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O “grande protagonista” da obra “A Morte da Avó”, de José Roby Amorim (1927-2013), “é o nosso país”, afirma o escritor António Lobo Antunes, no prefácio.

No prefácio à obra, intitulado “Leiam isto”, Lobo Antunes aconselha vivamente a sua leitura, cuja “prosa é excelente”, de “bom gosto e [com] um poder evocativo de alto calibre”.

"O grande protagonista da obra é o nosso país”, que Roby Amorim “transforma com destreza numa galeria de personagens, a maior parte inesquecíveis”, sentencia.

A obra relata a vida de Maria Inácia da Conceição de Faria Machado Pinto Roby de Miranda Pereia da Rocha Tinoco, que viveu grande parte da sua vida no norte do país, mais concretamente em Braga, e que nasceu em 1846, quando se deu a revolta da Maria da Fonte, e morreu quando a Espanha vivia a Guerra Civil (1936-39).

Lobo Antunes realça “o engenho” de José Roby Amorim, e escreve que o livro “é um espelho de Portugal”, que, apesar de se referir a uma determinada época, “nos retrata também a nós mesmos, nos diversos tempos que somos feitos”.

Nuno Roby Amorim, filho do autor, trineto de Maria Inácia, noutro texto de introdução à obra, conta que esta nasceu “de uma provocação” ao pai, “um contador de histórias” que, de forma espontânea, sempre tinha um relato a fazer para contextualizar um acontecimento, uma cidade, uma rua, uma casa “ou um qualquer parente afastado” .

Os seus relatos, escreve Nuno Roby Amorim, “mostravam uma ligação muito forte ao que passou, à origem, ao caminho previamente percorrido por alguém”, uma memória que não se podia perder. Desafiou-o assim a contar a história da família.

“Do Alcaide Faria à guerra colonial na Guiné-Bissau, passando pelo massacre de Nagasáqui, pela recuperação da colónia de Angola aos holandeses, Lutas Liberais, Patuleia, Maria da Fonte, 31 de janeiro [de 1891], República, Grande Guerra, etc., há sempre um familiar presente para contar afinal como a história é feita de pessoas e apenas por pessoas”, escreve Nuno Roby Amorim.

Sobre o livro, Nuno Roby Amorim afirma tratar-se de “um registo de um mundo que terminou com a morte da avó do pai”.

José Roby de Amorim foi jornalista, tendo iniciado carreira no Diário do Minho. Passou, entre outras, pelas redações do Diário Ilustrado, ABC, O Século, onde foi diretor, Diário de Lisboa e pelas agências ANOP e Lusa.

“A morte da avó” é uma obra póstuma, tendo José Roby Amorim publicado em vida, entre outras, “Elucidário de Conhecimentos Quase Inúteis”, “Da Mão à Boca – Para uma História da Alimentação em Portugal” e “ABC dos sabores Portugueses e Mais Alguns”.

Sobre a obra atesta Lobo Antunes que “é, para quem tiver olhos e sensibilidade, a nossa vida”.

 

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