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A peça “Palavra de Rainha”, de Sérgio Roveri, que revisita o universo de D. Maria I, que morreu há 200 anos no Rio de Janeiro, estreia-se na sexta-feira, dia 08 de julho, no Palácio de Queluz, numa encenação de Mika Lins.
O monólogo é uma adaptação livre da história de D. Maria I, rainha de Portugal, dita "a louca", que se casara com o tio, D. Pedro, filho do rei D. João V, e que foi dada em estado de “insanidade mental”, em 1796, quando D. João passou a príncipe regente.
A peça é levada a cena quando se cumprem dois séculos sobre a morte da monarca, aos 81 anos, no Convento do Carmo, no Rio de Janeiro, onde se encontrava, depois de o regente, o futuro D. João VI, ter decidido mudar a corte para o Brasil, em 1807, en resposta à invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte.
O monólogo “combina factos históricos e ficção, para narrar a trajetória da primeira mulher a assumir o trono português".

"Conhecida em Portugal como ‘a piedosa’ e, no Brasil, como ‘a louca’, a figura de D. Maria I permanece indissociável do Palácio Nacional de Queluz, espaço que habitou em permanência, de 1794 até 1807, ano da partida da Família Real Portuguesa para o Brasil”, afirma em comunicado a Parques de Sintra, empresa que gere atualmente aquele monumento nacional.
O palácio, mandado construir pelo marido de D. Maria I, D. Pedro, para recreio da família real, em 1747, foi desenhado pelo arquiteto Mateus Vicente de Oliveira.
“A vida da Rainha foi marcada por uma sequência de eventos trágicos: a morte do marido, D. Pedro III, em 1786, dois anos depois, as mortes do Príncipe herdeiro, D. José, da filha Mariana Victória e do arcebispo de Tessalónica, seu diretor espiritual, são duros golpes para a mente frágil da Rainha, que é dada como incapaz em 1792”, refere, no mesmo comunicado, a diretora do Palácio Nacional de Queluz, Inês Ferro.

 

 

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Para o dramaturgo a personagem de D. Maria I é “trágica” e “complexa”, e poderia ter sido criada “pela mente de um Shakespeare, ou de um Eurípides”.

D. Maria I foi talhada pela vida, o que dá uma dimensão assustadoramente real às suas dores, aos seus dilemas e aos seus poucos e pequenos prazeres”, afirma o autor no mesmo comunicado.
A atriz brasileira Lu Grimaldi é “D. Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança”, aclamada Rainha em maio de 1777, após a morte do Rei D. José, e afastado o marquês de Pombal, para o exílio.
Lu Grimaldi, 60 anos, participou em telenovelas e séries de televisão como “Terra nostra”, “Um só coração”, “Padroeira” e “Sinhá moça”.
A atriz foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte e pela Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo.
A peça vai estar em cena na sala do trono do Palácio de Queluz, até dia 17.

Fotos: Lenize Pinheiro/FMS

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