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Louça de Bisalhães (2).JPG

A louça negra de Bisalhães, do Alto Douro, foi inscrita no inventário nacional do Património Cultural Imaterial, com vista à salvaguarda urgente desta olaria que é feita por processos ancestrais. A inscrição foi pedida pelo município de Vila Real e já publicada em Diário da República (DR).

A Direção-Geral do Património Cultural aceitou os argumentos apresentados pela autarquia que salientou que a olaria negra de Bisalhães remonta, pelo menos, ao século XVI.
“A inclusão da confeção do barro de Bisalhães no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI) é o reconhecimento e homenagem do município de Vila Real à comunidade de oleiros pelo trabalho que ao longo de séculos e de muitas gerações tem vindo a desenvolver na atividade de confeção do barro, que se tornou numa marca da cidade e da região”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da câmara, Rui Santos.
Atualmente, são sete os oleiros de Bisalhães que ainda trabalham o barro, a maioria é idosa, mas recentemente surgiu um oleiro mais novo, que concilia o trabalho na câmara municipal com a produção de peças.
É um trabalho duro, exigente, que é feito por processos ancestrais. As peças que nascem pelas mãos destes artesãos são depois cozidas em velhos fornos abertos na terra, onde são queimadas giestas, caruma e carqueja, abafados depois com terra escura, que lhe vai dar a cor negra.
“Esta inclusão no INPCI é também uma tentativa empenhada e consequente de preservar e divulgar a confeção do barro em Bisalhães segundo uma técnica ancestral e com enorme significado e importância, tanto do ponto de vista antropológico como etnográfico”, acrescentou o autarca.
O edil fez questão de realçar que este “é o primeiro registo cultural de âmbito produtivo (onde prevalece o fator do trabalho humano) a ser incluído no INPCI”.
Esta inscrição torna, segundo o autarca, “o processo de preservação muito mais complexo e sensível pois obriga o município de Vila Real e todas as instituições e pessoas envolvidas no trabalho de salvaguarda da técnica de produção das peças em barro a ter em conta as especificidades desta atividade”.
“É uma forma de incentivar a atividade”, sublinhou ainda o autarca.
No artigo do DR, a direção-geral justificou a inscrição com “a comprovada necessidade da salvaguarda urgente desta manifestação do património cultural imaterial, atendendo às características do atual contexto de transmissão intergeracional dos inerentes saberes, técnicas e tecnologias, que configuram sérios riscos de extinção desta prática tradicional a médio ou longo prazo”.
Rui Santos afirmou que “este é um primeiro passo para um projeto mais ambicioso a nível mundial”, que a autarquia pretende concretizar no futuro.

Foto: blogtempocaminhado/FMS

 

 

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