, com padrões vegetalistas”.
A DGPC realça ainda as “pinturas murais neoclássicas nas paredes e tetos, algumas em ‘tromp l’oeil’ [técnica artística que cria uma ilusão ótica], de estuque sobre sanca curva, com elementos geométricos, fitomórficos, pormenores arquitetónicos, mitológicos, aves e frutos”.
De acordo com a DGPC, estes elementos “apresentam afinidades com as pinturas murais da Quinta da Francelha [em Loures] e do Palácio dos Marqueses de Angeja [atual Museu Nacional do Traje, também no Lumiar, em Lisboa] e com a Casa Nobre da rua de Avis [em Évora]”.
Na área de jardim, a DGPC realça os “bancos conversadeiras forrados a azulejos, formando miradouro sobre a propriedade”, e o lago artificial.
Segundo nota da SCML, uma das suas “grandes preocupações” foi, “durante a primeira fase desta obra, garantir a integridade dos elementos construtivos e artísticos, respeitando os materiais originais e restaurando pormenores decorativos, especialmente os frescos”.

Fotos: SCML/FMS

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