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O Panteão Nacional, em Lisboa, inaugura na terça-feira a exposição “Reis e Heróis – Os Panteões em Portugal”, evocativa de três efemérides relacionadas com as suas funções de homenagear grandes nomes nacionais.
A exposição “assinala os 100 anos da escolha da igreja de Santa Engrácia [a Alfama, em Lisboa] para Panteão Nacional, os 50 anos da sua inauguração e os 180 anos em que, através de decreto [do Ministro do Reino] Passos Manuel, se expressa pela primeira vez a necessidade de criação de um Panteão Nacional destinado a celebrar aqueles que se distinguiram por obra digna e elevaram o nome de Portugal, na persecução dos ideias da Revolução Liberal de 1820”, disse à agência Lusa a diretora do Panteão, Isabel Melo, cita o Notícias ao Minuto.
A mostra, explicou a responsável, é organizada em três núcleos. “O primeiro aborda o conceito de panteão e sua evolução, enquanto lugar funerário de reunião familiar ou corporativo, perfilhado por reis e altas figuras do clero ou da nobreza”, um conceito que, com a Revolução Francesa, em 1789, toma “um sentido de monumento laico consagrado a homenagear dos Grandes Homens da Nação”.
“Ainda neste âmbito, é sublinhada a escolha, em 1916, da inacabada igreja de St.ª Engrácia para acolher o Panteão Nacional, somando-se a narrativa do atribulado processo de conclusão do monumento”, acrescentou.
“O segundo núcleo é dedicado aos cinco panteões reais existentes em Portugal - nos mosteiros de Santa Cruz de Coimbra, Alcobaça, Batalha, Jerónimos e São Vicente de Fora [estes em Lisboa] - onde se encontram sepultados a maioria dos nossos reis”.
“O terceiro núcleo trata dos heróis nacionais que, por obras valorosas mereceram a gratidão da Pátria e a quem foram concedidas honras de Panteão Nacional”, situam-se nesta categoria, entre outros, os escritores Aquilino Ribeiro, Guerra Junqueiro, Almeida Garrett e Sophia de Mello Breyner Andresen, a fadista e poetisa Amália Rodrigues, o futebolista Eusébio, e o marechal Humberto Delgado, ex-candidato à Presidência da República.
Estão também sepultados, no Panteão, alguns dos Presidentes da República, como Sidónio Pais, Manuel de Arriaga, Óscar Carmona e Teófilo Braga.

 

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Para a exposição “foram selecionadas peças originais pertencentes a alguns dos mais importantes museus, monumentos e palácios portugueses, que incluem exemplares de pintura, ourivesaria, escultura, têxteis e livros”.
Entre as obras expostas encontra-se um relicário em prata de Stª. Engrácia, mandado executar pela infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, uma pintura de N.S. de Belém, de Francisco de Holanda ou uma Cruz-Relicário, proveniente da igreja de S. Roque, em Lisboa.
“Trata-se de peças emblemáticas, revestidas de valor histórico, simbólico e artístico, alusivas às personalidades integradas nos vários Panteões”, justiçou Isabel Melo.
Em 1966, terminaram as “obras de Santa Engrácia”. Desde 1712 que o monumento se encontrava por terminar, sem estar arrematado pela cúpula e zimbório.
A igreja de Santa Engrácia foi classificada como monumento nacional em 1910, e em 1916 foi considerada Panteão Nacional.
A primeira edificação de uma igreja no Campo de Santa Clara, em Lisboa, data da segunda metade do século XVI. A primeira pedra foi colocada pela infanta D. Maria, para sede da paróquia de St.ª Engrácia, instituída pelo papa Pio V, em 1568.
Depois de ter sido profanada, em 1630, foi reconstruída dois anos mais tarde sob o giz de Mateus do Couto. Em 1681 a igreja, ainda incompleta, ruiu.
O atual plano, de João Antunes, foi iniciado em 1682, e só em 1966 foi terminado, ajustando-se finalmente à função de Panteão Nacional, “para glorificar vultos ilustres que a Pátria respeita e contempla”, segundo se lê na lápide então descerrada.
Na sala central do Panteão são erigidos seis cenotáfios, monumentos funerários de corpo ausente, que procuram demonstrar os “ilustres heróis incontestados da Nação”. Foram escolhidos Luís de Camões e Vasco da Gama, cujos corpos repousam nos Jerónimos, Nuno Álvares Pereira, que repousa na igreja de Santo Condestável, em Lisboa, Afonso de Albuquerque, cujo corpo esteve na igreja da Graça, em Lisboa, sendo desconhecido o paradeiro, Pedro Álvares Cabral, que se encontra na igreja da Graça, em Santarém, e do infante D. Henrique, que se encontra no Mosteiro da Batalha.
O panteão “é um exemplar magnífico da arquitetura barroca portuguesa, salientando-se o jogo luz/sombra, a sua posição face ao rio, a luz do exterior em contraposição à penumbra do interior, a policromia da pedra no interior, a originalidade das paredes onduladas - a primeira solução do género em Portugal –", são elementos salientados à Lusa por uma fonte do monumento.

Foto: Monumentos.pt&FMS

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