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O Trio de Pedro Jóia antecipa temas do próximo álbum, "Vendaval", no concerto da próxima segunda-feira, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, que conta com a participação especial de Ney Matogrosso.

"Este concerto celebra 16 anos de amizade com Ney Matogrosso, num espaço emblemático como os Jerónimos, que evoca os Descobrimentos portugueses, e o encontro de culturas, que proporcionaram", disse Pedro Jóia à agência Lusa, cita o DN.
Pedro Jóia, tocador de alaúde, guitarra clássica e flamenca, e Ney Matogrosso têm desenvolvido uma relação artística nos últimos 15 anos.
Em 2003, Ney Matogrosso participou no álbum "Jacarandá", de Pedro Jóia. Matogrosso retribuiu o desafio com um convite para Jóia fazer parte da sua banda, tendo o músico português feito parte dos álbuns "Vagabundo" (2004) e "Canto em Qualquer Canto" (2005), e participado nas respetivas digressões, durante quatro anos.
O trio de Pedro Jóia (guitarra clássica) completa-se com os músicos João Frade, no acordeão, e Norton Daiello, no baixo.
"Nos Jerónimos vai haver uma primeira parte em que revistamos composições de Armandinho, Paco de Lucia, Luiz Gonzaga e de Sivuca, numa leitura muito pessoal, mas também antecipamos temas do nosso próximo álbum, 'Vendaval', e depois acompanhamos Ney Matogrosso, e aí o palco é todo dele", disse.
Referindo-se a "Vendaval", Pedro Jóia afirmou que é construído por composições inéditas de autoria dos diferentes músicos que compõem o trio e refletindo o seu contexto musical.
"As minhas composições, como 'Vendaval', que dá título ao álbum, navegam musicalmente no universo ibérico, as do João Frade, entre o Algarve e o jazz, e as do [Norton] Daiello, o baião, que é uma música do nordeste do Brasil, muito dançável", adiantou.
"De Daiello, será escutado nos Jerónimos, o baião 'Se Correr o Bicho Pega'", acrescentou.
Referindo-se a Ney Matogrosso, Pedro Jóia afirmou: "[Ele] é absoluta singularidade em palco, com um lugar único que só é dele e sempre o será".
"O Ney [Matogrosso] torna-se enorme em palco, onde não descura o mínimo pormenor, e deixa a sua assinatura em cada gesto, em cada maneira como pega numa palavra, como a canta, é de facto único", afirmou, para em seguida referir que o cantor brasileiro "tem uma forma lírica de estar no palco".
"Um homem de palco, sem dúvida, e um grande criador, alguém que está sempre a criar e não repete fórmulas".
Pedro Jóia iniciou a atividade de concertista em 1993, realizando vários recitais e apresentando-se em diferentes festivais tanto em Portugal como no estrangeiro. Atualmente acompanha nomes como Mariza, Raquel Tavares ou Ricardo Ribeiro, com quem teve um projeto que revistava os universos musicais do fado, do flamenco e do tango.
Pedro Jóia, distinguido em 2008 com o Prémio Carlos Paredes pelo álbum "À espera de Armandinho", tem editado, entre outros, os álbuns "Guadiano" (1996), "Sueste" (1999), "Variações sobre Paredes" (2001), "Jacarandá" (2003), disco em que além de Ney Matogrosso contou com a participação de Elba Ramalho, Daniela Mercury, Zeca Baleiro e Zélia Duncan. Em 2015 editou o CD "Pedro Jóia Ao Vivo com Orquestra de Câmara Meridional".
Em declarações à Lusa, Pedro Jóia afirmou que atualmente se sente "integrado e respeitado, pelos [seus] pares e pelo público, no meio musical".
Do currículo de Pedro Jóia, desde o início da sua formação em guitarra flamenca, destaca-se a direção musical de projetos diversificados, a composição para teatro e a participação em festivais de música e concertos em várias partes do globo - Cabo Verde, Macau, China, Marrocos, República Checa, Índia, Brasil, Moçambique, Angola, Costa do Marfim, Finlândia, Holanda, Estados Unidos e Andorra.
Pedro Jóia iniciou aos sete anos os estudos de guitarra clássica na Academia dos Amadores de Música em Lisboa, concluindo o curso de guitarra do Conservatório Nacional, em 1990.
Em 1986 começou a estudar guitarra flamenca, tendo realizado cursos de aperfeiçoamento em Espanha com os guitarristas Paco Peña e Gerardo Nuñes, e de 1992 a 1998 estudou e trabalhou com o guitarrista Manolo Sanlúcar, em Córdoba.

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