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As palavras portuguesas “bandeira”, “forte” e “golfinho” são ainda hoje usadas no árabe falado no litoral do Sultanato de Omã, lê-se no prefácio à obra “Encantos de Omã num Olhar Português”, de autoria de Eduardo Amaro de Lemos e Anizabel Alves da Rocha.

A obra, em português e inglês, com a chancela da Althum Editora, é prefaciada pelo presidente da Fundação D. Manuel II, D. Duarte de Bragança, e conta com um texto sobre as “relações entre o Sultanato de Omã e Portugal”, de autoria de Humaid Al-Maani, embaixador do Sultanato em Lisboa.
O Duque de Bragança salienta a ligação ao mar – “os conhecimentos da arte náutica e da navegação astronómica” - que têm portugueses e omanitas.
As embarcações portuguesas atingiram o oceano Índico em 1497, tendo os navegadores portugueses entrado “em contacto com os progressos dos marinheiros de Omã, graças aos pilotos da escola de Ibn Madjid”, lê-se no prefácio.
Os portugueses instalaram pequenos fortes e feitorias na costa de Omã, tais como Mascate, Matara (Muttrah) e Sohar, e “passaram a comerciar ativamente em toda a região”, afirma D. Duarte de Bragança, que salienta o apoio português à dinastia árabe quando os persas, apoiados por Inglaterra, conquistaram Ormuz, em 1622, tendo-se “os portugueses fixado no território omanita”.
O diplomata Al-Maani afirma que “as relações históricas recentes entre os dois países tiveram início em meados dos anos 1970”, e atesta que “ambos os países estão ligados por possuírem recursos humanos que poderão fomentar uma cooperação estratégica em diversas áreas, nomeadamente, na política, cultura, economia e tecnologia”.
Os autores realçam, por seu turno, a troca mútua de influências, referindo áreas como a arquitetura, e referem que vestígios da presença portuguesa “permanecem ainda visíveis”, nomeadamente “o caso do porto que construíram em Musandam, no estreito de Ormuz, ou de Mascate, a capital”.
A obra divide-se em 14 capítulos, abordando questões como a geografia e a administração, a religião, economia, “oportunidades de investimento”, “maravilhas de Omã”, como a Gruta de Majlis Al-Jinn ou a Reserva Natural de Bandar Khayran, e ainda a cultura e tradições, referindo as canções e danças de Omã, a poesia e os instrumentos musicais, assim como o trabalho em prata, e no talhe da madeira.

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