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Pedro de Castro esgota CCB

por FMSimoes, em 11.01.18

 Pedro de Castro.jpg

Pedro de Castro antecipa o seu primeiro álbum em nome próprio, na sua estreia como solista, na sexta-feira, dia 12 de janeiro, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém (CCB), no âmbito do ciclo “Há Fado no Cais”.

“Neste concerto presto homenagem aos grandes mestres, começando em Armandinho, que foi o pai da guitarra portuguesa moderna, de Lisboa, aos dias de hoje, e antecipo o meu primeiro CD que conto gravar em breve, para sair no verão”, disse o músico à agência Lusa,cita a RTP.

No concerto, no pequeno auditório do CCB, já com lotação esgotada, Pedro Castro conta com a participação dos músicos André Ramos, Jaime Santos Júnior e Artur Caldeira (viola) e Francisco Gaspar (viola baixo), e três mulheres fadistas, que atuam regularmente na sua casa de fados, Mesa de Frades, em Lisboa, mas que pretendeu manter como “surpresa”.

“Já toquei e compus para elas, vão regularmente à Mesa de Frades, mas quero reservar o fator surpresa”, disse o músico.

Referindo-se ao concerto, Pedro de Castro afirmou que vai "recuperar um conjunto de peças, instrumentais e guitarradas que se perderam ao longo dos tempos, que não são habitualmente tocadas em recitais ou casas de fados, não se gravaram discos nem são ouvidas nas rádios”.

“Uma espécie de ‘sound book’ da guitarra portuguesa de termas que se perderam, vou recuperar uma tradição antiga”, sustentou.

O programa inclui peças do século XX, começando com guitarristas como Armandinho (1891-1946), autor de melodias fadistas como “Ciganita”, e que Pedro de Castro aponta como “pai da guitarra portuguesa [de Lisboa] moderna, que ‘organizou’ a casa dos fados tradicionais”.

Há um período antes e outro pós-Armandinho e, a partir dele, os vários guitarristas que seguiram a sua escola até aos contemporâneos”, acrescentou.

O músico assume-se discípulo de José Luís Nobre Costa (1948-2014), amigo de seu pai, que foi baixista, e com quem começou a tocar aos 14 anos, quando, “certo dia por brincadeira” começou a dedilhar uma guitarra portuguesa.

O passo seguinte foi quando recebeu uma guitarra portuguesa como presente de aniversário, em finais de agosto “e, em dezembro, já tocava nas casas de fado em Cascais”.

“Agarrei-me à guitarra portuguesa com uma paixão, mas, depois, confesso, nunca tive essa ambição de fazer carreira, foi acontecendo naturalmente”, disse o músico, referindo, que não se vê, atualmente, a deixar de tocar.

“Não tinha ambição de me tornar músico, apesar de ter começado a tocar piano aos cinco anos”, disse.

Para o músico, que já compôs, entre outros, para a fadista Katia Guerreiro, o fado “atravessa um ótimo momento, com uma nova geração muito dinâmica, curiosa, interessada em saber como se faz e como se chega a um determinado acorde, e a conhecer a história, pois este é um género que tem uma pesada herança”.

Quanto aos músicos que escolheu, afirmou que são seus amigos, “monstruosos enquanto músicos, e pelo repertório" a que está habituado a tocar com cada um deles, justificou

“Numa primeira parte, vou começar com Armandinho e os fados de Jaime Santos, pai de Jaime Santos Júnior, que me acompanha, um repertório um bocadinho mais desconhecido, um tipo de repertório que inclui, por exemplo Francisco] Carvalhinho, que está um pouco esquecido, um repertório clássico que poucos conhecem, pois não há, praticamente, fonogramas disso. Abro com uma espécie de recolha etnomusical. Uma segunda parte será de tributo à guitarra portuguesa de Coimbra, com uma abordagem um pouco mais erudita, em que vou tocar com o professor do Conservatório do Porto Artur Caldeira”, adiantou o músico à Lusa.

“Termino com o André Ramos, e temos um repertório mais tradicional, muito de baixo da mão, e iremos dar lugar a devaneios e improvisos”, acrescentou.

Foto: Promo/FMS

 

 

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